POLÍTICA NACIONAL XVIII

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Conde de Vidigueira
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Conde de Vidigueira » 20 Nov 2020, 16:31

rafael.pereira escreveu:
20 Nov 2020, 13:17
Ysell escreveu:
20 Nov 2020, 12:00

Destaquei trechos do seu texto só para mostrar que você é definitivamente retardado. A moderação tinha até que criar um alerta (igual ao do Twitter) para as suas postagens.
Mentira porque? Retardado é quem vive em uma bolha onde acha que dinheiro dá em arvore.

Aposentadoria americana mal paga o aluguel cabendo ajuda de familiares para se sustentarem.

No Brasil antes trabalhávamos 2 meses para pagar impostos. Hoje vc trabalha 6 meses pra pagar impostos e bancar a farra dos gastos que inclui a previdência, breve seus filhos estarão trabalhando 8 ou mais meses para sustentar o estado bancando aposentadorias enquanto não haverá mais espaço para investimentos (isso já ocorre hoje).
Fonte: "meu youtuber histérico favorito"

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GilsonVGPR
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por GilsonVGPR » 20 Nov 2020, 16:31

Essa faculdade (pública, diga-se de passagem) do Fórum NetVasco é top.

Aqui e no política internacional rolam as aulas de política e economia.

No tópico eleições aulas de direito.

Estamos sem professores de futebol, por isso o time tá osso.
𝒞. 𝑅. 𝒱𝒜𝒮𝒞𝒪 𝒟𝒜 𝒢𝒜𝑀𝒜 -> 𝒞𝒪𝒩𝒬𝒰𝐼𝒮𝒯𝒪𝒰: 𝒮𝒰𝐿-𝒜𝑀𝐸𝑅𝐼𝒞𝒜𝒩𝒪 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮 𝒞𝒜𝑀𝒫𝐸𝒪̃𝐸𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟦𝟪 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒯𝒜Ç𝒜 𝐿𝐼𝐵𝐸𝑅𝒯𝒜𝒟𝒪𝑅𝐸𝒮 𝒟𝒜 𝒜𝑀𝐸́𝑅𝐼𝒞𝒜 𝐸 𝒟𝒜 𝒰𝐸𝐹𝒜 𝒞𝐻𝒜𝑀𝒫𝐼𝒪𝒩𝒮 𝐿𝐸𝒜𝒢𝒰𝐸). | 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒩𝒜𝒞𝐼𝒪𝒩𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒫𝒜𝑅𝐼𝒮 𝒟𝐸 𝟣𝟫𝟧𝟩 (𝒫𝑅𝐸𝒞𝒰𝑅𝒮𝒪𝑅 𝒟𝒜 𝒞𝒪𝒫𝒜 𝐼𝒩𝒯𝐸𝑅𝒞𝒪𝒩𝒯𝐼𝒩𝐸𝒩𝒯𝒜𝐿 / 𝒯𝒪𝑅𝒩𝐸𝐼𝒪 𝑀𝒰𝒩𝒟𝐼𝒜𝐿 𝒟𝐸 𝒞𝐿𝒰𝐵𝐸𝒮). 𝒞𝒪𝒩𝐹𝐼𝑅𝒜 𝒜𝒬𝒰𝐼.

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vigo
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por vigo » 20 Nov 2020, 16:32

viradaeamor escreveu:
20 Nov 2020, 15:41
rafael.pereira escreveu:
20 Nov 2020, 11:07
viradaeamor escreveu:
20 Nov 2020, 09:22
Pra que serviu a reforma da previdência?
Para reduzir o impacto negativo do rombo que ela fará nos próximos 10 anos. Estimativas são rombos de 5 trilhões, com a reforma cortaram 800 bilhões, mas ainda assim tem 4.2 trilhões de rombo, ou seja, terão que fazer uma outra reforma em breve, o Brasil é o País do receber sem trabalhar (atestados médicos, feriados, etc), é o País das aposentadorias precoces ao longo de décadas, visto setores públicos que com 20 ou 25 anos já garantem aposentadoria. Lógico que um dia a conta iria chegar.

Enquanto países desenvolvidos a aposentadoria já era a anos a partir de 67 ou mais anos e ainda sim pagando-se em alguns casos só 70% do salário mínimo (já que nunca se contribui para ter 100%), isso permitiu a esses países se desenvolverem e ao invés de pagar para quem está parado sem produzir para o País, pagaram por investimentos e infraestrutura.

Dai vc diz, "Ah, mas como cara vai sobreviver com tão pouco?" Nesses países criou-se a cultura dos filhos/netos que quando crescem, eles passam a ser os responsáveis por sustentar seus pais e avós. E acho justo, porque isso permitiu um desenvolvimento e uma qualidade de vida que permite a continuidade desse ciclo.

Aqui no Brasil cada ano que passa vamos jogando um fardo pesado para nossos filhos e netos com o rombo da previdência que acaba cortando investimentos no País já que a prioridade é pagar para quem não trabalha/não produz (Ah, mas mimimi contribuiu, sim, mas ninguém contribui 100% para bancar a aposentadoria porque o modelo é em forma de pirâmide que passa sempre a conta para o próximo).


País precisará de nova reforma da Previdência nos próximos anos; entenda.
https://economia.uol.com.br/noticias/re ... dencia.htm

Projeções do TCU (Tribunal de Contas da União), divulgadas pela Folha, apontam que a reforma atual conseguirá cobrir menos de 20% do rombo nos regimes de aposentadorias e pensões. Segundo os dados do TCU, o país precisa de ao menos R$ 5,1 trilhões para que as contas previdenciárias fiquem no azul entre 2020 e 2029. Por isso, a reforma só muda o ritmo de expansão do rombo, mas serão necessárias novas mudanças para acabar com o rombo de vez.
Poderíamos ter uma por ano. Vejamos o que rolará com o sistema tributário.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55011017

Brasil perde 'uma reforma da Previdência' por ano em impostos não pagos por milionários e empresas

O Brasil deixa de arrecadar por ano em impostos não pagos por multinacionais e milionários o equivalente à economia média anual esperada pelo governo com a reforma da Previdência, aponta estudo inédito divulgado na quinta-feira (19/11) pela Rede de Justiça Fiscal (Tax Justice Network).

Segundo o levantamento, são US$ 14,9 bilhões (cerca de R$ 79 bilhões ao câmbio atual) em impostos que deixam de ser recolhidos pelo país por ano. A economia estimada pelo governo com a reforma da Previdência é de R$ 800,3 bilhões em uma década, o que resulta em uma média anual de R$ 80 bilhões.

