CORONAVÍRUS (COVID-19)

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Zdenek
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 17 Mai 2020, 22:03

Conde de Vidigueira escreveu:
17 Mai 2020, 18:04
A quarentena só não tem sido mais efetiva:

1 - por causa da ignorância das pessoas, alimentadas pela confusão fomentada pelo Governo Federal;
2 - por causa da incompetência e do descaso do Governo Federal ao oferecer e liberar renda emergencial para as pessoas mais vulneráveis.

A quarentena não poderia ser ainda mais efetiva:

3 - porque parte significativa da população vive em condições precárias de habitação e saneamento básico, inclusive, sem ter acesso à água.


O isolamento vertical nem mereceria comentários! ¼ dos mortos no Brasil não pertenciam ao grupo de risco. Fora que quem defende isso não pensa que é muito mais fácil isolar uma casa do que prender alguém em um cômodo dessa mesma casa!
Então. A questão do grupo de risco é algo muito complicado no Brasil.

As pessoas aqui interpretaram grupo de risco como "únicos suscetíveis".

Mas a interpretação de texto é bem básica. Grupo de risco é quem tem maior chance de desenvolver a doença de forma grave.

Pode acontecer da "vovozinha" de 95 anos pegar um "resfriadinho" e se curar? Pode. Pode acontecer de um "moleque maromba" de 25 anos pegar a forma grave e evoluir a óbito em uma semana, também pode. O cenário invertido é o mais provável, pelo o que diz a ciência até aqui, mas não há impedimento algum.

Numa doença desconhecida, todo mundo é grupo de risco. Um mais, outros menos.

Já existe relato de pessoas sem comorbidades morrendo. Aqui no Rio teve uma menina de 17, saudável, que morreu (ps: fez uso de CQ e mesmo assim morreu).

Nas crianças, que até então nada causava, já tem aparecido relatos até de Síndrome de Kawasaki.

Em alguns jovens, os pesquisadores têm se assustado com a gravidade da doença, possivelmente por uma exacerbação da resposta inflamatória.

Segundo, uma das comorbidades mais observadas em doentes graves é hipertensão. Tem estimativa de 1/4 dos brasileiros serem hipertensos, boa parte nem desconfia. E aí? Faz como agora? Porque aquele garotão corredor da orla pode ser hipertenso e nem desconfiar.

Eu já tinha colocado aqui, mas segue o mapa da prefeitura do Rio (sim, há muita subnotificação e obviamente é impreciso)

https://experience.arcgis.com/experienc ... 68bd9e2cc4

A idade média de casos é na faixa de 49 anos e meio. A população mais afetada, em números absolutos é a de 30 a 39 anos.
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Marcelo Barão
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Marcelo Barão » 17 Mai 2020, 22:23

Julio CRVG escreveu:
17 Mai 2020, 21:31
como ai no Rio no caso do respiradores desviados do hospital de campanha para seriam usados na inauguracao do de S. Goncalo !!
Fala, Júlio!!!

A pior parte dessa história, é que a prefeitura de SG não tinha grana pra montar esse hospital. Por isso as prefeituras de Niterói e de Maricá, vizinhas de SG, DOARAM cada uma, 45 milhões de reais pra que ele fosse construído e consequentemente evitaria o fluxo de pacientes de SG buscando atendimento nessas outras duas cidades.

A inauguração estava prevista pra hoje, mas a obra tá muito atrasada. Pelo visto, parte da grana já deve ter sido transferida indevidamente pra contas de terceiros.

Inauguração de Hospital de Campanha em São Gonçalo, dedicado ao combate à Covid-19, não é realizada
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Julio CRVG » 17 Mai 2020, 22:34

Marcelo Barão escreveu:
17 Mai 2020, 22:23
Julio CRVG escreveu:
17 Mai 2020, 21:31
como ai no Rio no caso do respiradores desviados do hospital de campanha para seriam usados na inauguracao do de S. Goncalo !!
Fala, Júlio!!!

A pior parte dessa história, é que a prefeitura de SG não tinha grana pra montar esse hospital. Por isso as prefeituras de Niterói e de Maricá, vizinhas de SG, DOARAM cada uma, 45 milhões de reais pra que ele fosse construído e consequentemente evitaria o fluxo de pacientes de SG buscando atendimento nessas outras duas cidades.

A inauguração estava prevista pra hoje, mas a obra tá muito atrasada. Pelo visto, parte da grana já deve ter sido transferida indevidamente pra contas de terceiros.

Inauguração de Hospital de Campanha em São Gonçalo, dedicado ao combate à Covid-19, não é realizada
Com certeza tem muita gente enchendo o bolso , esse pais nao tem jeito nao , infelizmente a corrupcao ja se tornou algo cultural do Brasil , o povo em si se orgulha disso , falando do jeitinho brasileiro !!
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 18 Mai 2020, 05:26

https://www1.folha.uol.com.br/equilibri ... etta.shtml

Vão dizer que é da Folha e que não tem credibilidade. Mas, essa entrevista do Mandetta é algo grave.

Na parte sobre a cloroquina, ele fala dados interessantes.

O primeiro:

"Falaram: “então vamos testar”. Começaram a testar [a cloroquina] pelos graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram, e não concluíram, 33% dos pacientes que estavam em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender a cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada [cardíaca]. Esse número assustou, é alto. Alguns médicos falaram que “não, a cloroquina tem que usar no primeiro dia para evitar complicação”.

E aí você começa a ter um problema. Se todos os velhinhos tiverem arritmia, vão lotar o CTI, porque tem muito mais casos de arritmia que complicação de Covid. E vou ter que arrumar CTI para isso, e pode ser que morra muita gente em casa com arritmia.

Por isso falei que ia adotar para os [casos] graves e gravíssimos em hospital, e fora do hospital o médico assistente que decida e corra o risco.


Esses estudos que estavam em andamento e foram interrompidos têm que ser publicados de alguma forma! Nem que seja em revista brasileira e em português. Idealmente, seria em inglês e em revista de circulação mundial, pode ser brasileira mesmo.

Sendo fato, é gravíssimo e está exatamente de acordo com o que a FDA prega. Uso somente dentro de protocolo clínico e em ambiente hospitalar, justamente por isso risco cardiovascular.

Agora a pergunta do milhão. Com o uso liberado, qual o protocolo de manejo dos pacientes que farão uso em casa? Como o Mandetta cita, tem chances de muitos morrerem em casa.

No próprio "estudo" da Prevent Senior um dos participantes do grupo intervenção morre se "síndrome coronariana aguda". Qual a garantia que não foi a medicação que causou isso?

Tem um outro ponto que acho sensacional:

"Sabemos que, se não fizer absolutamente nada, se você tem 25 anos, é saudável e tiver a Covid, teria 99% de probabilidade de ter uma forma leve e sair bem. Se eu te tratar com a fita do Senhor do Bonfim e cloroquina, teria 99% de chance. Com camisa do Botafogo e cerveja preta, também. Se tiver com 68 anos, aí teria mais chance de complicar."

Nesse ponto ele diz algo meio óbvio. Como é uma doença que vai responder de forma auto-limitada em 80% da população, o uso ou não-uso implica exatamente em nada. Tem, até agora, frise-se, a mesma eficácia que um suco de laranja, alho cru, reza com galho de arruda, vassourinha de fogo e etc. Gera aqui 2 problemas, na verdade: 1 - exposição a efeitos adversos em uma população que provavelmente não teria problema algum, 2 - Um grande viés de confundimento; "a pessoa melhorou porque já melhoraria ou melhorou sozinha e a cloroquina tava ali".

Agora tem gente distribuindo isso em diversos locais como se fosse bala Mentos. Inclusive reclamando dizendo que "se fosse maconha, a esquerda deixava. Mas como é o remédio do Bolsonaro, ficam de piti". Não! Não se trata de direita ou esquerda, ciência é ciência, independente do seu espectro político, em especial uma ciência "mais dura" como saúde. Hoje, as evidências apontam pelo não uso. Quanto a essas pessoas, algumas se vangloriando de distribuir em comunidades, caso apareça no hospital alguém com algum efeito adverso grave, qual vai ser a responsabilização dessas pessoas?

Acharia de muito bom tom que a Câmara convidasse tanto ele quanto Teich e suas respectivas equipes para trocar uma ideia, não necessariamente numa CPI.
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Pada
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Pada » 19 Mai 2020, 15:11

https://veja.abril.com.br/blog/letra-de ... loroquina/

Bolsonaro, liberte a saúde brasileira: defenda apenas a hidroxicloroquina
E abandone a crítica ao distanciamento horizontal. A ciência defende como fato científico inequívoco, o “fique em casa”


O tema que me interessa no momento é entender o porquê da insistência no distanciamento social horizontal global no país, traduzido no slogan “fique em casa”, com evolução ao lockdown em algumas capitais.

Friso, já de antemão, que não estou falando de lançar mão da estratégia num momento inicial ou em áreas geográficas restritas, onde uma junção de fatores coloca a saúde pública fora de controle. Nesse contexto, é fundamental reorganizar o sistema de saúde, UTIs, disponibilidade de respiradores e muito mais. Mesmo do ponto de vista mais primitivo, a neurociência tem inúmeros exemplos de como a reação automática inicial a uma ameaça de morte por um predador no mundo animal é a fuga para uma toca protegida. Portanto, nada mais natural do que a humanidade concordar em entocar-se, ameaçada por algo nunca enfrentado e que tem o potencial de morte. Ainda mais quando isso vem com o selo científico de que estamos lançando mão da única estratégia cientificamente comprovada para evitar a propagação do vírus.

Minha dúvida é: não estaríamos no momento de dar um passo a mais e questionar racionalmente qual a melhor estratégia para o país, ou melhor ainda, para as diversas partes dele daqui para frente? Por que a dificuldade de ir adiante e apoiar a saída do “fique em casa” numa ação coordenada pelo governo central e/ou seus equivalentes estaduais e municipais? Por que agredir equipes de pesquisa da UFPEL que querem trazer dados científicos para a discussão?

A resposta óbvia seria: há evidência inequívoca de que essa estratégia é a única eficaz e temos que permanecer nela. Pois é: confesso a minha inaptidão, embora vasculhe todas as bases cientificas. Não consegui, até hoje, encontrar um estudo que compare diferentes estratégias de distanciamento e me mostre de forma convincente, levando em conta um cenário mais abrangente, qual é a melhor. Isso acontece mesmo quando tento me valer da ajuda de colegas epidemiologistas. Para minha surpresa, vejo a ciência brasileira (e vários epidemiologistas com claro comprometimento social) defender como fato científico inequívoco, o “fique em casa.”

A questão poderia ser simplesmente uma tentativa altruísta em prol da humanidade como um todo, mesmo sem evidência científica maior. Afinal, como já exemplifiquei anteriormente em outra coluna, ninguém salta de um avião sem paraquedas, só porque não há ensaio clínico controlado mostrando o desfecho de saltar com ou sem o equipamento. Algo entranhado na memória atávica genética, no sentido de um esforço coletivo de preservação da espécie? Pois é, a natureza humana não tem se comportado assim, mesmo com quase meio milhão de mortes por malária mundialmente a cada ano, um número talvez similar ao que iremos terminar de mortes esse ano pela Covid-19, mundo afora. Se a motivação fosse a ajuda ao povo brasileiro como um todo, é de se refletir também, como já levantado por outros, sobre os dados do artigo publicado no Lancet Global Health por autores brasileiros, mostrando o alto impacto da recessão na mortalidade no Brasil.

A terceira possibilidade seria que há setores que se beneficiam da crise e eles têm forte influência nas estruturas do poder. Um oportunismo que sempre existiu em momentos de crise. Nada surpreendente, mas deixo essa avenida para os cientistas sociais e políticos.

O importante aqui é: como se consegue mobilizar uma população toda em torno de algo dogmático lhe dando ares de fato cientificamente comprovado? Como cientista do comportamento e psiquiatra, gostaria de explorar o campo com a lente do que me é familiar, mesmo reconhecendo que, como qualquer visão, ela é parcial e restrita.

Vamos a uma primeira hipótese sobre o comportamento humano, o conhecido “salve-se quem puder!”. Ouso levantar a hipótese de que o “fique em casa” é endossado com tanto apego pelas classes mais favorecidas (em que se inclui o autor dessa coluna e seu público leitor) porque o medo medular é, mais do que qualquer outro, a falta de um respirador ou UTI para si ou para alguém próximo. A malária está longe de casa!

Assim, o que nos move individualmente não, necessariamente, é o melhor para o país como um todo. Essa hipótese não estaria muito dissociada do que é a real natureza humana na concepção de alguns pensadores. Para quem duvida, vale olhar os experimentos com o paradigma dos modelos de escolha discreta sobre o que leva os indivíduos a avaliarem uma morte como menos valiosa do que outras.

Alegações de que isso é besteira porque estaríamos protegidos por um sistema de planos de saúde ou, em último caso, através do pagamento particular, nos garantindo um leito indisponível no SUS, não se sustentam. Na hora do ‘pega para valer’ (atenuação do colunista), se ele ocorrer, fora alguns “outliers”, seremos todos iguais numa lista única, mediada por critérios, Deus queira, objetivos. Basta ver a situação, quando a coisa apertou, em Manaus. Aliás, o que humanitariamente parece ser mais do que justo.

Nesse cenário, não causa qualquer espanto que continuemos propagando o mantra: “fique em casa”. Algo como 5% de retração da economia na Suécia ou, seu equivalente brasileiro, os lares da classe média alta, não é um grande problema, afinal de contas. Então, pedir para a classe menos favorecida ficar mais algum tempo sem comer pode não ser um esforço tão grande. Do contrário, vão faltar respiradores para todos! Não que os mais pobres não tenham medo também de não ter respirador, mas eles têm diversas outras ameaças mais prementes e diárias para sobreviver. É claro também que falamos aqui de um aspecto da natureza humana e em situação de excepcionalidade, onde o acionamento de mecanismos intrapsíquicos primitivos se exacerba. Não podemos nunca esquecer de outras matizes da natureza homana tão bem expressas na dedicação dos profissionais de saúde aos doentes da Covid-19, mesmo com risco às suas próprias vidas.

O segundo mecanismo é mais complexo, peculiar da nossa espécie e nos remete ao título dessa coluna, ou seja, o que o presidente Bolsonaro tem a ver com tudo isso. Por um desses azares da vida, ou algo que esse colunista não consegue explicar, já que não acredita que seja por qualquer “luz própria” do presidente, ele desafortunadamente, para os menos favorecidos, resolveu colocar em xeque o tal isolamento horizontal. Venho de um estado em que ser gremista significa muito mais do que torcer pelo Grêmio. Significa, acima de tudo, torcer contra o Inter, e vice versa. Estado de ânimo, em outra dimensão, muito bem capturado pelo nosso colunista de VEJA, Alon Feuerwerker em seu artigo As melancias e o caminhão. Frente às características do presidente, e às reações que ele desperta, não é de se surpreender que boa parte dos epidemiologistas, infectologistas e cientistas do país resolveram defender sem qualquer questionamento ou evidência cientifica o distanciamento social horizontal irrestrito e o lockdown em várias áreas como a única alternativa cientificamente válida. Agora é mostrar que não compactuamos com qualquer coisa que venha do famigerado presidente.

Besteira. A ciência brasileira reproduz apenas o que acontece também lá fora. Afinal, essa é a estratégia endossada como cientificamente comprovada pela OMS. Sem me alongar em potenciais conflitos de interesse que também acontecem internacionalmente e mesmo na OMS, vale lembrar que nosso presidente não é o único famigerado que anda por aí defendendo a hidroxicloroquina e fazendo desdém do isolamento horizontal. Vide depoimento do presidente Trump, que admitiu usar o remédio.

Pois é, mas, para a hidroxicloroquina, todas as mentes científicas brilhantes do país defendiam a espera por estudos clínicos randomizados e bem desenhados metodologicamente. Quem bom que esperamos. O resultado parece inexistente.

Assim, resta um apelo: presidente, concentre-se na defesa da hidroxicloroquina e abandone a crítica ao distanciamento horizontal. O Brasil merece essa chance de analisar, entender e discutir o melhor caminho a ser seguido.

Por Luis Augusto Rohde
Professor titular de Psiquiatria da Universidade do Rio Grande do Sul e de professor da pós-graduação da Psiquiatria na USP
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jpdantas
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por jpdantas » 19 Mai 2020, 18:40

O COVID é uma doença letal e que merece a atenção e cuidados de toda sociedade mas acredito que existem muitas inverdades nesses dados divulgados sobre infectados e mortos pelo mundo.

No Brasil, há muitos interesses individuais implícitos acima da questão de saúde pública/humanitária. Da mesma forma que há uma possibilidade de alta subnotificação por falta de material para amostragem e teste da COVID. Há várias Suspeitas de supernotificações no número de óbitos e infectados de certos estados (RJ, SP, AM, estados do Nordeste - oposição) por COVID visando denegrir o JB, questões partidárias e ao mesmo realização de superfaturamento nas dispensas de licitações.
Me questiono muito como estados do Sul, MG, ES tem muito menos pessoas infectadas e mortas(divulgações da mídia) proporcionalmente do que outros estados se estão adotando as mesmas medidas de prevenção ao COVID(oposição partidária).
O PR não é nada diplomático mas vale ressaltar que o problema do SUS (pessoal e material) não iniciou com a chegada do corona e no atual governo.

A própria Venezuela, apenas 10 mortos pelo Corona. Um país sucateado, saúde há tempos defasada, milhares de refugiados vindo para o BR, e várias notícias sobre fraude no número de infectados e censura/punição para pessoas que divulgam dados diferentes ao que o governo expressa.
Se não escolhermos as nossas prioridades alguém fará isso por nós.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Fernando Henrique » 19 Mai 2020, 20:01


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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por GilsonVGPR » 20 Mai 2020, 12:18

Deputado estadual Gil Vianna morre aos 54 anos vítima de covid-19

(...)

Ele estava internado há oito dias em um hospital em Campos dos Goytacazes (RJ) e teve complicações provocadas pela doença, segundo a Alerj.

(...)

Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultim ... vid-19.htm
𝒞. 𝑅. 𝒱𝒜𝒮𝒞𝒪 𝒟𝒜 𝒢𝒜𝑀𝒜 -> 𝒞𝒪𝒩𝒬𝒰𝐼𝒮𝒯𝒪𝒰: 𝒮𝒰𝐿-𝒜𝑀𝐸𝑅𝐼𝒞𝒜𝒩𝒪 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮 𝒞𝒜𝑀𝒫𝐸𝒪̃𝐸𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟦𝟪 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒯𝒜Ç𝒜 𝐿𝐼𝐵𝐸𝑅𝒯𝒜𝒟𝒪𝑅𝐸𝒮 𝒟𝒜 𝒜𝑀𝐸́𝑅𝐼𝒞𝒜 𝐸 𝒟𝒜 𝒰𝐸𝐹𝒜 𝒞𝐻𝒜𝑀𝒫𝐼𝒪𝒩𝒮 𝐿𝐸𝒜𝒢𝒰𝐸). | 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒩𝒜𝒞𝐼𝒪𝒩𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒫𝒜𝑅𝐼𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟧𝟩 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒞𝒪𝒫𝒜 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒞𝒪𝒩𝒯𝐼𝒩𝐸𝒩𝒯𝒜𝐿 / 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝑀𝒰𝒩𝒟𝐼𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮). 𝒞𝒪𝒩𝐹𝐼𝑅𝒜 𝒜𝒬𝒰𝐼.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por GilsonVGPR » 20 Mai 2020, 12:45

Uma homenagem aos que estão na linha de frente.

Um cunhado (irmão da esposa) de um cunhado meu (irmão da minha esposa), que é enfermeiro, e trabalha na rede particular, foi diagnosticado com covid-19 e está internado. Recebi a notícia domingo agora 17/05, ironicamente uma semana depois do cunhado dele dizer que o coronavírus" não é isso que estão dizendo" e o que estão fazendo "é pra prejudicar o presidente".

Recebi ontem a notícia de que uma ex-diretora de uma UBS de bairro, que eu sempre usava, foi infectada, e passou 14 dias internada, se recuperou, e vai voltar à linha de frente de batalha.

A primeira enfermeira do Brasil

ImagemAnna Nery é a referência histórica para enfermagem no Brasil. Nascida no interior da Bahia, de uma família abastada e com longa ligação com o Exército brasileiro, ela se casou com Isidoro Antônio Nery, capitão-de-fragata da Marinha, aos 23 anos. Infelizmente o casamento durou apenas 6 anos, pois ele morreu enquanto estava a trabalho, no Maranhão.

Viúva aos 29 anos com 3 filhos, ela cuidou da educação deles até que, quando eles já estavam adultos se alistaram e foram convocados para lutar na Guerra do Paraguai. Aos 51 anos, ela não quis se afastar dos filhos e por isso se apresentou como voluntária para cuidar dos feridos enquanto o conflito durasse. “Como brasileira não podendo ser indiferente aos sofrimentos de meus compatriotas e como mãe, não podendo resistir à separação dos objetos que me são caros, e por uma tão longa distância, desejava acompanhá-los por toda parte, mesmo no teatro da guerra, se isso me fosse permitido”, escreveu ela ao presidente da província da Bahia, Manoel Pinto de Souza Dantas, em agosto de 1865.

O pedido foi aceito, apesar de Anna não ser uma enfermeira, mas sim uma mãe preocupada. Irmã e mãe de médico, ela tinha as noções básicas da atividade que viria abraçar. Quando chegou no Rio Grande do Sul, aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo e foi incorporada ao Décimo Batalhão de Voluntários.

No Hospital de Corrientes, onde ela começou seu trabalho, Anna encontrou cerca de seis mil soldados internados e poucas freiras vicentinas atendendo a todos eles. As condições de higiene eram pífias, faltavam materiais e remédios e o número de feridos só crescia. Doenças como cólera, febre tifoide, disenteria, malária e varíola ameaçavam a saúde dos soldados mais do que os ferimentos. Anna criou uma enfermaria-modelo em Assunção com seus próprios recursos e organizou os hospitais de campanha, estabelecendo regras para organizar os trabalhos. Apesar de acabar perdendo seu filho caçula no conflito, tratava igualmente os feridos dos dois lados da Guerra, o que irritava o Comando do Exército Brasileiro.

Quando a guerra acabou, em 1870, Anna voltou ao Brasil com três órfãos de guerra para criar.

A dedicação e coragem de Anna Nery foi reconhecida pelo então imperador do Brasil, D. Pedro II e passou a receber uma pensão vitalícia do governo. Ela também foi condecorada com as medalhas de prata Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de Primeira Classe.

Ela foi considerada a primeira enfermeira brasileira e faleceu, no Rio de Janeiro, há 140 anos, no dia 20 de maio.

Imagem

Em 2009, Anna se tornou a primeira mulher a entrar para o Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília. Sua história está documentada no Museu Nacional da Enfermagem, fundado em 2010 pelo Conselho Federal de Enfermagem em Salvador, na Bahia.