Esse valor faz do Brasil o quinto país do mundo que mais perde impostos devido à elisão (uso de manobras lícitas para evitar o pagamento de taxas, impostos e outros tributos) e evasão fiscal por multinacionais e pessoas ricas, atrás apenas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França, conforme o estudo. BRasil, um país de elite! ou para as elites!

Em todo o mundo, são US$ 427 bilhões (R$ 2,3 trilhões) em impostos perdidos, sendo US$ 245 bilhões devido à transferência legal ou ilegal de lucros de multinacionais para paraísos fiscais e US$ 182 bilhões não pagos por milionários que escondem ativos e rendimentos não declarados no exterior.

Os dados fazem parte da primeira edição do relatório "Estado Atual da Justiça Fiscal", que passará a ser divulgado anualmente.

O estudo foi possível pois, pela primeira vez, em julho deste ano, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) disponibilizou ao público os dados dos chamados relatórios país a país, colhidos pela entidade nos últimos cinco anos como parte da iniciativa Beps (Erosão da base tributária e transferência de lucros tributáveis, na sigla em inglês).

Nesses relatórios, todos as multinacionais com sedes em países da OCDE e lucro acima de 750 milhões de euros (R$ 4,7 bilhões) por ano são obrigadas a reportar seus registros financeiros, com dados para cada país em que a empresa atua.

"É evidente que existe um problema de desequilíbrio das contas públicas no Brasil e um ajuste fiscal precisa ser feito, mas as propostas sempre focam no lado do corte de despesas", afirma Gabriel Casnati, coordenador de projetos internacionais da ISP (Internacional de Serviços Públicos), entidade parceira da Rede de Justiça Fiscal na realização do estudo.

"O que os dados mostram é que há espaço para se pensar o ajuste através de melhorias na arrecadação", diz Casnati.

"Os dois eixos principais para isso são reformas tributárias progressivas a nível nacional — porque hoje, no Brasil, os mais pobres pagam mais impostos, e benefícios fiscais para grandes empresas poderiam ser revistos —, e o combate à evasão e elisão fiscal, que são problemas globais, cuja solução exige coordenação internacional." xi, contagem regressiva pra você ser chamdo de comunista! :evilg: Pobre paga mais imposto, porque paga sobre consumo, em geral de itens básicos e serviços públicos fundamentais. E vai continuar pagando porque luta pra sobreviver, tem baixo nível educacional e pouca capacidade de articulaÇào, Fora que, no máximo, arruma um desvalorizado Defensor Público pra salvá-lo das garras do Leão! Rico, além de poder contar com rábulas empoados, são eles e seus causídicos cheios de contatos com poderosos - políticos - e juízes. Quanto a desoneração e benefícios fiscais, tem toda uma turma que acha que o Santo Empresário, vai pegar a grana da renúncia fiscal e gerar empregos e melhorar renda da massa miserável que ele emprega/expolra. :lol: Os putos vão negociar suas dívidas, aumentar o lucro, angariar patrimônio pessoal e, se for a hora, aí investir em expansão dos negócios. Neste último caso, rola mais algumas carteiras assinadas.

Segundo o coordenador da ISP, o esforço de aumentar a arrecadação se torna ainda mais relevante no mundo pós-pandemia, onde os países enfrentam forte aumento de suas dívidas e déficits fiscais, devido às despesas em resposta ao coronavírus.

No Brasil, o Ministério da Economia estima que o déficit primário (diferença entre a arrecadação e os gastos do governo, sem contar despesas com juros da dívida pública) deve chegar a 12,7% do PIB (Produto Interno Bruto) ou R$ 905,4 bilhões em 2020. Já a dívida bruta deve ir a 96% do PIB este ano, superando os 100% do PIB até 2026.

"Diversos países da América Latina, e também o Brasil, já tinham um problema fiscal muito grave antes", diz Casnati. "A pandemia acelerou a crise, ao obrigar os Estados a gastarem mais. Governos de esquerda e direita tiveram que aumentar o gasto público emergencialmente, ao mesmo tempo em que a arrecadação caiu muito."

"O grande debate para todos os países nos próximos anos será como pagar essa conta", avalia.

"Nesse sentido, é fundamental colocar na agenda do dia que grandes corporações e os 0,1% mais ricos utilizam mecanismos legais e ilegais para transferir dinheiro para fora e isso drena recursos do país. Independentemente da ideologia, os políticos deveriam estar preocupados em resgatar esse dinheiro, como forma de que a população pague menos a conta da crise." :nerv: ESQUEÇA! Os nossos políticos, autoridades e poderosos se importam com o leite caindo nas tetas que eles sugam. Nào vão querer desagradar os amiguinhos do Yatch Club, Tennis Club, Golf Club, Country Club, Polo Club, Hípica, etc.

A título de comparação, o estudo estima que a perda de arrecadação do Brasil com impostos não pagos por multinacionais e milionários são equivalentes a 20% do orçamento do país destinado à saúde ou ao salário anual de mais de 2 milhões de enfermeiros.

Assim, a Rede de Justiça Fiscal e seus parceiros na elaboração do relatório fazem algumas recomendações para que esse quadro de perda de arrecadação possa ser mitigado.

A primeira delas é que seja introduzido pelos governos um imposto sobre multinacionais que estão obtendo ganhos considerados "excessivos" durante a pandemia, como as gigantes digitais globais.

Uma segunda recomendação é a introdução de um imposto sobre a riqueza para financiar o combate à covid-19 e tratar as desigualdades de longo prazo exacerbadas pela pandemia.

Por fim, as entidades defendem que a discussão sobre um padrão internacional para a tributação de empresas, além de medidas de cooperação e transparência fiscal, devem se dar no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas) e não da OCDE, já que esta entidade reúne apenas os países mais ricos.

Casnati defende ainda que o projeto Beps de combate à erosão da base tributária deveria ser ampliado, para que as multinacionais reportem seus dados fiscais não só para seus países-sede, mas também para os países onde suas filiais operam.

Para ele, a declaração de registros financeiros deveria incluir mais empresas, e não somente aquelas com lucros acima de 750 milhões de euros por ano. As multinacionais também deveriam, na sua opinião, ser tributadas como entidades únicas, posto que atualmente muitas têm suas operações internacionais consideradas como entes independentes.

E, por fim, para encerrar a guerra fiscal internacional, o analista avalia que seria desejável a criação de uma taxação mínima para empresas a nível global. "Isso impediria o que acontece hoje, um leilão ao contrário em que quem dá menos [exige menos impostos] ganha e todos os países perdem arrecadação", diz Casnati.

Em junho deste ano, o ICRICT (Comissão Independente para a Reforma da Taxação Internacional de Empresas, em tradução livre) — grupo formado por nomes de peso da economia como o americano Joseph Stiglitz, os franceses Thomas Piketty e Gabriel Zucman, a indiana Jayati Ghosh e o colombiano José Antonio Ocampo — lançou um documento propondo, entre outras medidas, uma taxação mínima global de 25% sobre as companhias para evitar que elas busquem países de menor tributação.

À época, a proposta teve sua viabilidade questionada por alguns especialistas em tributação, diante do pesado esforço multilateral que seria necessário para colocar uma medida do tipo em prática.
:ed2:

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Feioso » 20 Nov 2020, 16:35

noct escreveu:
20 Nov 2020, 16:09
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 15:38
noct escreveu:
20 Nov 2020, 14:59


O fato de você utilizar o exemplo da Grécia mostra que você não faz a menor ideia sobre o que está falando. A Grécia não é um estado monetariamente soberano, ela não emite a própria moeda e depende do Banco Central Europeu para isso.

Isso que mais me incomoda, uma pessoa não ter nenhum conhecimento sobre o assunto e falar com a confiança e arrogância de um expert. O rombo para o governo brasileiro nada mais é que o déficit orçamentário, isso significa pura e simplesmente que o estado gastou mais dinheiro do que arrecadou. Mas isso não impede de forma alguma que o estado continue gastando, pois o Brasil emite sua própria moeda (o que não é o caso para países sem moeda própria, estados, municípios). Não existe um cofre onde o governo guarda todo seu dinheiro, o Banco Central simplesmente cria moeda digitalmente sempre que o governo gasta. Eu já mostrei isso aqui, mas é só ver o orçamento anual da maioria dos países desenvolvidos, é raro achar algum ano superavitário, enquanto no Brasil nós temos meta de superávit, isso é loucura. Superávit do setor público é déficit do setor privado, e o setor privado sim tem risco de quebrar se ficar muito endividado, então ter uma meta de superávit é colocar uma pressão deficitária na iniciativa privada, o que é péssimo para economia do país. É lógico que isso não significa que podemos gastar infinitamente da forma que quisermos, a inflação é um perigo real e que deve ser sempre considerado, mas essa política fiscal burra e simplista está sufocando e matando a economia brasileira, ainda mais em tempos de capacidade ociosa como a nossa. Não é à toa que estamos há 5 anos nesse inferno e só colecionamos pibinhos atrás de pibinhos.

E por fim, a dívida pública não é feita para ser paga, ela é feita para ser rolada. Nenhum país do mundo tem o objetivo de pagar sua dívida pública, a do Japão por exemplo já está em mais de 200% do PIB. E também vale ressaltar que o endividamento é medido como uma relação entre dívida pública e PIB, e enquanto nosso governo burro se foca no primeiro parâmetro da relação, acaba esquecendo do segundo. Os recentes governos liberais no Brasil só trouxeram miséria, resultados pífios, desmantelamento do estado de bem estar social, e isso tudo acompanhado de mais endividamento, ou seja, nem mesmo o objetivo principal deles (reduzir a dívida) esses imbecis conseguem atingir.

Agora no pós-pandemia, mais do que nunca, o governo devia estar fazendo investimentos e aquecendo a economia o máximo que puder, mais tem gente lunática dizendo que devemos respeitar o teto de gastos próximo ano. O próprio FMI já está ressaltando a importância da participação do estado como agente central na recuperação econômica. Mas enquanto isso temos uma mula de ministro da economia que está defendendo vender reservas para pagar dívida interna... Fodidos é pouco para como estamos nas mãos desse desgoverno.
Em resumo, vc quer dizer que como temos moeda propria, é só uma questao de imprimir moeda para cobrir o deficit, que nao é necesario o estado gastar menos do que arrecada?
Não, o estado não precisa gastar menos do que arrecada. Apesar da palavra sugerir, déficit não é necessariamente um problema, pelo menos não para o estado. E não, eu não disse que é "só imprimir moeda", disse que o estado deve usar essa prerrogativa para equilibrar a economia, a aquecendo quando ela está lenta e desaquecendo quando está acelerada demais. O Fed americano, por exemplo, tem uma meta de emprego (o nosso BC só tem de inflação), para você ver o tamanho da importância da política monetária na economia de um país.

O problema é que o que acontece no Brasil desde 2015 é um reducionismo burro que diz que quanto mais austeridade melhor, e ainda criaram essa geringonça completamente insustentável que é o teto de gastos que capa ainda mais o poder de investimento do estado. Engraçado que o teto de gastos é incompatível com a regra de ouro, o que provavelmente vai obrigar o congresso a retirar do teto os investimentos, problema que o custeio vai continuar no teto, então o que vamos ter é o bom e velho "socializar os custos e privatizar os ganhos".
Hum... O que vc acha que aconteceria se a cada ano, o governo jogase 100bi de moeda no mercado para cobrir o deficit?

Outra duvida, quando o Brasil teve um governo liberal? (sem querer ser ironico)

Conde de Vidigueira
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Conde de Vidigueira » 20 Nov 2020, 16:39

"Para mim, no Brasil, não existe racismo. É uma coisa que querem importar"
MOURÃO, Hamilton, 2020.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Feioso » 20 Nov 2020, 16:57

Daniels-RJVASCO escreveu:
20 Nov 2020, 16:15
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 15:38
noct escreveu:
20 Nov 2020, 14:59


O fato de você utilizar o exemplo da Grécia mostra que você não faz a menor ideia sobre o que está falando. A Grécia não é um estado monetariamente soberano, ela não emite a própria moeda e depende do Banco Central Europeu para isso.