Os pontos em comum com a trajetória da inglesa Florence Nightingale, que fundou a enfermagem moderna durante a Guerra da Crimeia, são claros. A primeira escola de enfermagem no Brasil foi em 1923 e adotava o modelo de ensino de enfermagem científica criado na Inglaterra. O nome da escola, porém, foi dado em homenagem a Anna Nery. Hoje, quase 100 anos depois, a Escola de Enfermagem Anna Nery forma cerca de 140 profissionais por ano.
𝒞. 𝑅. 𝒱𝒜𝒮𝒞𝒪 𝒟𝒜 𝒢𝒜𝑀𝒜 -> 𝒞𝒪𝒩𝒬𝒰𝐼𝒮𝒯𝒪𝒰: 𝒮𝒰𝐿-𝒜𝑀𝐸𝑅𝐼𝒞𝒜𝒩𝒪 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮 𝒞𝒜𝑀𝒫𝐸𝒪̃𝐸𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟦𝟪 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒯𝒜Ç𝒜 𝐿𝐼𝐵𝐸𝑅𝒯𝒜𝒟𝒪𝑅𝐸𝒮 𝒟𝒜 𝒜𝑀𝐸́𝑅𝐼𝒞𝒜 𝐸 𝒟𝒜 𝒰𝐸𝐹𝒜 𝒞𝐻𝒜𝑀𝒫𝐼𝒪𝒩𝒮 𝐿𝐸𝒜𝒢𝒰𝐸). | 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒩𝒜𝒞𝐼𝒪𝒩𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒫𝒜𝑅𝐼𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟧𝟩 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒞𝒪𝒫𝒜 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒞𝒪𝒩𝒯𝐼𝒩𝐸𝒩𝒯𝒜𝐿 / 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝑀𝒰𝒩𝒟𝐼𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮). 𝒞𝒪𝒩𝐹𝐼𝑅𝒜 𝒜𝒬𝒰𝐼.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por barbosafh » 20 Mai 2020, 13:16

jpdantas escreveu:
19 Mai 2020, 18:40
O COVID é uma doença letal e que merece a atenção e cuidados de toda sociedade mas acredito que existem muitas inverdades nesses dados divulgados sobre infectados e mortos pelo mundo.

No Brasil, há muitos interesses individuais implícitos acima da questão de saúde pública/humanitária. Da mesma forma que há uma possibilidade de alta subnotificação por falta de material para amostragem e teste da COVID. Há várias Suspeitas de supernotificações no número de óbitos e infectados de certos estados (RJ, SP, AM, estados do Nordeste - oposição) por COVID visando denegrir o JB, questões partidárias e ao mesmo realização de superfaturamento nas dispensas de licitações.
Me questiono muito como estados do Sul, MG, ES tem muito menos pessoas infectadas e mortas(divulgações da mídia) proporcionalmente do que outros estados se estão adotando as mesmas medidas de prevenção ao COVID(oposição partidária).
O PR não é nada diplomático mas vale ressaltar que o problema do SUS (pessoal e material) não iniciou com a chegada do corona e no atual governo.

A própria Venezuela, apenas 10 mortos pelo Corona. Um país sucateado, saúde há tempos defasada, milhares de refugiados vindo para o BR, e várias notícias sobre fraude no número de infectados e censura/punição para pessoas que divulgam dados diferentes ao que o governo expressa.
Não deve ser sério o q postasse
Ha muitas dúvidas e incertezas em relação ao coronavirus , MAS ao menos 03 são consenso:
1 - Não é gripezinha
2 - Cloroquina não tem comprovação para tratamento da Covid
3 - Existe , em nível mundial, uma subnotificação alta de casos e mortes relacionadas ao Covid.
Alô VASCAINO........

Concentre-se no que realmente é importante par ao Gigante. O Clube nunca precisou tanto de você.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Marcelo Barão » 20 Mai 2020, 14:00

Texto retirado do Facebook. É longo porém muito interessante...

Sim, agora temos kits!!! Vc pode se cuidar em casa! É só seguir o protocolo adotado pela prefeitura de Tucumã - PA, que vc está a salvo.

Por que não pensamos nisso antes?? É a solução para voltar ao trabalho! O que vc não pode é querer que o governo te mantenha nesse momento.

Aliás, eu achei o máximo, o gado no domingo gritando "Cloroquina no SUS" - veja bem: no SUS!!! Vamos ter a certeza de que o pobre vai morrer. Nenhum deles vai para o SUS, mas, vc que vai mover a economia, vai. Então, sem leitos, vamos matar logo! E vc vai p rua tb se expor ao vírus p teu patrão ficar c mais dinheiro e não falir, se vc adoecer recebe kit e perde emprego, e morre. Mas vc é só um número substituível. E se não trabalhar é VAGABUNDO, OU COMUNISTA. Tem tantos iguais a vc, com fome, aptos a ficar no seu lugar. O governo em vez de cuidar da população, está aumentando esse número de pobres para azeitar a máquina do substituível.

Vamos, então, entender a novela da cloroquina, separada por capítulos:

Para entender o charlatanismo de Bolsonaro: Cloroquina - Explicando com todas as letras:

Pouco menos de 2 meses atrás, nosso presidente virou garoto-propaganda da cloroquina, como se fosse a cura para a Covid-19. Para garantir uma quantidade de remédio suficiente para o país, botou o Exército para produzir a droga: Laboratórios do Exército vão ampliar produção de cloroquina, diz Bolsonaro

Aí as pesquisas foram caminhando e a droga foi se mostrando ineficaz para o tratamento. Não cura nem reduz o tempo de entubação/internação: Cloroquina volta aos holofotes, mas estudos mais recentes indicam que droga é ineficaz contra a Covid-19

Só que o Exército já tava a milhão produzindo esse negócio. Gastando dinheiro público durante uma pandemia para produzir uma droga ineficaz: Produção de cloroquina pelo Exército aumenta 80 vezes, mesmo sem conclusão de sua eficácia contra a covid-19

Isso podia dar problema, né? Então ele já lançou uma MP para garantir que "possíveis equívocos" cometidos por agentes públicos durante o combate à Covid-19 não pudessem ser punidos: Bolsonaro publica MP que limita punição a agentes públicos no combate à Covid-19

Mas o que fazer com toda aquela cloroquina que já foi produzida? Bora medicar a população! Vai que o "efeito placebo" de um remédio com uma lista enorme de reações adversas ajuda, né? Bolsonaro defende uso indiscriminado da cloroquina e anuncia conversa com Teich

Só que o ministro da Saúde precisa assinar esse protocolo. Precisa assumir o risco de medicar milhares de pessoas com uma droga ineficaz e com graves efeitos colaterais. Não é uma mancha que um médico quer no currículo: Após ultimato sobre cloroquina, Teich pede demissão do Ministério da Saúde

Agora o caminho tá livre! É só achar alguém que assine! Bolsonaro manda general liberar cloroquina por decreto

E agora estamos assim... O protocolo será adotado apesar de estudos internacionais já terem concluído que não há evidências de que o medicamento reduza os riscos de entubação ou morte de pacientes.

Boa sorte, Brasil.

Sobre os kits: A Prefeitura de Tucumã através da Secretária de Saúde Faz Distribuição de “kit Covid-19” para Pacientes com Coronavírus

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GilsonVGPR
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por GilsonVGPR » 20 Mai 2020, 14:07

Marcelo Barão escreveu:
20 Mai 2020, 14:00
Texto retirado do Facebook. É longo porém muito interessante...

Sim, agora temos kits!!! Vc pode se cuidar em casa! É só seguir o protocolo adotado pela prefeitura de Tucumã - PA, que vc está a salvo.

Por que não pensamos nisso antes?? É a solução para voltar ao trabalho! O que vc não pode é querer que o governo te mantenha nesse momento.

Aliás, eu achei o máximo, o gado no domingo gritando "Cloroquina no SUS" - veja bem: no SUS!!! Vamos ter a certeza de que o pobre vai morrer. Nenhum deles vai para o SUS, mas, vc que vai mover a economia, vai. Então, sem leitos, vamos matar logo! E vc vai p rua tb se expor ao vírus p teu patrão ficar c mais dinheiro e não falir, se vc adoecer recebe kit e perde emprego, e morre. Mas vc é só um número substituível. E se não trabalhar é VAGABUNDO, OU COMUNISTA. Tem tantos iguais a vc, com fome, aptos a ficar no seu lugar. O governo em vez de cuidar da população, está aumentando esse número de pobres para azeitar a máquina do substituível.

Vamos, então, entender a novela da cloroquina, separada por capítulos:

Para entender o charlatanismo de Bolsonaro: Cloroquina - Explicando com todas as letras:

Pouco menos de 2 meses atrás, nosso presidente virou garoto-propaganda da cloroquina, como se fosse a cura para a Covid-19. Para garantir uma quantidade de remédio suficiente para o país, botou o Exército para produzir a droga: Laboratórios do Exército vão ampliar produção de cloroquina, diz Bolsonaro

Aí as pesquisas foram caminhando e a droga foi se mostrando ineficaz para o tratamento. Não cura nem reduz o tempo de entubação/internação: Cloroquina volta aos holofotes, mas estudos mais recentes indicam que droga é ineficaz contra a Covid-19

Só que o Exército já tava a milhão produzindo esse negócio. Gastando dinheiro público durante uma pandemia para produzir uma droga ineficaz: Produção de cloroquina pelo Exército aumenta 80 vezes, mesmo sem conclusão de sua eficácia contra a covid-19

Isso podia dar problema, né? Então ele já lançou uma MP para garantir que "possíveis equívocos" cometidos por agentes públicos durante o combate à Covid-19 não pudessem ser punidos: Bolsonaro publica MP que limita punição a agentes públicos no combate à Covid-19

Mas o que fazer com toda aquela cloroquina que já foi produzida? Bora medicar a população! Vai que o "efeito placebo" de um remédio com uma lista enorme de reações adversas ajuda, né? Bolsonaro defende uso indiscriminado da cloroquina e anuncia conversa com Teich

Só que o ministro da Saúde precisa assinar esse protocolo. Precisa assumir o risco de medicar milhares de pessoas com uma droga ineficaz e com graves efeitos colaterais. Não é uma mancha que um médico quer no currículo: Após ultimato sobre cloroquina, Teich pede demissão do Ministério da Saúde

Agora o caminho tá livre! É só achar alguém que assine! Bolsonaro manda general liberar cloroquina por decreto

E agora estamos assim... O protocolo será adotado apesar de estudos internacionais já terem concluído que não há evidências de que o medicamento reduza os riscos de entubação ou morte de pacientes.

Boa sorte, Brasil.

Sobre os kits: A Prefeitura de Tucumã através da Secretária de Saúde Faz Distribuição de “kit Covid-19” para Pacientes com Coronavírus

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Pois é. Já querendo se precaver, e tentar evitar punição futura. Mas creio que o STF vá barrar isso (https://politica.estadao.com.br/noticia ... 0003308750).

E ontem em uma live, o capitão caverna fez uma piadinha infame: "quem for direita toma cloroquina, que for esquerda toma tubaína" (sic).