Isso que mais me incomoda, uma pessoa não ter nenhum conhecimento sobre o assunto e falar com a confiança e arrogância de um expert. O rombo para o governo brasileiro nada mais é que o déficit orçamentário, isso significa pura e simplesmente que o estado gastou mais dinheiro do que arrecadou. Mas isso não impede de forma alguma que o estado continue gastando, pois o Brasil emite sua própria moeda (o que não é o caso para países sem moeda própria, estados, municípios). Não existe um cofre onde o governo guarda todo seu dinheiro, o Banco Central simplesmente cria moeda digitalmente sempre que o governo gasta. Eu já mostrei isso aqui, mas é só ver o orçamento anual da maioria dos países desenvolvidos, é raro achar algum ano superavitário, enquanto no Brasil nós temos meta de superávit, isso é loucura. Superávit do setor público é déficit do setor privado, e o setor privado sim tem risco de quebrar se ficar muito endividado, então ter uma meta de superávit é colocar uma pressão deficitária na iniciativa privada, o que é péssimo para economia do país. É lógico que isso não significa que podemos gastar infinitamente da forma que quisermos, a inflação é um perigo real e que deve ser sempre considerado, mas essa política fiscal burra e simplista está sufocando e matando a economia brasileira, ainda mais em tempos de capacidade ociosa como a nossa. Não é à toa que estamos há 5 anos nesse inferno e só colecionamos pibinhos atrás de pibinhos.

E por fim, a dívida pública não é feita para ser paga, ela é feita para ser rolada. Nenhum país do mundo tem o objetivo de pagar sua dívida pública, a do Japão por exemplo já está em mais de 200% do PIB. E também vale ressaltar que o endividamento é medido como uma relação entre dívida pública e PIB, e enquanto nosso governo burro se foca no primeiro parâmetro da relação, acaba esquecendo do segundo. Os recentes governos liberais no Brasil só trouxeram miséria, resultados pífios, desmantelamento do estado de bem estar social, e isso tudo acompanhado de mais endividamento, ou seja, nem mesmo o objetivo principal deles (reduzir a dívida) esses imbecis conseguem atingir.

Agora no pós-pandemia, mais do que nunca, o governo devia estar fazendo investimentos e aquecendo a economia o máximo que puder, mais tem gente lunática dizendo que devemos respeitar o teto de gastos próximo ano. O próprio FMI já está ressaltando a importância da participação do estado como agente central na recuperação econômica. Mas enquanto isso temos uma mula de ministro da economia que está defendendo vender reservas para pagar dívida interna... Fodidos é pouco para como estamos nas mãos desse desgoverno.
Em resumo, vc quer dizer que como temos moeda propria, é só uma questao de imprimir moeda para cobrir o deficit, que nao é necesario o estado gastar menos do que arrecada?
O cara fez todo um esforço para explicar expansão da base monetária e a relação com a dívida pública e o Estado.
A expansão da base monetária é o aumento do volume de meios de pagamento na economia, não é “impressão de dinheiro”.
O volume de meios de pagamentos podem oscilar na economia e, isso pode ocorrer em maior ou menor extensão, entretanto, isso não ocorre de uma simples opção de “imprimir” ou não.
Imprimir dinheiro é um espantalho
Me desculpa, afinal, expandir a base monetária, é na prática, lançar mais moeda no mercado e todo mundo sabe o resultado disso. Temos que pensar que o dinheiro nao tem um valor intrínseco, o valor quem dá, sao as pessoas que acreditam nele como meio de troca de servicos e bens... e no momento que aparecer mais moeda no mercado, a reacao natural é a inflacao.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Daniels-RJVASCO » 20 Nov 2020, 17:53

Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 16:57
Daniels-RJVASCO escreveu:
20 Nov 2020, 16:15
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 15:38


Em resumo, vc quer dizer que como temos moeda propria, é só uma questao de imprimir moeda para cobrir o deficit, que nao é necesario o estado gastar menos do que arrecada?
O cara fez todo um esforço para explicar expansão da base monetária e a relação com a dívida pública e o Estado.
A expansão da base monetária é o aumento do volume de meios de pagamento na economia, não é “impressão de dinheiro”.
O volume de meios de pagamentos podem oscilar na economia e, isso pode ocorrer em maior ou menor extensão, entretanto, isso não ocorre de uma simples opção de “imprimir” ou não.
Imprimir dinheiro é um espantalho
Me desculpa, afinal, expandir a base monetária, é na prática, lançar mais moeda no mercado e todo mundo sabe o resultado disso. Temos que pensar que o dinheiro nao tem um valor intrínseco, o valor quem dá, sao as pessoas que acreditam nele como meio de troca de servicos e bens... e no momento que aparecer mais moeda no mercado, a reacao natural é a inflacao.
Você vê isso de maneira dogmática. Macri seguiu boa parte dessa receita (se não me engano, tem matéria da BBC sobre a economia antes e depois), e... bom, vou usar o seu "argumento": TODO MUNDO SABE O RESULTADO DISSO.
Tem economistas que andam batendo nesses dogmas, o Lara Resende é um deles, acho que dispensa apresentações. Isso não é um apelo a autoridade, mas só para mostrar que isso n é consenso (só no Instituto Mises, millenium e pros gênios do MBL).
Essa porra é o cemitério relento
São vários morto-vivo caminhando sem sentimento
Os papo de futuro na praça fico no tempo
E dos amigo antigo diz:

Quantos ainda vive o momento?

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Feioso » 20 Nov 2020, 18:01

Daniels-RJVASCO escreveu:
20 Nov 2020, 17:53
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 16:57
Daniels-RJVASCO escreveu:
20 Nov 2020, 16:15


O cara fez todo um esforço para explicar expansão da base monetária e a relação com a dívida pública e o Estado.
A expansão da base monetária é o aumento do volume de meios de pagamento na economia, não é “impressão de dinheiro”.
O volume de meios de pagamentos podem oscilar na economia e, isso pode ocorrer em maior ou menor extensão, entretanto, isso não ocorre de uma simples opção de “imprimir” ou não.
Imprimir dinheiro é um espantalho
Me desculpa, afinal, expandir a base monetária, é na prática, lançar mais moeda no mercado e todo mundo sabe o resultado disso. Temos que pensar que o dinheiro nao tem um valor intrínseco, o valor quem dá, sao as pessoas que acreditam nele como meio de troca de servicos e bens... e no momento que aparecer mais moeda no mercado, a reacao natural é a inflacao.
Você vê isso de maneira dogmática. Macri seguiu boa parte dessa receita (se não me engano, tem matéria da BBC sobre a economia antes e depois), e... bom, vou usar o seu "argumento": TODO MUNDO SABE O RESULTADO DISSO.
Tem economistas que andam batendo nesses dogmas, o Lara Resende é um deles, acho que dispensa apresentações. Isso não é um apelo a autoridade, mas só para mostrar que isso n é consenso (só no Instituto Mises, millenium e pros gênios do MBL).
Vc que ve valor no papel moeda de maneira dogmatica, que na verdade, nao tem valor nenhum. Dinheiro é um meio para trocar servicos e mercadorias. A partir do momento que tu lanca mais papel moeda no mercado, os servicos e mercadorias necessitam mais papel moeda para serem intercambiados. Vc pode fazer a ginastica na retorica que for, o resultado pratico será o mesmo.