Faltou ele dizer "quem for centrão toma o que".
𝒞. 𝑅. 𝒱𝒜𝒮𝒞𝒪 𝒟𝒜 𝒢𝒜𝑀𝒜 -> 𝒞𝒪𝒩𝒬𝒰𝐼𝒮𝒯𝒪𝒰: 𝒮𝒰𝐿-𝒜𝑀𝐸𝑅𝐼𝒞𝒜𝒩𝒪 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮 𝒞𝒜𝑀𝒫𝐸𝒪̃𝐸𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟦𝟪 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒯𝒜Ç𝒜 𝐿𝐼𝐵𝐸𝑅𝒯𝒜𝒟𝒪𝑅𝐸𝒮 𝒟𝒜 𝒜𝑀𝐸́𝑅𝐼𝒞𝒜 𝐸 𝒟𝒜 𝒰𝐸𝐹𝒜 𝒞𝐻𝒜𝑀𝒫𝐼𝒪𝒩𝒮 𝐿𝐸𝒜𝒢𝒰𝐸). | 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒩𝒜𝒞𝐼𝒪𝒩𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒫𝒜𝑅𝐼𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟧𝟩 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒞𝒪𝒫𝒜 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒞𝒪𝒩𝒯𝐼𝒩𝐸𝒩𝒯𝒜𝐿 / 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝑀𝒰𝒩𝒟𝐼𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮). 𝒞𝒪𝒩𝐹𝐼𝑅𝒜 𝒜𝒬𝒰𝐼.

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Marcelo Barão
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Marcelo Barão » 20 Mai 2020, 14:24

GilsonVGPR escreveu:
20 Mai 2020, 14:07
Pois é. Já querendo se precaver, e tentar evitar punição futura. Mas creio que o STF vá barrar isso (https://politica.estadao.com.br/noticia ... 0003308750).

E ontem em uma live, o capitão caverna fez uma piadinha infame: "quem for direita toma cloroquina, que for esquerda toma tubaína" (sic).

Faltou ele dizer "quem for centrão toma o que".
Isso aí se resolve enviando um Jeep com um cabo e um soldado

Na cabeça dele quem for do centrão toma no cu
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Paulo_Vasco
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Paulo_Vasco » 20 Mai 2020, 14:30

jpdantas escreveu:
19 Mai 2020, 18:40
O COVID é uma doença letal e que merece a atenção e cuidados de toda sociedade mas acredito que existem muitas inverdades nesses dados divulgados sobre infectados e mortos pelo mundo.

No Brasil, há muitos interesses individuais implícitos acima da questão de saúde pública/humanitária. Da mesma forma que há uma possibilidade de alta subnotificação por falta de material para amostragem e teste da COVID. Há várias Suspeitas de supernotificações no número de óbitos e infectados de certos estados (RJ, SP, AM, estados do Nordeste - oposição) por COVID visando denegrir o JB, questões partidárias e ao mesmo realização de superfaturamento nas dispensas de licitações.
Me questiono muito como estados do Sul, MG, ES tem muito menos pessoas infectadas e mortas(divulgações da mídia) proporcionalmente do que outros estados se estão adotando as mesmas medidas de prevenção ao COVID(oposição partidária).
O PR não é nada diplomático mas vale ressaltar que o problema do SUS (pessoal e material) não iniciou com a chegada do corona e no atual governo.

A própria Venezuela, apenas 10 mortos pelo Corona. Um país sucateado, saúde há tempos defasada, milhares de refugiados vindo para o BR, e várias notícias sobre fraude no número de infectados e censura/punição para pessoas que divulgam dados diferentes ao que o governo expressa.
Você realmente acredita nisso?

Com esse número ridículo de testes que o Brasil faz, você acha que há uma supernotificação e não uma subnotificação grosseira, digna de um país de terceiro mundo?

https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

Compara o número de testes que o Brasil realizou por M. de habitantes com os restantes países. Só está acima da Índia, México, Paquistão e Bangladesh nos 30 mais afetados...

Aliás, faz uma comparação com o número de infetados (1,576,950) e mortes dos USA (93,858) que já fizeram quase 13 milhões de testes, o Brasil não fez nem 1 milhão.

https://epocanegocios.globo.com/Brasil/ ... virus.html

Você verá o tamanho da subnotificação de mortes quando comparar o número médio de mortes nos últimos anos com o que vai acontecer esse ano.

Não faltam mortes por pneumonia, SRAG, insuficiência respiratória, etc. e que na verdade ocorreram foi por covid-19.

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vigo
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por vigo » 20 Mai 2020, 16:59

GilsonVGPR escreveu:
20 Mai 2020, 14:07
Marcelo Barão escreveu:
20 Mai 2020, 14:00
Texto retirado do Facebook. É longo porém muito interessante...

Sim, agora temos kits!!! Vc pode se cuidar em casa! É só seguir o protocolo adotado pela prefeitura de Tucumã - PA, que vc está a salvo.

Por que não pensamos nisso antes?? É a solução para voltar ao trabalho! O que vc não pode é querer que o governo te mantenha nesse momento.

Aliás, eu achei o máximo, o gado no domingo gritando "Cloroquina no SUS" - veja bem: no SUS!!! Vamos ter a certeza de que o pobre vai morrer. Nenhum deles vai para o SUS, mas, vc que vai mover a economia, vai. Então, sem leitos, vamos matar logo! E vc vai p rua tb se expor ao vírus p teu patrão ficar c mais dinheiro e não falir, se vc adoecer recebe kit e perde emprego, e morre. Mas vc é só um número substituível. E se não trabalhar é VAGABUNDO, OU COMUNISTA. Tem tantos iguais a vc, com fome, aptos a ficar no seu lugar. O governo em vez de cuidar da população, está aumentando esse número de pobres para azeitar a máquina do substituível.

Vamos, então, entender a novela da cloroquina, separada por capítulos:

Para entender o charlatanismo de Bolsonaro: Cloroquina - Explicando com todas as letras:

Pouco menos de 2 meses atrás, nosso presidente virou garoto-propaganda da cloroquina, como se fosse a cura para a Covid-19. Para garantir uma quantidade de remédio suficiente para o país, botou o Exército para produzir a droga: Laboratórios do Exército vão ampliar produção de cloroquina, diz Bolsonaro

Aí as pesquisas foram caminhando e a droga foi se mostrando ineficaz para o tratamento. Não cura nem reduz o tempo de entubação/internação: Cloroquina volta aos holofotes, mas estudos mais recentes indicam que droga é ineficaz contra a Covid-19

Só que o Exército já tava a milhão produzindo esse negócio. Gastando dinheiro público durante uma pandemia para produzir uma droga ineficaz: Produção de cloroquina pelo Exército aumenta 80 vezes, mesmo sem conclusão de sua eficácia contra a covid-19

Isso podia dar problema, né? Então ele já lançou uma MP para garantir que "possíveis equívocos" cometidos por agentes públicos durante o combate à Covid-19 não pudessem ser punidos: Bolsonaro publica MP que limita punição a agentes públicos no combate à Covid-19

Mas o que fazer com toda aquela cloroquina que já foi produzida? Bora medicar a população! Vai que o "efeito placebo" de um remédio com uma lista enorme de reações adversas ajuda, né? Bolsonaro defende uso indiscriminado da cloroquina e anuncia conversa com Teich

Só que o ministro da Saúde precisa assinar esse protocolo. Precisa assumir o risco de medicar milhares de pessoas com uma droga ineficaz e com graves efeitos colaterais. Não é uma mancha que um médico quer no currículo: Após ultimato sobre cloroquina, Teich pede demissão do Ministério da Saúde

Agora o caminho tá livre! É só achar alguém que assine! Bolsonaro manda general liberar cloroquina por decreto

E agora estamos assim... O protocolo será adotado apesar de estudos internacionais já terem concluído que não há evidências de que o medicamento reduza os riscos de entubação ou morte de pacientes.

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Pois é. Já querendo se precaver, e tentar evitar punição futura. Mas creio que o STF vá barrar isso (https://politica.estadao.com.br/noticia ... 0003308750).

E ontem em uma live, o capitão caverna fez uma piadinha infame: "quem for direita toma cloroquina, que for esquerda toma tubaína" (sic).

Faltou ele dizer "quem for centrão toma o que".
mete a cloroquina goela abaixo com tubaína :evilg:

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Wagnersac » 20 Mai 2020, 19:46

Suécia se torna país com maior mortalidade por Covid-19 e vê 'imunidade de rebanho' ainda distante


Pesquisa mostra que apenas 7,3% da população da capital Estocolmo desenvolveu anticorpos até o fim de abril. Estratégia de permitir contato da população com o vírus não tem se mostrado eficiente.

RIO - Um estudo feito pela Agência de Saúde Pública da Suécia descobriu que apenas 7,3% da população de Estocolmo desenvolveu anticorpos contra a Covid-19 até o final de abril. O resultado reforça a preocupação daqueles que não acreditam que a decisão de não adotar medidas restritivas no país vá provocar a chamada "imunidade de rebanho" num futuro próximo. Enquanto isso, as mortes aumentam.

O número de pacientes com Covid-19 em unidades de terapia intensiva na Suécia caiu um terço em relação ao pico no final de abril, o que levou as autoridades de saúde a dizerem que o surto está diminuindo. No entanto, o país registrou o maior número de mortes per capita pela doença na Europa nos últimos sete dias: 6,08 mortos por 1 milhão de habitantes.

O dado é do projeto Our World in data, que traça a lista de países com maior taxa de mortalidade por semana, de forma a traçar uma linha evolutória da doença. Abaixo dos suecos, vem o Reino Unido (5,57 por 1 milhão), Estados Unidos (4,11) e Brasil (3,74).

A polêmica estratégia de enfrentamento à pandemia foi arquitetada e defendida pelo diretor dos serviços de epidemiologia da agência de saúde Anders Tegnell. A recomendação para medidas voluntárias contra o vírus, em vez de um bloqueio obrigatório como o imposto por muitos países, dividiu opiniões no país e no exterior. Confrontado com os resultados da pesquisa, o epidemiologista admitiu que eles ficaram um pouco abaixo do esperado. Mas acrescentou que as descobertas estão de acordo com os modelos que prevêem que um terço da população da capital sueca já teria o vírus até agora.

- É um pouco menor (do que o esperado), mas não notavelmente menor. Talvez um ou dois por cento - disse Tegnell em entrevista coletiva. - Combina muito bem com os modelos que temos.

O estudo baseou-se em cerca de 1.100 testes em todo o país. Em outras regiões, o percentual de pessoas que desenvolveram anticorpos é mais baixo: 4,2% no extremo sul e 3,7% no entorno de Gotemburgo (sudoeste). A diferença está de acordo com os dados, tendo em vista que a capital Estocolmo é área mais atingida pelo novo coronavírus.

OMS faz ressalvas

A pesquisa de anticorpos procurou analisar o potencial de se atingir a "imunidade de rebanho", situação na qual um parcela suficiente da população desenvolve imunidade a uma infecção para impedir efetivamente o avanço da doença. A agência enfatiza que ela não é um objetivo em si e afirmam que a estratégia é apenas retardar o vírus o suficiente para que os serviços de saúde possam lidar com ele. Dentro deste raciocínio, os países que adotam grandes restrições para impedir qualquer exposição ao SARS-CoV-2 podem enfrentar novos surtos, pois, à medida que as medidas forem atenuadas eles se tornam mais suscetíveis a uma segunda onda.

A Organização Mundial da Saúde, no entanto, alerta contra as esperanças na imunidade do rebanho. Na semana passada, a entidade afirmou que estudos globais encontraram anticorpos em apenas 1% a 10% da população, resultados alinhados com recentes descobertas na Espanha e na França.

- Acho que a imunidade do rebanho está muito distante. Isso se alguma vez chegarmos a ela - disse à Reuters o professor de medicina infecciosa da Universidade de Uppsala, Bjorn Olsen, após a divulgação dos resultado do estudo sobre anticorpos.