Sobre o Macri, eu nao entendi. Onde ele entra como exemplo, e de que? Vc quer dizer que ele lancou mais papel no mercado?

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Conde de Vidigueira » 20 Nov 2020, 18:16

Acho engraçado os defensores do livre mercado repetirem o discurso do Instituto Millenium, que é composto basicamente por aqueles que têm menos interesse em livre concorrência nesse País. Esses caras querem acabar com o serviço público para reduzir o gasto com pobre, só isso.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Ronan » 20 Nov 2020, 18:36

Conde de Vidigueira escreveu:
20 Nov 2020, 16:39
"Para mim, no Brasil, não existe racismo. É uma coisa que querem importar"
MOURÃO, Hamilton, 2020.
Esse aí compete com o Bolsonaro pra ver quem fala mais idiotices por dia.
Que momento, meu Deus.

✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Feioso » 20 Nov 2020, 18:57

Ronan escreveu:
20 Nov 2020, 18:36
Conde de Vidigueira escreveu:
20 Nov 2020, 16:39
"Para mim, no Brasil, não existe racismo. É uma coisa que querem importar"
MOURÃO, Hamilton, 2020.
Esse aí compete com o Bolsonaro pra ver quem fala mais idiotices por dia.
Que momento, meu Deus.
Justica seja feita, Bolsonaro fala muito, mas muito mais merda que o Mourao.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Feioso » 20 Nov 2020, 19:09

Conde de Vidigueira escreveu:
20 Nov 2020, 18:16
Acho engraçado os defensores do livre mercado repetirem o discurso do Instituto Millenium, que é composto basicamente por aqueles que têm menos interesse em livre concorrência nesse País. Esses caras querem acabar com o serviço público para reduzir o gasto com pobre, só isso.
Qual é o discurso do Instituto Millenium?

Nao sei se sou ¨esses caras¨, mas o que eu gostaria é que o governo parasse de roubar as pessoas, penalizar quem esta produzindo, com isso os servicos e produtos estariam ao alcance de todos.

Infelizmente muita gente ve o estado como pai/mae, coisa que ele nao é.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por noct » 20 Nov 2020, 19:11

Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 16:35
noct escreveu:
20 Nov 2020, 16:09
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 15:38


Em resumo, vc quer dizer que como temos moeda propria, é só uma questao de imprimir moeda para cobrir o deficit, que nao é necesario o estado gastar menos do que arrecada?
Não, o estado não precisa gastar menos do que arrecada. Apesar da palavra sugerir, déficit não é necessariamente um problema, pelo menos não para o estado. E não, eu não disse que é "só imprimir moeda", disse que o estado deve usar essa prerrogativa para equilibrar a economia, a aquecendo quando ela está lenta e desaquecendo quando está acelerada demais. O Fed americano, por exemplo, tem uma meta de emprego (o nosso BC só tem de inflação), para você ver o tamanho da importância da política monetária na economia de um país.

O problema é que o que acontece no Brasil desde 2015 é um reducionismo burro que diz que quanto mais austeridade melhor, e ainda criaram essa geringonça completamente insustentável que é o teto de gastos que capa ainda mais o poder de investimento do estado. Engraçado que o teto de gastos é incompatível com a regra de ouro, o que provavelmente vai obrigar o congresso a retirar do teto os investimentos, problema que o custeio vai continuar no teto, então o que vamos ter é o bom e velho "socializar os custos e privatizar os ganhos".
Hum... O que vc acha que aconteceria se a cada ano, o governo jogase 100bi de moeda no mercado para cobrir o deficit?

Outra duvida, quando o Brasil teve um governo liberal? (sem querer ser ironico)
Isso não faz sentido, o déficit é apenas uma definição contábil, não é uma dívida per se. Já a dívida pública tem vencimento, e o governo precisa honrar o pagamento apenas nesse momento. Todo ano acontece de bilhões em títulos públicos vencerem e o que o governo faz é apenas rolar dívida, que basicamente consiste em emitir novos títulos públicos no mesmo montante do devido, e utilizar esse dinheiro recebido para o pagamento. Na prática, o governo troca títulos vencidos por títulos a vencer.

O governo injeta dinheiro na economia através de gastos públicos, como por exemplo pagamento de aposentadoria e salário de servidores, obras de infraestrutura, programas de assistência social, subsídios e etc. Já o Banco Central está constantemente injetando ou enxugando liquidez do mercado interbancário através de operações compromissadas, pois ele tem a meta SELIC a perseguir e é esse mecanismo que permite ele conseguir abaixar ou aumentar a taxa de juros praticada. Ou seja, não acontece a injeção de dinheiro devido ao pagamento da dívida, pois ela é rolada, e mesmo que sobre alguma liquidez excessiva isso vai ser enxugado pelo Banco Central (inclusive é comum o Tesouro fornecer títulos públicos a mais para o Banco Central quando está próximo de um grande montante da dívida vencer, para que ele possa executar a política monetária livremente).

Nós estamos vendo uma guinada em políticas neoliberais desde 2015 no segundo mandato da Dilma, se intensificando com Temer e Bolsonaro. Mas isso não significa que os governos petistas anteriores também não implementaram diversas políticas liberais, afinal Henrique Meirelles foi nosso presidente do Banco Central por 8 anos... E isso, somado a falta de reformas estruturantes, é uma das maiores broncas da esquerda com o PT (não é à toa que o PSOL fazia oposição ao PT na época).

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por R-Cezar » 20 Nov 2020, 21:08

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"Há esse canalha salafrário... que tirou tantos fascistas do armário!!!
Há esse genocida, miliciano e entreguista que leva ao delírio seu seguidor masoquista". #Queiroz_Conta_Tudo_Pra_Nois!!!

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por TorbJorn » 20 Nov 2020, 21:34

FOGO NELES!!!!
Foda-se essa política de merda no Vasco

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por rafael.pereira » 20 Nov 2020, 22:02

Uma mulher negra desesperada para apagar o fogo porque sabe que se tudo for devastado, ela ficará sem emprego.

Vândalos que dizem lutar pelos negros causando dor em quem eles dizem defender.

São vermes da pior espécie. Do mesmo nivel dos seguranças assassinos. É o chamado ódio do bem desses canalhas hipócritas.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Daniels-RJVASCO » 20 Nov 2020, 22:42

Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 18:01
Daniels-RJVASCO escreveu:
20 Nov 2020, 17:53
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 16:57


Me desculpa, afinal, expandir a base monetária, é na prática, lançar mais moeda no mercado e todo mundo sabe o resultado disso. Temos que pensar que o dinheiro nao tem um valor intrínseco, o valor quem dá, sao as pessoas que acreditam nele como meio de troca de servicos e bens... e no momento que aparecer mais moeda no mercado, a reacao natural é a inflacao.
Você vê isso de maneira dogmática. Macri seguiu boa parte dessa receita (se não me engano, tem matéria da BBC sobre a economia antes e depois), e... bom, vou usar o seu "argumento": TODO MUNDO SABE O RESULTADO DISSO.
Tem economistas que andam batendo nesses dogmas, o Lara Resende é um deles, acho que dispensa apresentações. Isso não é um apelo a autoridade, mas só para mostrar que isso n é consenso (só no Instituto Mises, millenium e pros gênios do MBL).
Vc que ve valor no papel moeda de maneira dogmatica, que na verdade, nao tem valor nenhum. Dinheiro é um meio para trocar servicos e mercadorias. A partir do momento que tu lanca mais papel moeda no mercado, os servicos e mercadorias necessitam mais papel moeda para serem intercambiados. Vc pode fazer a ginastica na retorica que for, o resultado pratico será o mesmo.

Sobre o Macri, eu nao entendi. Onde ele entra como exemplo, e de que? Vc quer dizer que ele lancou mais papel no mercado?
Macri seguiu todo o receituário liberal e não conseguiu conter a inflação. E tem pouca relação com "lançar mais papel no mercado", até pq houve um recuo da base monetária. A inflação lá é creditada a desvalorização cambial sofrida após o cepo cambial, e devido ao Tarifazo sofrido pelos serviços públicos.
Essa porra é o cemitério relento
São vários morto-vivo caminhando sem sentimento
Os papo de futuro na praça fico no tempo
E dos amigo antigo diz:

Quantos ainda vive o momento?

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rafael.pereira
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por rafael.pereira » 20 Nov 2020, 23:34

Daniels-RJVASCO escreveu:
20 Nov 2020, 22:42
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 18:01
Daniels-RJVASCO escreveu:
20 Nov 2020, 17:53


Você vê isso de maneira dogmática. Macri seguiu boa parte dessa receita (se não me engano, tem matéria da BBC sobre a economia antes e depois), e... bom, vou usar o seu "argumento": TODO MUNDO SABE O RESULTADO DISSO.
Tem economistas que andam batendo nesses dogmas, o Lara Resende é um deles, acho que dispensa apresentações. Isso não é um apelo a autoridade, mas só para mostrar que isso n é consenso (só no Instituto Mises, millenium e pros gênios do MBL).
Vc que ve valor no papel moeda de maneira dogmatica, que na verdade, nao tem valor nenhum. Dinheiro é um meio para trocar servicos e mercadorias. A partir do momento que tu lanca mais papel moeda no mercado, os servicos e mercadorias necessitam mais papel moeda para serem intercambiados. Vc pode fazer a ginastica na retorica que for, o resultado pratico será o mesmo.

Sobre o Macri, eu nao entendi. Onde ele entra como exemplo, e de que? Vc quer dizer que ele lancou mais papel no mercado?
Macri seguiu todo o receituário liberal e não conseguiu conter a inflação. E tem pouca relação com "lançar mais papel no mercado", até pq houve um recuo da base monetária. A inflação lá é creditada a desvalorização cambial sofrida após o cepo cambial, e devido ao Tarifazo sofrido pelos serviços públicos.
Qual agenda liberal? Nos especifique por favor! Macri falhou na implementação tão quanto Bolsonaro está fracassando agora.

Matéria de 2019 antes do Bolsonaro também começar a fazer merda com populismo.


Macri apostou no gradualismo da implementação das medidas liberais. Fracassou, e depois apelou para o populismo barato, como o congelamento de preços. O resultado foi catastrófico
https://www.infomoney.com.br/colunistas ... bolsonaro/

Os motivos que levaram a Argentina à crise são conhecidos: anos de populismo na era Kirchner, marcados pela expansão do gasto público e pela tolerância com a inflação. Aliás, ingredientes muito parecidos com a crise gerada pelo PT no Brasil.

Macri, portanto, assumia o país com o enorme desafio de implementar medidas liberais, a fim de reduzir o gasto público e conter a inflação, para trazer de volta a confiança dos investidores e empresários, fundamental para a geração de renda e emprego.

Para colocar em prática esse desafio, Macri apostou no gradualismo da implementação das medidas liberais. Fracassou, e depois apelou para o populismo barato, como o congelamento de preços.

É claro que o resultado foi catastrófico. A falta de pulso firme no avanço de uma agenda liberal, aliada às medidas heterodoxas, apenas estendeu a crise herdada pela sua antecessora. Em 2018, o PIB voltou a cair 2,5% e a inflação disparou para 47%. Agora, tudo indica que Macri poderá perder as eleições.

Mas o que Macri poderia ter feito diferente? Onde ele errou?

A comparação com o cenário brasileiro é inevitável. Em 2015, o PIB brasileiro caiu 3,8% e a inflação superou 10%. Assim como Macri, Michel Temer assumia um país arruinado por anos de populismo irresponsável.

Mas, ao contrário de Macri, Temer apostou em medidas liberais, como controle dos gastos públicos, atuação firme do Banco Central no controle da inflação e reforma trabalhista. Ao final de 2018, Temer entregava o país a Jair Bolsonaro numa situação bem melhor do que aquela deixada por Dilma Rousseff.

Em 2019, o governo Bolsonaro não apenas mantém as medidas de Michel Temer, como também injeta mais liberalismo na economia brasileira. Sob o comando do ministro da Economia, Paulo Guedes, o Brasil avança em importantes medidas liberais, como desburocratização dos negócios (MP da liberdade econômica), liberação de FGTS, reforma do setor bancário, acordo de livre comércio com a União Europeia e uma reforma da Previdência robusta, que nem Lula, nem FHC tiveram coragem de fazer.

No campo da infraestrutura, o ministro Tarcísio Freitas vem também desempenhando um trabalho notável.

Mas o liberalismo não para por aí. O governo Bolsonaro promete privatizar uma série de empresas, emplacar uma reforma tributária e acabar com a obrigatoriedade de participação do profissional em algumas associações de classe (OAB, por exemplo).