A estratégia sueca, moldada por uma convicção de que o novo coronavírus pode ser retardado, mas não totalmente suprimido, reflete-se não apenas na aversão a quarentenas e fechamentos, mas na decisão de realizar poucos testes e não investir no rastreamento de contatos. Os exames são restritos a casos hospitalizados e profissionais de saúde. Os números semanais de testados ainda são inferiores a um terço da meta do governo, de 100.000, uma taxa per capita muito inferior a da maioria dos países europeus.

Lar de idosos: foco das mortes

Com os casos ultrapassando a marca dos 30.000, o número de mortos na pandemia na Suécia atingiu 3.831 nesta quarta-feira. É mais de três vezes a soma dos óbitos por Covid-19 de seus vizinhos Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia. A maior parte das mortes ocorre em lares de idosos, onde o governo não conseguiu emplacar uma estratégia de sucesso para proteger a vida humana.

- Isso é algo que deve ser considerado quando tudo acabar - disse Tegnell ao jornal Svenska Dagbladet. - É obviamente terrível que tenhamos um número tão alto de mortes em nossos lares de idosos, e há lições a serem aprendidas por quem trabalha nessas instituições.

Helen Gluckman, de 55 anos, chorou ao contar à Reuters como seu pai de 83 anos morreu por uma infecção de Covid-19. A doença foi contraída em um lar de idosos após a internação de pacientes não testados.

- Não sabemos o que acontecerá quando outros países se abrirem. Mas, no momento, não se pode deixar de pensar que a Suécia realmente fracassou. Existem mais de 3.000 mortos agora. Esse é um número horrível.

https://oglobo.globo.com/sociedade/suec ... e-24437362
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Wagnersac » 20 Mai 2020, 20:05

Citada como exemplo por Bolsonaro, Suécia nega que vida siga normal e prevê forte queda do PIB


País não adotou medidas obrigatórias de restrição de movimento e manteve estabelecimentos abertos, mas registra o maior número de mortes entre as nações nórdicas

Apontada como referência por analistas e dirigentes que relutam em aceitar medidas de isolamento social mais duras para conter a progressão da pandemia da Covid-19, entre eles o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Suécia é um dos poucos países em que cafés e restaurantes estão abertos, escolas para alunos abaixo de 16 anos funcionam e onde amigos e parentes ainda podem se reunir. Mas essa imagem de “normalidade controlada” frente ao novo coronavírus é algo que nem mesmo o governo quer levar adiante — pelo contrário.

— A vida não está correndo de maneira normal na Suécia — afirmou o primeiro-ministro, o social-democrata Stefan Löfven, em uma tensa entrevista coletiva nesta sexta-feira.

Diante dos jornalistas, o premier rejeitou a ideia de que seu governo esteja adotando uma visão “branda” para enfrentar a pandemia, uma acusação reforçada pelos números.

Desde o surgimento do primeiro caso, em março, a Suécia registrou 3.646 mortes e quase 30 mil infecções. Em números absolutos, o país de pouco mais de 10 milhões de habitantes está distante de nações mais populosas como a Espanha, a Itália ou o Reino Unido, mas se situa entre os que registram o maior número de mortes para cada milhão de habitantes: 346,55.

Quando comparado a seus vizinhos escandinavos que têm modelos semelhantes de desenvolvimento social e adotaram medidas mais estritas de isolamento, a diferença salta aos olhos: na Dinamarca, são 10 mil casos e 537 mortes (92,63 a cada milhão de habitantes). Na Finlândia, 6 mil casos e 293 mortes (52,01 a cada milhão). Na Noruega, que já começa a retomar as atividades, 8 mil infecções e 232 mortes (43,6 por milhão).

Responsabilidade coletiva

Ao contrário da maior parte dos países, a Suécia manteve abertos estabelecimentos comerciais, ao mesmo tempo em que recomenda ações individuais de proteção, como o distanciamento de “um braço” entre as pessoas em locais fechados e dois metros nas ruas.

Iniciativa em busca da vacina: UE inicia campanha para arrecadar R$ 45 bilhões para pesquisas de vacinas contra a Covid-19

As autoridades ainda vetaram reuniões de mais de 50 pessoas, fecharam instituições de ensino para alunos de mais de 16 anos e pediram que viagens não essenciais fossem adiadas. Empresas incentivam seus empregados a trabalhar de casa, e qualquer pessoa que tiver sintomas parecidos com os da Covid-19 precisa ficar em casa.

A política depende muito da noção de responsabilidade dos cidadãos, que estão ficando em casa por iniciativa própria. As ruas estão mais vazias, assim como os bares, restaurantes e mercados. O uso de máscaras não é obrigatório, mas elas estão cada vez mais visíveis nas cidades. Na prática, o país passa longe da normalidade sugerida na quinta-feira por Bolsonaro.

— Fundamentalmente, as medidas da Suécia diferem de outros países apenas em dois aspectos: não fechamos creches e escolas para crianças mais novas e não implementamos uma regulamentação que obrigue os cidadãos a permanecer em suas casas — afirmou ao GLOBO a embaixadora da Suécia no Brasil, Johanna Brismar Skoog. — A população sueca confia nas autoridades públicas e acredita que elas agem em prol do interesse público. As autoridades também têm um alto nível de confiança nos cidadãos para seguir seus conselhos.

Por trás dessa estratégia está o epidemiologista Anders Tegnell, ligado à Agência de Saúde Pública, o órgão responsável por emitir as recomendações ao público e que possui independência para adotar as medidas que achar adequadas — leia-se, sem interferência política.

Apesar de rejeitar publicamente a noção de “imunidade de rebanho”, que toma como princípio a ideia de que a população, ao ser exposta ao vírus, vai desenvolver imunidade a ele, Tegnell afirma que “já vê muitas pessoas imunes em Estocolmo”, e que isso terá um efeito positivo mais à frente. Não há confirmação científica de que pessoas que já tiveram a Covid-19 estejam imunes a novas infecções — a Organização Mundial da Saúde diz que esse é um “conceito perigoso”.

O epidemiologista afirma que o fechamento completo de uma sociedade “põe mais estresse na economia”, e que o caminho adotado pela Suécia é “mais aceitável pelas pessoas em geral”. E, seguindo o discurso do governo, ressalta que as pessoas estão evitando o contato social por iniciativa própria.

— Há um alto nível de aderência às recomendações da Agência de Saúde Pública da Suécia, às vezes até maior do que nos países com bloqueios totais e obrigatórios. De acordo com uma pesquisa recente, 87% das pessoas com mais de 70 anos seguem as recomendações da Agência de Saúde Pública e se isolam, por exemplo — afirmou a embaixadora Brismar Skoog.

Questionamentos

Essa alta aderência às recomendações não significa necessariamente que todos os suecos concordam com a forma como o país está enfrentando a pandemia. Uma pesquisa da Universidade Lund, divulgada no fim de abril, mostra que 51% da população acredita que as ações são adequadas, enquanto 31% acham que deveriam ser mais incisivas e 18% se dizem neutros. O maior apoio é das pessoas com mais de 70 anos, justamente a parcela da população que precisou ficar em casa — entre os mais jovens, a ideia de uma quarentena é a mais popular.

— Há uma minoria considerável que gostaria de ver uma abordagem diferente, mais dura. Os críticos também indicaram que a Suécia não está realizando testes suficientes e não está desenvolvendo aplicativos para rastrear os infectados. Outros ainda criticaram a Agência Pública de Saúde por não explicar por que eles não consideraram ações alternativas contra a pandemia — afirmou ao GLOBO um dos autores da pesquisa, Erik Wengström, professor de Economia na Escola de Economia e Administração da Universidade Lund.

No fim de março, um grupo de pesquisadores do Instituto Karolinska, uma das maiores universidades de saúde pública da Suécia, lançou uma carta exigindo do governo ações mais duras para enfrentar a pandemia. O texto, hoje assinado por mais de 2 mil acadêmicos e profissionais da saúde, cita exemplos de países que conseguiram controlar a pandemia através de quarentenas e controle de movimento da população e diz que não há evidências suficientes para corroborar a estratégia adotada pela Suécia.

“(Nós pedimos ao governo que) imediatamente adote medidas para seguir integralmente as recomendações da OMS, incluindo intervenções para reduzir a mobilidade e o contato entre a população, além de aumentar a capacidade de aplicar testes”, afirma o texto, que conclui dizendo “que ainda há tempo” para controlar o vírus.

— Nossa maior preocupação é com o número de pessoas sendo tratadas, ainda estamos aprendendo a lidar com essa infecção e como salvar vidas. Não precisamos aguardar por uma vacina para ajudar os pacientes. Penso que as autoridades suecas cometeram uma série de erros, por isso temos cinco vezes mais casos do que outros países nórdicos — disse o epidemiologista Anders Vahlne ao GLOBO.

Recessão de quase 10%

Outro ponto a ser considerado na abordagem sueca é a economia, item central do discurso de líderes e vozes contra o isolamento social, mas colocado em segundo plano nas principais discussões sobre a Covid-19 no país.

— O debate na Suécia não está centrado na potencial dicotomia entre saúde e economia. Penso que, por trás disso, está a constatação da Agência de Saúde de que é essencialmente impossível parar a pandemia. Por isso, implementaram restrições sustentáveis ao longo do tempo, mas fortes o suficiente para evitar que o sistema de saúde chegue ao colapso. Poucos defensores dessa visão argumentaram que ela salvaria a economia — pontuou Erik Wengström.

Mesmo evitando o fechamento de negócios e empresas, o PIB sueco deve ter um desempenho semelhante ao de nações que adotaram políticas mais duras na pandemia, como os vizinhos escandinavos. Em abrik, o Riksbank, o banco central do país, apresentou dois cenários para 2020. No primeiro, considerado positivo, a queda seria de 6,9%, com forte retomada nos dois anos seguintes. No segundo, o negativo, a recessão poderia chegar a 9,7%, com um crescimento pífio, 1,7%, em 2021.

— Proteger a vida e a saúde da nossa população vem em primeiro lugar. No entanto, saúde e economia, em muitos aspectos, andam de mãos dadas e não são mutuamente exclusivas. Mas ajustar-se à situação atual significa que a vida não tem continuado normal na Suécia, como muitas vezes reportado. Muitas pessoas ficam em casa, trabalham em casa e outras tantas têm deixado de viajar. Isso teve efeitos graves nos suecos e na economia sueca. Muitas empresas estão indo à falência e o desemprego deverá aumentar dramaticamente — concluiu a embaixadora Johanna Brismar Skoog.

Para efeito de comparação, a Alemanha deve ter queda de 6,5% em 2020, o Reino Unido 7,1% e a Itália, que já enfrentava consideráveis problemas econômicos antes da pandemia, espera recessão de 9,1%.

https://oglobo.globo.com/mundo/citada-c ... b-24429850
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Wagnersac » 20 Mai 2020, 20:07

Pra quem vende a idéia de uma Suécia bem economicamente e sem confinamento, é pura fake news.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Wesley Safadão » 20 Mai 2020, 20:25

Wagnersac escreveu:
20 Mai 2020, 20:07
Pra quem vende a idéia de uma Suécia bem economicamente e sem confinamento, é pura fake news.
Normal, é disso que o povo gosta ser enganado.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Nektar » 20 Mai 2020, 22:29

Zdenek escreveu:
18 Mai 2020, 05:26
https://www1.folha.uol.com.br/equilibri ... etta.shtml

Vão dizer que é da Folha e que não tem credibilidade. Mas, essa entrevista do Mandetta é algo grave.

Na parte sobre a cloroquina, ele fala dados interessantes.

O primeiro:

"Falaram: “então vamos testar”. Começaram a testar [a cloroquina] pelos graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram, e não concluíram, 33% dos pacientes que estavam em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender a cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada [cardíaca]. Esse número assustou, é alto. Alguns médicos falaram que “não, a cloroquina tem que usar no primeiro dia para evitar complicação”.