Ao contrário do que alguns formadores de opinião defendem, parece que a lógica do confronto de Bolsonaro com o centrão e a esquerda tem funcionado. O Brasil avança, a Argentina, não. Macri, possivelmente, começou a entender que não se negocia com aqueles que querem te destruir e viver às custas de mamatas estatais.

Em suma, basta Bolsonaro continuar a dar carta branca a Guedes e continuar na onda liberal que o Brasil avançará. Esta é a receita de sucesso para não virarmos uma Argentina.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Rodrigo 82 » 20 Nov 2020, 23:57

rafael.pereira escreveu:
20 Nov 2020, 23:34
Daniels-RJVASCO escreveu:
20 Nov 2020, 22:42
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 18:01


Vc que ve valor no papel moeda de maneira dogmatica, que na verdade, nao tem valor nenhum. Dinheiro é um meio para trocar servicos e mercadorias. A partir do momento que tu lanca mais papel moeda no mercado, os servicos e mercadorias necessitam mais papel moeda para serem intercambiados. Vc pode fazer a ginastica na retorica que for, o resultado pratico será o mesmo.

Sobre o Macri, eu nao entendi. Onde ele entra como exemplo, e de que? Vc quer dizer que ele lancou mais papel no mercado?
Macri seguiu todo o receituário liberal e não conseguiu conter a inflação. E tem pouca relação com "lançar mais papel no mercado", até pq houve um recuo da base monetária. A inflação lá é creditada a desvalorização cambial sofrida após o cepo cambial, e devido ao Tarifazo sofrido pelos serviços públicos.
Qual agenda liberal? Nos especifique por favor! Macri falhou na implementação tão quanto Bolsonaro está fracassando agora.

Matéria de 2019 antes do Bolsonaro também começar a fazer merda com populismo.


Macri apostou no gradualismo da implementação das medidas liberais. Fracassou, e depois apelou para o populismo barato, como o congelamento de preços. O resultado foi catastrófico
https://www.infomoney.com.br/colunistas ... bolsonaro/

Os motivos que levaram a Argentina à crise são conhecidos: anos de populismo na era Kirchner, marcados pela expansão do gasto público e pela tolerância com a inflação. Aliás, ingredientes muito parecidos com a crise gerada pelo PT no Brasil.

Macri, portanto, assumia o país com o enorme desafio de implementar medidas liberais, a fim de reduzir o gasto público e conter a inflação, para trazer de volta a confiança dos investidores e empresários, fundamental para a geração de renda e emprego.

Para colocar em prática esse desafio, Macri apostou no gradualismo da implementação das medidas liberais. Fracassou, e depois apelou para o populismo barato, como o congelamento de preços.

É claro que o resultado foi catastrófico. A falta de pulso firme no avanço de uma agenda liberal, aliada às medidas heterodoxas, apenas estendeu a crise herdada pela sua antecessora. Em 2018, o PIB voltou a cair 2,5% e a inflação disparou para 47%. Agora, tudo indica que Macri poderá perder as eleições.

Mas o que Macri poderia ter feito diferente? Onde ele errou?

A comparação com o cenário brasileiro é inevitável. Em 2015, o PIB brasileiro caiu 3,8% e a inflação superou 10%. Assim como Macri, Michel Temer assumia um país arruinado por anos de populismo irresponsável.

Mas, ao contrário de Macri, Temer apostou em medidas liberais, como controle dos gastos públicos, atuação firme do Banco Central no controle da inflação e reforma trabalhista. Ao final de 2018, Temer entregava o país a Jair Bolsonaro numa situação bem melhor do que aquela deixada por Dilma Rousseff.

Em 2019, o governo Bolsonaro não apenas mantém as medidas de Michel Temer, como também injeta mais liberalismo na economia brasileira. Sob o comando do ministro da Economia, Paulo Guedes, o Brasil avança em importantes medidas liberais, como desburocratização dos negócios (MP da liberdade econômica), liberação de FGTS, reforma do setor bancário, acordo de livre comércio com a União Europeia e uma reforma da Previdência robusta, que nem Lula, nem FHC tiveram coragem de fazer.

No campo da infraestrutura, o ministro Tarcísio Freitas vem também desempenhando um trabalho notável.

Mas o liberalismo não para por aí. O governo Bolsonaro promete privatizar uma série de empresas, emplacar uma reforma tributária e acabar com a obrigatoriedade de participação do profissional em algumas associações de classe (OAB, por exemplo).

Ao contrário do que alguns formadores de opinião defendem, parece que a lógica do confronto de Bolsonaro com o centrão e a esquerda tem funcionado. O Brasil avança, a Argentina, não. Macri, possivelmente, começou a entender que não se negocia com aqueles que querem te destruir e viver às custas de mamatas estatais.

Em suma, basta Bolsonaro continuar a dar carta branca a Guedes e continuar na onda liberal que o Brasil avançará. Esta é a receita de sucesso para não virarmos uma Argentina.
Ah que ironia...

Por enquanto, no ranking das privatizações...

PT 0 x 0 Bozo

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por R-Cezar » 21 Nov 2020, 00:05

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É melhor Miliciair se Arrependendo...

"Há esse canalha salafrário... que tirou tantos fascistas do armário!!!
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por viradaeamor » 21 Nov 2020, 10:01

Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 15:49
viradaeamor escreveu:
20 Nov 2020, 15:41
rafael.pereira escreveu:
20 Nov 2020, 11:07


Para reduzir o impacto negativo do rombo que ela fará nos próximos 10 anos. Estimativas são rombos de 5 trilhões, com a reforma cortaram 800 bilhões, mas ainda assim tem 4.2 trilhões de rombo, ou seja, terão que fazer uma outra reforma em breve, o Brasil é o País do receber sem trabalhar (atestados médicos, feriados, etc), é o País das aposentadorias precoces ao longo de décadas, visto setores públicos que com 20 ou 25 anos já garantem aposentadoria. Lógico que um dia a conta iria chegar.

Enquanto países desenvolvidos a aposentadoria já era a anos a partir de 67 ou mais anos e ainda sim pagando-se em alguns casos só 70% do salário mínimo (já que nunca se contribui para ter 100%), isso permitiu a esses países se desenvolverem e ao invés de pagar para quem está parado sem produzir para o País, pagaram por investimentos e infraestrutura.

Dai vc diz, "Ah, mas como cara vai sobreviver com tão pouco?" Nesses países criou-se a cultura dos filhos/netos que quando crescem, eles passam a ser os responsáveis por sustentar seus pais e avós. E acho justo, porque isso permitiu um desenvolvimento e uma qualidade de vida que permite a continuidade desse ciclo.