E aí você começa a ter um problema. Se todos os velhinhos tiverem arritmia, vão lotar o CTI, porque tem muito mais casos de arritmia que complicação de Covid. E vou ter que arrumar CTI para isso, e pode ser que morra muita gente em casa com arritmia.

Por isso falei que ia adotar para os [casos] graves e gravíssimos em hospital, e fora do hospital o médico assistente que decida e corra o risco.


Esses estudos que estavam em andamento e foram interrompidos têm que ser publicados de alguma forma! Nem que seja em revista brasileira e em português. Idealmente, seria em inglês e em revista de circulação mundial, pode ser brasileira mesmo.

Sendo fato, é gravíssimo e está exatamente de acordo com o que a FDA prega. Uso somente dentro de protocolo clínico e em ambiente hospitalar, justamente por isso risco cardiovascular.

Agora a pergunta do milhão. Com o uso liberado, qual o protocolo de manejo dos pacientes que farão uso em casa? Como o Mandetta cita, tem chances de muitos morrerem em casa.

No próprio "estudo" da Prevent Senior um dos participantes do grupo intervenção morre se "síndrome coronariana aguda". Qual a garantia que não foi a medicação que causou isso?

Tem um outro ponto que acho sensacional:

"Sabemos que, se não fizer absolutamente nada, se você tem 25 anos, é saudável e tiver a Covid, teria 99% de probabilidade de ter uma forma leve e sair bem. Se eu te tratar com a fita do Senhor do Bonfim e cloroquina, teria 99% de chance. Com camisa do Botafogo e cerveja preta, também. Se tiver com 68 anos, aí teria mais chance de complicar."

Nesse ponto ele diz algo meio óbvio. Como é uma doença que vai responder de forma auto-limitada em 80% da população, o uso ou não-uso implica exatamente em nada. Tem, até agora, frise-se, a mesma eficácia que um suco de laranja, alho cru, reza com galho de arruda, vassourinha de fogo e etc. Gera aqui 2 problemas, na verdade: 1 - exposição a efeitos adversos em uma população que provavelmente não teria problema algum, 2 - Um grande viés de confundimento; "a pessoa melhorou porque já melhoraria ou melhorou sozinha e a cloroquina tava ali".

Agora tem gente distribuindo isso em diversos locais como se fosse bala Mentos. Inclusive reclamando dizendo que "se fosse maconha, a esquerda deixava. Mas como é o remédio do Bolsonaro, ficam de piti". Não! Não se trata de direita ou esquerda, ciência é ciência, independente do seu espectro político, em especial uma ciência "mais dura" como saúde. Hoje, as evidências apontam pelo não uso. Quanto a essas pessoas, algumas se vangloriando de distribuir em comunidades, caso apareça no hospital alguém com algum efeito adverso grave, qual vai ser a responsabilização dessas pessoas?

Acharia de muito bom tom que a Câmara convidasse tanto ele quanto Teich e suas respectivas equipes para trocar uma ideia, não necessariamente numa CPI.
Só voltei a me manifestar aqui porque seu exibicionismo chegou ao ponto de ser criminoso. Narcisismo, mesmo sendo uma psicopatologia, deveria ter limites.

Quem desenvolveu o protocolo do uso precoce de da COMBINAÇÃO de medicamentos que inclui hidroxicloroquina foi um plano de saúde especializado em tratar apenas idosos. Se teve resultados não foi por fitas do Senhor do Bonfim nem camisa do Botafogo. Não são tecnicalidades na burocracia dos estudos que publicaram que invalidam os resultados. Suas UTIs próprias estão esvaziadas e os pacientes tratados vivos, o que deve ser do interesse deles, pois paciente morto não paga mensalidade de plano de saúde.

TODOS os médicos top de linha que conheço, e TODOS os que meus amigos conhecem estão usando esse protocolo. Não só nos pacientes que pagam caro, mas neles mesmos e em suas famílias. Um amigo teve a mulher infectada com comprovação por tomografia de pulmão e teste. A esposa dele é de uma família extremamente influente em Fortaleza, foi no melhor médico que o dinheiro pode pagar e ele colocou ela nesse protocolo. Outros da família já tinha feito isso antes com sucesso.

Se funciona ou não, só o tempo poderá comprovar com certeza, mas a verdade é que agora os pobres poderão ter acesso a um tratamento que até ontem era reservado e usado amplamente pela elite de médicos e pacientes desse país.

Se não quiser usar, tatue na testa. Não será obrigado. Nem os seus admiradores. Fiquem em baixo da cama esperando um milagre acontecer. Quem sabe você acha no Pubmed algum artigo sobre imunidade espontânea mágica ou um vírus sumindo por milagre. TODOS aqui terão contato com esse vírus eventualmente. Mesmo os que faltaram a aula de biologia no segundo grau e ainda não entenderam.

Escreva a vontade suas bobagens que nem vou me dar ao trabalho de retornar para ler.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Wagnersac » 21 Mai 2020, 00:04

"Todos os meus amigos e os amigos dos meus amigos se curaram tomando CQ."

Puta metodologia científica.
ANNA JULIA VASCAINA

Sempre ao teu lado até o fim
Minha vida é você
E a torcida do vascão
Sempre tão linda
Nós viemos para te apoiar
Juntos vamos ganhar
Na alegria e na dor
O sentimento não pára
Pois todo vascaíno
Tem amor infinito
Cantarei de coooraaaçãoooo
Vasco da gamaaaaaa
Vasco da gamaaaaaa!

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 21 Mai 2020, 02:08

Nektar escreveu:
20 Mai 2020, 22:29
Zdenek escreveu:
18 Mai 2020, 05:26
https://www1.folha.uol.com.br/equilibri ... etta.shtml

Vão dizer que é da Folha e que não tem credibilidade. Mas, essa entrevista do Mandetta é algo grave.

Na parte sobre a cloroquina, ele fala dados interessantes.

O primeiro:

"Falaram: “então vamos testar”. Começaram a testar [a cloroquina] pelos graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram, e não concluíram, 33% dos pacientes que estavam em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender a cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada [cardíaca]. Esse número assustou, é alto. Alguns médicos falaram que “não, a cloroquina tem que usar no primeiro dia para evitar complicação”.

E aí você começa a ter um problema. Se todos os velhinhos tiverem arritmia, vão lotar o CTI, porque tem muito mais casos de arritmia que complicação de Covid. E vou ter que arrumar CTI para isso, e pode ser que morra muita gente em casa com arritmia.

Por isso falei que ia adotar para os [casos] graves e gravíssimos em hospital, e fora do hospital o médico assistente que decida e corra o risco.


Esses estudos que estavam em andamento e foram interrompidos têm que ser publicados de alguma forma! Nem que seja em revista brasileira e em português. Idealmente, seria em inglês e em revista de circulação mundial, pode ser brasileira mesmo.

Sendo fato, é gravíssimo e está exatamente de acordo com o que a FDA prega. Uso somente dentro de protocolo clínico e em ambiente hospitalar, justamente por isso risco cardiovascular.

Agora a pergunta do milhão. Com o uso liberado, qual o protocolo de manejo dos pacientes que farão uso em casa? Como o Mandetta cita, tem chances de muitos morrerem em casa.

No próprio "estudo" da Prevent Senior um dos participantes do grupo intervenção morre se "síndrome coronariana aguda". Qual a garantia que não foi a medicação que causou isso?

Tem um outro ponto que acho sensacional:

"Sabemos que, se não fizer absolutamente nada, se você tem 25 anos, é saudável e tiver a Covid, teria 99% de probabilidade de ter uma forma leve e sair bem. Se eu te tratar com a fita do Senhor do Bonfim e cloroquina, teria 99% de chance. Com camisa do Botafogo e cerveja preta, também. Se tiver com 68 anos, aí teria mais chance de complicar."

Nesse ponto ele diz algo meio óbvio. Como é uma doença que vai responder de forma auto-limitada em 80% da população, o uso ou não-uso implica exatamente em nada. Tem, até agora, frise-se, a mesma eficácia que um suco de laranja, alho cru, reza com galho de arruda, vassourinha de fogo e etc. Gera aqui 2 problemas, na verdade: 1 - exposição a efeitos adversos em uma população que provavelmente não teria problema algum, 2 - Um grande viés de confundimento; "a pessoa melhorou porque já melhoraria ou melhorou sozinha e a cloroquina tava ali".

Agora tem gente distribuindo isso em diversos locais como se fosse bala Mentos. Inclusive reclamando dizendo que "se fosse maconha, a esquerda deixava. Mas como é o remédio do Bolsonaro, ficam de piti". Não! Não se trata de direita ou esquerda, ciência é ciência, independente do seu espectro político, em especial uma ciência "mais dura" como saúde. Hoje, as evidências apontam pelo não uso. Quanto a essas pessoas, algumas se vangloriando de distribuir em comunidades, caso apareça no hospital alguém com algum efeito adverso grave, qual vai ser a responsabilização dessas pessoas?

Acharia de muito bom tom que a Câmara convidasse tanto ele quanto Teich e suas respectivas equipes para trocar uma ideia, não necessariamente numa CPI.
Só voltei a me manifestar aqui porque seu exibicionismo chegou ao ponto de ser criminoso. Narcisismo, mesmo sendo uma psicopatologia, deveria ter limites.

Quem desenvolveu o protocolo do uso precoce de da COMBINAÇÃO de medicamentos que inclui hidroxicloroquina foi um plano de saúde especializado em tratar apenas idosos. Se teve resultados não foi por fitas do Senhor do Bonfim nem camisa do Botafogo. Não são tecnicalidades na burocracia dos estudos que publicaram que invalidam os resultados. Suas UTIs próprias estão esvaziadas e os pacientes tratados vivos, o que deve ser do interesse deles, pois paciente morto não paga mensalidade de plano de saúde.

TODOS os médicos top de linha que conheço, e TODOS os que meus amigos conhecem estão usando esse protocolo. Não só nos pacientes que pagam caro, mas neles mesmos e em suas famílias. Um amigo teve a mulher infectada com comprovação por tomografia de pulmão e teste. A esposa dele é de uma família extremamente influente em Fortaleza, foi no melhor médico que o dinheiro pode pagar e ele colocou ela nesse protocolo. Outros da família já tinha feito isso antes com sucesso.

Se funciona ou não, só o tempo poderá comprovar com certeza, mas a verdade é que agora os pobres poderão ter acesso a um tratamento que até ontem era reservado e usado amplamente pela elite de médicos e pacientes desse país.

Se não quiser usar, tatue na testa. Não será obrigado. Nem os seus admiradores. Fiquem em baixo da cama esperando um milagre acontecer. Quem sabe você acha no Pubmed algum artigo sobre imunidade espontânea mágica ou um vírus sumindo por milagre. TODOS aqui terão contato com esse vírus eventualmente. Mesmo os que faltaram a aula de biologia no segundo grau e ainda não entenderam.

Escreva a vontade suas bobagens que nem vou me dar ao trabalho de retornar para ler.
Exibicionismo.... É bem normal, eu não sei ler ciência, alguém aparece sabendo, ai eu parto para o ad hominem.

Isso é a transcrição de uma entrevista.

"Amigo meu" não é dado científico e se eles estão fazendo milagres, como relatado, solicite-os que escreva para revistas científicas, engrossa o caldo e gera uma boa diretriz.

Já existem pelo menos 5 estudos questionando a eficácia/segurança de HCQ/CQ para Covid-19.

Quando ao protocolo da "rede de saúde especializada em idosos", não deveria nem ser comentado porque é uma piada. O estudo que eles colocaram no Dropbox, nem em base de pré-print colocaram. O estudo não tinha autorização do comitê de ética e gravíssimas falhas metodológicas, coisa que qualquer pessoa que tenha feito metodologia científica na vida conseguiria identificar. Acho que aquele sua ex/atual que era pisada por médico deve conseguir ler.

Quanto ao uso, pode deixar. Eu tenho contraindicações quanto ao uso de CQ, antes mesmo da Covid. Você vai poder tomar todas.
"Eu quero ser lembrado como alguém cuja vida foi útil à humanidade" - Thomas Sankara

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 21 Mai 2020, 02:10

Algo que eu esqueci.

No Rio uma menina de 17 anos sem comorbidade morreu. Fez uso de CQ.

O deputado estadual que morreu, amigo do Rachadinha, também tomou.

Recomendo que todos façam amizade com o forista dos amigos mágicos para evitar isso.
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Rodrigo 82
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Rodrigo 82 » 21 Mai 2020, 06:06

Zdenek escreveu:
21 Mai 2020, 02:08
Nektar escreveu:
20 Mai 2020, 22:29
Zdenek escreveu:
18 Mai 2020, 05:26
https://www1.folha.uol.com.br/equilibri ... etta.shtml

Vão dizer que é da Folha e que não tem credibilidade. Mas, essa entrevista do Mandetta é algo grave.

Na parte sobre a cloroquina, ele fala dados interessantes.

O primeiro:

"Falaram: “então vamos testar”. Começaram a testar [a cloroquina] pelos graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram, e não concluíram, 33% dos pacientes que estavam em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender a cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada [cardíaca]. Esse número assustou, é alto. Alguns médicos falaram que “não, a cloroquina tem que usar no primeiro dia para evitar complicação”.

E aí você começa a ter um problema. Se todos os velhinhos tiverem arritmia, vão lotar o CTI, porque tem muito mais casos de arritmia que complicação de Covid. E vou ter que arrumar CTI para isso, e pode ser que morra muita gente em casa com arritmia.

Por isso falei que ia adotar para os [casos] graves e gravíssimos em hospital, e fora do hospital o médico assistente que decida e corra o risco.


Esses estudos que estavam em andamento e foram interrompidos têm que ser publicados de alguma forma! Nem que seja em revista brasileira e em português. Idealmente, seria em inglês e em revista de circulação mundial, pode ser brasileira mesmo.

Sendo fato, é gravíssimo e está exatamente de acordo com o que a FDA prega. Uso somente dentro de protocolo clínico e em ambiente hospitalar, justamente por isso risco cardiovascular.

Agora a pergunta do milhão. Com o uso liberado, qual o protocolo de manejo dos pacientes que farão uso em casa? Como o Mandetta cita, tem chances de muitos morrerem em casa.

No próprio "estudo" da Prevent Senior um dos participantes do grupo intervenção morre se "síndrome coronariana aguda". Qual a garantia que não foi a medicação que causou isso?

Tem um outro ponto que acho sensacional:

"Sabemos que, se não fizer absolutamente nada, se você tem 25 anos, é saudável e tiver a Covid, teria 99% de probabilidade de ter uma forma leve e sair bem. Se eu te tratar com a fita do Senhor do Bonfim e cloroquina, teria 99% de chance. Com camisa do Botafogo e cerveja preta, também. Se tiver com 68 anos, aí teria mais chance de complicar."

Nesse ponto ele diz algo meio óbvio. Como é uma doença que vai responder de forma auto-limitada em 80% da população, o uso ou não-uso implica exatamente em nada. Tem, até agora, frise-se, a mesma eficácia que um suco de laranja, alho cru, reza com galho de arruda, vassourinha de fogo e etc. Gera aqui 2 problemas, na verdade: 1 - exposição a efeitos adversos em uma população que provavelmente não teria problema algum, 2 - Um grande viés de confundimento; "a pessoa melhorou porque já melhoraria ou melhorou sozinha e a cloroquina tava ali".

Agora tem gente distribuindo isso em diversos locais como se fosse bala Mentos. Inclusive reclamando dizendo que "se fosse maconha, a esquerda deixava. Mas como é o remédio do Bolsonaro, ficam de piti". Não! Não se trata de direita ou esquerda, ciência é ciência, independente do seu espectro político, em especial uma ciência "mais dura" como saúde. Hoje, as evidências apontam pelo não uso. Quanto a essas pessoas, algumas se vangloriando de distribuir em comunidades, caso apareça no hospital alguém com algum efeito adverso grave, qual vai ser a responsabilização dessas pessoas?

Acharia de muito bom tom que a Câmara convidasse tanto ele quanto Teich e suas respectivas equipes para trocar uma ideia, não necessariamente numa CPI.
Só voltei a me manifestar aqui porque seu exibicionismo chegou ao ponto de ser criminoso. Narcisismo, mesmo sendo uma psicopatologia, deveria ter limites.

Quem desenvolveu o protocolo do uso precoce de da COMBINAÇÃO de medicamentos que inclui hidroxicloroquina foi um plano de saúde especializado em tratar apenas idosos. Se teve resultados não foi por fitas do Senhor do Bonfim nem camisa do Botafogo. Não são tecnicalidades na burocracia dos estudos que publicaram que invalidam os resultados. Suas UTIs próprias estão esvaziadas e os pacientes tratados vivos, o que deve ser do interesse deles, pois paciente morto não paga mensalidade de plano de saúde.

TODOS os médicos top de linha que conheço, e TODOS os que meus amigos conhecem estão usando esse protocolo. Não só nos pacientes que pagam caro, mas neles mesmos e em suas famílias. Um amigo teve a mulher infectada com comprovação por tomografia de pulmão e teste. A esposa dele é de uma família extremamente influente em Fortaleza, foi no melhor médico que o dinheiro pode pagar e ele colocou ela nesse protocolo. Outros da família já tinha feito isso antes com sucesso.

Se funciona ou não, só o tempo poderá comprovar com certeza, mas a verdade é que agora os pobres poderão ter acesso a um tratamento que até ontem era reservado e usado amplamente pela elite de médicos e pacientes desse país.

Se não quiser usar, tatue na testa. Não será obrigado. Nem os seus admiradores. Fiquem em baixo da cama esperando um milagre acontecer. Quem sabe você acha no Pubmed algum artigo sobre imunidade espontânea mágica ou um vírus sumindo por milagre. TODOS aqui terão contato com esse vírus eventualmente. Mesmo os que faltaram a aula de biologia no segundo grau e ainda não entenderam.

Escreva a vontade suas bobagens que nem vou me dar ao trabalho de retornar para ler.
Exibicionismo.... É bem normal, eu não sei ler ciência, alguém aparece sabendo, ai eu parto para o ad hominem.

Isso é a transcrição de uma entrevista.

"Amigo meu" não é dado científico e se eles estão fazendo milagres, como relatado, solicite-os que escreva para revistas científicas, engrossa o caldo e gera uma boa diretriz.

Já existem pelo menos 5 estudos questionando a eficácia/segurança de HCQ/CQ para Covid-19.

Quando ao protocolo da "rede de saúde especializada em idosos", não deveria nem ser comentado porque é uma piada. O estudo que eles colocaram no Dropbox, nem em base de pré-print colocaram. O estudo não tinha autorização do comitê de ética e gravíssimas falhas metodológicas, coisa que qualquer pessoa que tenha feito metodologia científica na vida conseguiria identificar. Acho que aquele sua ex/atual que era pisada por médico deve conseguir ler.

Quanto ao uso, pode deixar. Eu tenho contraindicações quanto ao uso de CQ, antes mesmo da Covid. Você vai poder tomar todas.
Sem querer tomar posições pois entendo porra nenhuma de saúde...

Cara, se tem um plano de saúde aqui no cu do mundo que desenvolveu uma combinacao com CQ que cura covid de todo mundo, idosos e o cacete... porra, pq a gente não divide essa descoberta com o mundo? Morrendo milhares pelo mundo todo e nós aqui escondendo o ouro....

Ou até mesmo dividir esse milagre com o SUS, já que estão morrendo quase mil por dia!

O Brasil é um país muito estranho.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por GilsonVGPR » 21 Mai 2020, 08:19

vigo escreveu:
20 Mai 2020, 16:59
GilsonVGPR escreveu:
20 Mai 2020, 14:07
Marcelo Barão escreveu:
20 Mai 2020, 14:00
Texto retirado do Facebook. É longo porém muito interessante...

Sim, agora temos kits!!! Vc pode se cuidar em casa! É só seguir o protocolo adotado pela prefeitura de Tucumã - PA, que vc está a salvo.

Por que não pensamos nisso antes?? É a solução para voltar ao trabalho! O que vc não pode é querer que o governo te mantenha nesse momento.

Aliás, eu achei o máximo, o gado no domingo gritando "Cloroquina no SUS" - veja bem: no SUS!!! Vamos ter a certeza de que o pobre vai morrer. Nenhum deles vai para o SUS, mas, vc que vai mover a economia, vai. Então, sem leitos, vamos matar logo! E vc vai p rua tb se expor ao vírus p teu patrão ficar c mais dinheiro e não falir, se vc adoecer recebe kit e perde emprego, e morre. Mas vc é só um número substituível. E se não trabalhar é VAGABUNDO, OU COMUNISTA. Tem tantos iguais a vc, com fome, aptos a ficar no seu lugar. O governo em vez de cuidar da população, está aumentando esse número de pobres para azeitar a máquina do substituível.

Vamos, então, entender a novela da cloroquina, separada por capítulos:

Para entender o charlatanismo de Bolsonaro: Cloroquina - Explicando com todas as letras:

Pouco menos de 2 meses atrás, nosso presidente virou garoto-propaganda da cloroquina, como se fosse a cura para a Covid-19. Para garantir uma quantidade de remédio suficiente para o país, botou o Exército para produzir a droga: Laboratórios do Exército vão ampliar produção de cloroquina, diz Bolsonaro

Aí as pesquisas foram caminhando e a droga foi se mostrando ineficaz para o tratamento. Não cura nem reduz o tempo de entubação/internação: Cloroquina volta aos holofotes, mas estudos mais recentes indicam que droga é ineficaz contra a Covid-19

Só que o Exército já tava a milhão produzindo esse negócio. Gastando dinheiro público durante uma pandemia para produzir uma droga ineficaz: Produção de cloroquina pelo Exército aumenta 80 vezes, mesmo sem conclusão de sua eficácia contra a covid-19

Isso podia dar problema, né? Então ele já lançou uma MP para garantir que "possíveis equívocos" cometidos por agentes públicos durante o combate à Covid-19 não pudessem ser punidos: Bolsonaro publica MP que limita punição a agentes públicos no combate à Covid-19

Mas o que fazer com toda aquela cloroquina que já foi produzida? Bora medicar a população! Vai que o "efeito placebo" de um remédio com uma lista enorme de reações adversas ajuda, né? Bolsonaro defende uso indiscriminado da cloroquina e anuncia conversa com Teich

Só que o ministro da Saúde precisa assinar esse protocolo. Precisa assumir o risco de medicar milhares de pessoas com uma droga ineficaz e com graves efeitos colaterais. Não é uma mancha que um médico quer no currículo: Após ultimato sobre cloroquina, Teich pede demissão do Ministério da Saúde

Agora o caminho tá livre! É só achar alguém que assine! Bolsonaro manda general liberar cloroquina por decreto

E agora estamos assim... O protocolo será adotado apesar de estudos internacionais já terem concluído que não há evidências de que o medicamento reduza os riscos de entubação ou morte de pacientes.

Boa sorte, Brasil.

Sobre os kits: A Prefeitura de Tucumã através da Secretária de Saúde Faz Distribuição de “kit Covid-19” para Pacientes com Coronavírus

Imagem
Pois é. Já querendo se precaver, e tentar evitar punição futura. Mas creio que o STF vá barrar isso (https://politica.estadao.com.br/noticia ... 0003308750).

E ontem em uma live, o capitão caverna fez uma piadinha infame: "quem for direita toma cloroquina, que for esquerda toma tubaína" (sic).

Faltou ele dizer "quem for centrão toma o que".
mete a cloroquina goela abaixo com tubaína :evilg:
E se der dor de cabeça, o centrão toma navalgina. :fkc:
𝒞. 𝑅. 𝒱𝒜𝒮𝒞𝒪 𝒟𝒜 𝒢𝒜𝑀𝒜 -> 𝒞𝒪𝒩𝒬𝒰𝐼𝒮𝒯𝒪𝒰: 𝒮𝒰𝐿-𝒜𝑀𝐸𝑅𝐼𝒞𝒜𝒩𝒪 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮 𝒞𝒜𝑀𝒫𝐸𝒪̃𝐸𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟦𝟪 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒯𝒜Ç𝒜 𝐿𝐼𝐵𝐸𝑅𝒯𝒜𝒟𝒪𝑅𝐸𝒮 𝒟𝒜 𝒜𝑀𝐸́𝑅𝐼𝒞𝒜 𝐸 𝒟𝒜 𝒰𝐸𝐹𝒜 𝒞𝐻𝒜𝑀𝒫𝐼𝒪𝒩𝒮 𝐿𝐸𝒜𝒢𝒰𝐸). | 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒩𝒜𝒞𝐼𝒪𝒩𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒫𝒜𝑅𝐼𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟧𝟩 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒞𝒪𝒫𝒜 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒞𝒪𝒩𝒯𝐼𝒩𝐸𝒩𝒯𝒜𝐿 / 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝑀𝒰𝒩𝒟𝐼𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮). 𝒞𝒪𝒩𝐹𝐼𝑅𝒜 𝒜𝒬𝒰𝐼.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 21 Mai 2020, 08:23

Rodrigo 82 escreveu:
21 Mai 2020, 06:06
Zdenek escreveu:
21 Mai 2020, 02:08
Nektar escreveu:
20 Mai 2020, 22:29


Só voltei a me manifestar aqui porque seu exibicionismo chegou ao ponto de ser criminoso. Narcisismo, mesmo sendo uma psicopatologia, deveria ter limites.

Quem desenvolveu o protocolo do uso precoce de da COMBINAÇÃO de medicamentos que inclui hidroxicloroquina foi um plano de saúde especializado em tratar apenas idosos. Se teve resultados não foi por fitas do Senhor do Bonfim nem camisa do Botafogo. Não são tecnicalidades na burocracia dos estudos que publicaram que invalidam os resultados. Suas UTIs próprias estão esvaziadas e os pacientes tratados vivos, o que deve ser do interesse deles, pois paciente morto não paga mensalidade de plano de saúde.

TODOS os médicos top de linha que conheço, e TODOS os que meus amigos conhecem estão usando esse protocolo. Não só nos pacientes que pagam caro, mas neles mesmos e em suas famílias. Um amigo teve a mulher infectada com comprovação por tomografia de pulmão e teste. A esposa dele é de uma família extremamente influente em Fortaleza, foi no melhor médico que o dinheiro pode pagar e ele colocou ela nesse protocolo. Outros da família já tinha feito isso antes com sucesso.

Se funciona ou não, só o tempo poderá comprovar com certeza, mas a verdade é que agora os pobres poderão ter acesso a um tratamento que até ontem era reservado e usado amplamente pela elite de médicos e pacientes desse país.

Se não quiser usar, tatue na testa. Não será obrigado. Nem os seus admiradores. Fiquem em baixo da cama esperando um milagre acontecer. Quem sabe você acha no Pubmed algum artigo sobre imunidade espontânea mágica ou um vírus sumindo por milagre. TODOS aqui terão contato com esse vírus eventualmente. Mesmo os que faltaram a aula de biologia no segundo grau e ainda não entenderam.

Escreva a vontade suas bobagens que nem vou me dar ao trabalho de retornar para ler.
Exibicionismo.... É bem normal, eu não sei ler ciência, alguém aparece sabendo, ai eu parto para o ad hominem.

Isso é a transcrição de uma entrevista.

"Amigo meu" não é dado científico e se eles estão fazendo milagres, como relatado, solicite-os que escreva para revistas científicas, engrossa o caldo e gera uma boa diretriz.

Já existem pelo menos 5 estudos questionando a eficácia/segurança de HCQ/CQ para Covid-19.

Quando ao protocolo da "rede de saúde especializada em idosos", não deveria nem ser comentado porque é uma piada. O estudo que eles colocaram no Dropbox, nem em base de pré-print colocaram. O estudo não tinha autorização do comitê de ética e gravíssimas falhas metodológicas, coisa que qualquer pessoa que tenha feito metodologia científica na vida conseguiria identificar. Acho que aquele sua ex/atual que era pisada por médico deve conseguir ler.

Quanto ao uso, pode deixar. Eu tenho contraindicações quanto ao uso de CQ, antes mesmo da Covid. Você vai poder tomar todas.
Sem querer tomar posições pois entendo porra nenhuma de saúde...

Cara, se tem um plano de saúde aqui no cu do mundo que desenvolveu uma combinacao com CQ que cura covid de todo mundo, idosos e o cacete... porra, pq a gente não divide essa descoberta com o mundo? Morrendo milhares pelo mundo todo e nós aqui escondendo o ouro....

Ou até mesmo dividir esse milagre com o SUS, já que estão morrendo quase mil por dia!

O Brasil é um país muito estranho.
A Prevent Senior no início da coisa era responsável por boa parte das mortes em São Paulo, segundo palavras do então ministro da Saúde.

Essa mesma rede especializada em idosos já teve denúncia de subnotifição.

O protocolo se baseia em estudo francês de péssima qualidade metodológica.

Essa mesma rede produziu um "estudo" sem aprovação do comitê de ética, que ela colocou em Dropbox, nem em base de pré-print ela colocou, em que afirmava que o protocolo desenvolvido por ela era eficaz. Só que no critério de inclusão eles colocam "síndrome gripal" nem confirmar se as pessoas tinham Covid ou não fizeram. Foi tão ruim que sumiram com o arquivo, tem mais de um mês e não se fala mais nele.

O que o Mandetta diz na entrevista é algo óbvio. 80% vai pegar e se recuperar. Então tomando ou não, indifere. só gera viés de confundimento.

O que vai acontecer agora é um "ensaio clínico" em grande escala. Muita gente vai receber, quem viver bem, quem não viver, amém.

A FDA recomenda o uso intra-hospitalar devido a possibilidade de efeitos colaterais. Ao contrário do que o coleguinha falou, muitos hospitais grandes têm suspendido o tratamento com o protocolo porque os resultados têm sido desanimadores. Tanto que agora o discurso agora mudou para "casos leves e moderados".

Já estão surgindo outras alternativas, mas como o capitão mandou, o marujo sim senhor, vai CQ mesmo. Principalmente porque ele tem que justificar o porquê de ter posto o maquinário público para produzir um medicamento sem eficácia comprovada.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por GilsonVGPR » 21 Mai 2020, 08:24

Wagnersac escreveu:
21 Mai 2020, 00:04
"Todos os meus amigos e os amigos dos meus amigos se curaram tomando CQ."

Puta metodologia científica.
Pois é. Mas eles não mencionam os que tiveram complicação. E os que não tiveram efeito nenhum de melhora.

E o protocolo que foi feito, puts, parece embalagem de cigarro, "pode provocar isso, aquilo, aquilo outro... e até o óbito", e é necessário (alguém) assinar dizendo que aceita.
𝒞. 𝑅. 𝒱𝒜𝒮𝒞𝒪 𝒟𝒜 𝒢𝒜𝑀𝒜 -> 𝒞𝒪𝒩𝒬𝒰𝐼𝒮𝒯𝒪𝒰: 𝒮𝒰𝐿-𝒜𝑀𝐸𝑅𝐼𝒞𝒜𝒩𝒪 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮 𝒞𝒜𝑀𝒫𝐸𝒪̃𝐸𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟦𝟪 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒯𝒜Ç𝒜 𝐿𝐼𝐵𝐸𝑅𝒯𝒜𝒟𝒪𝑅𝐸𝒮 𝒟𝒜 𝒜𝑀𝐸́𝑅𝐼𝒞𝒜 𝐸 𝒟𝒜 𝒰𝐸𝐹𝒜 𝒞𝐻𝒜𝑀𝒫𝐼𝒪𝒩𝒮 𝐿𝐸𝒜𝒢𝒰𝐸). | 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒩𝒜𝒞𝐼𝒪𝒩𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒫𝒜𝑅𝐼𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟧𝟩 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒞𝒪𝒫𝒜 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒞𝒪𝒩𝒯𝐼𝒩𝐸𝒩𝒯𝒜𝐿 / 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝑀𝒰𝒩𝒟𝐼𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮). 𝒞𝒪𝒩𝐹𝐼𝑅𝒜 𝒜𝒬𝒰𝐼.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 21 Mai 2020, 08:34

GilsonVGPR escreveu:
21 Mai 2020, 08:24
Wagnersac escreveu:
21 Mai 2020, 00:04
"Todos os meus amigos e os amigos dos meus amigos se curaram tomando CQ."

Puta metodologia científica.
Pois é. Mas eles não mencionam os que tiveram complicação. E os que não tiveram efeito nenhum de melhora.

E o protocolo que foi feito, puts, parece embalagem de cigarro, "pode provocar isso, aquilo, aquilo outro... e até o óbito", e é necessário (alguém) assinar dizendo que aceita.
80% dos casos se resolvem sozinhos.

Ai fica a pergunta, você se curou pela CQ/HCQ ou se curou e o medicamento estava ali?

O protocolo até seria padrão se não fosse toda a babaquice política por trás. Em alguns casos é assinado um TCLE.

Agora, a orientação da FDA de só se fazer o protocolo dentro de ambiente hospitalar e monitorizado ninguém cita, né?

O que vai acontecer é uma insegurança jurídica enorme. Já tem MP se metendo e processo alguns estados/municípios. Daqui a pouco o médico não receita por contraindicações (sim, elas existem, HCQ não é bala Mentos) e ainda tá arriscado a ser forçado a responder processo civil por desobediência ou ético por infração.

Os pobres pobres, com os quais ele tem grande preocupação, vai ser as cobaias de um grande estudo. Salve-se quem puder.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 21 Mai 2020, 08:37

Governo quis alterar bula da cloroquina, afirma Mandetta

https://www.otempo.com.br/politica/gove ... -1.2339885

Se o que o Mandetta fala for verdade, o Saco de Estrume tem que ser preso urgentemente.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Rodrigo 82 » 21 Mai 2020, 10:36

Zdenek escreveu:
21 Mai 2020, 08:37
Governo quis alterar bula da cloroquina, afirma Mandetta

https://www.otempo.com.br/politica/gove ... -1.2339885

Se o que o Mandetta fala for verdade, o Saco de Estrume tem que ser preso urgentemente.
Isso aí já nem é mais a personagem na política, esse sujeito devia ser interditado. Não passa em nenhum teste psicotecnico sério.

Lógico, tem de ter evidência, ou o cara da Anvisa corroborar o diálogo.

Responder

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