Aqui no Brasil cada ano que passa vamos jogando um fardo pesado para nossos filhos e netos com o rombo da previdência que acaba cortando investimentos no País já que a prioridade é pagar para quem não trabalha/não produz (Ah, mas mimimi contribuiu, sim, mas ninguém contribui 100% para bancar a aposentadoria porque o modelo é em forma de pirâmide que passa sempre a conta para o próximo).


País precisará de nova reforma da Previdência nos próximos anos; entenda.
https://economia.uol.com.br/noticias/re ... dencia.htm

Projeções do TCU (Tribunal de Contas da União), divulgadas pela Folha, apontam que a reforma atual conseguirá cobrir menos de 20% do rombo nos regimes de aposentadorias e pensões. Segundo os dados do TCU, o país precisa de ao menos R$ 5,1 trilhões para que as contas previdenciárias fiquem no azul entre 2020 e 2029. Por isso, a reforma só muda o ritmo de expansão do rombo, mas serão necessárias novas mudanças para acabar com o rombo de vez.
Poderíamos ter uma por ano. Vejamos o que rolará com o sistema tributário.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55011017

Brasil perde 'uma reforma da Previdência' por ano em impostos não pagos por milionários e empresas

O Brasil deixa de arrecadar por ano em impostos não pagos por multinacionais e milionários o equivalente à economia média anual esperada pelo governo com a reforma da Previdência, aponta estudo inédito divulgado na quinta-feira (19/11) pela Rede de Justiça Fiscal (Tax Justice Network).

Segundo o levantamento, são US$ 14,9 bilhões (cerca de R$ 79 bilhões ao câmbio atual) em impostos que deixam de ser recolhidos pelo país por ano. A economia estimada pelo governo com a reforma da Previdência é de R$ 800,3 bilhões em uma década, o que resulta em uma média anual de R$ 80 bilhões.

Esse valor faz do Brasil o quinto país do mundo que mais perde impostos devido à elisão (uso de manobras lícitas para evitar o pagamento de taxas, impostos e outros tributos) e evasão fiscal por multinacionais e pessoas ricas, atrás apenas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França, conforme o estudo.

Em todo o mundo, são US$ 427 bilhões (R$ 2,3 trilhões) em impostos perdidos, sendo US$ 245 bilhões devido à transferência legal ou ilegal de lucros de multinacionais para paraísos fiscais e US$ 182 bilhões não pagos por milionários que escondem ativos e rendimentos não declarados no exterior.

Os dados fazem parte da primeira edição do relatório "Estado Atual da Justiça Fiscal", que passará a ser divulgado anualmente.

O estudo foi possível pois, pela primeira vez, em julho deste ano, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) disponibilizou ao público os dados dos chamados relatórios país a país, colhidos pela entidade nos últimos cinco anos como parte da iniciativa Beps (Erosão da base tributária e transferência de lucros tributáveis, na sigla em inglês).

Nesses relatórios, todos as multinacionais com sedes em países da OCDE e lucro acima de 750 milhões de euros (R$ 4,7 bilhões) por ano são obrigadas a reportar seus registros financeiros, com dados para cada país em que a empresa atua.

"É evidente que existe um problema de desequilíbrio das contas públicas no Brasil e um ajuste fiscal precisa ser feito, mas as propostas sempre focam no lado do corte de despesas", afirma Gabriel Casnati, coordenador de projetos internacionais da ISP (Internacional de Serviços Públicos), entidade parceira da Rede de Justiça Fiscal na realização do estudo.

"O que os dados mostram é que há espaço para se pensar o ajuste através de melhorias na arrecadação", diz Casnati.

"Os dois eixos principais para isso são reformas tributárias progressivas a nível nacional — porque hoje, no Brasil, os mais pobres pagam mais impostos, e benefícios fiscais para grandes empresas poderiam ser revistos —, e o combate à evasão e elisão fiscal, que são problemas globais, cuja solução exige coordenação internacional."

Segundo o coordenador da ISP, o esforço de aumentar a arrecadação se torna ainda mais relevante no mundo pós-pandemia, onde os países enfrentam forte aumento de suas dívidas e déficits fiscais, devido às despesas em resposta ao coronavírus.

No Brasil, o Ministério da Economia estima que o déficit primário (diferença entre a arrecadação e os gastos do governo, sem contar despesas com juros da dívida pública) deve chegar a 12,7% do PIB (Produto Interno Bruto) ou R$ 905,4 bilhões em 2020. Já a dívida bruta deve ir a 96% do PIB este ano, superando os 100% do PIB até 2026.

"Diversos países da América Latina, e também o Brasil, já tinham um problema fiscal muito grave antes", diz Casnati. "A pandemia acelerou a crise, ao obrigar os Estados a gastarem mais. Governos de esquerda e direita tiveram que aumentar o gasto público emergencialmente, ao mesmo tempo em que a arrecadação caiu muito."

"O grande debate para todos os países nos próximos anos será como pagar essa conta", avalia.

"Nesse sentido, é fundamental colocar na agenda do dia que grandes corporações e os 0,1% mais ricos utilizam mecanismos legais e ilegais para transferir dinheiro para fora e isso drena recursos do país. Independentemente da ideologia, os políticos deveriam estar preocupados em resgatar esse dinheiro, como forma de que a população pague menos a conta da crise."

A título de comparação, o estudo estima que a perda de arrecadação do Brasil com impostos não pagos por multinacionais e milionários são equivalentes a 20% do orçamento do país destinado à saúde ou ao salário anual de mais de 2 milhões de enfermeiros.

Assim, a Rede de Justiça Fiscal e seus parceiros na elaboração do relatório fazem algumas recomendações para que esse quadro de perda de arrecadação possa ser mitigado.

A primeira delas é que seja introduzido pelos governos um imposto sobre multinacionais que estão obtendo ganhos considerados "excessivos" durante a pandemia, como as gigantes digitais globais.

Uma segunda recomendação é a introdução de um imposto sobre a riqueza para financiar o combate à covid-19 e tratar as desigualdades de longo prazo exacerbadas pela pandemia.

Por fim, as entidades defendem que a discussão sobre um padrão internacional para a tributação de empresas, além de medidas de cooperação e transparência fiscal, devem se dar no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas) e não da OCDE, já que esta entidade reúne apenas os países mais ricos.

Casnati defende ainda que o projeto Beps de combate à erosão da base tributária deveria ser ampliado, para que as multinacionais reportem seus dados fiscais não só para seus países-sede, mas também para os países onde suas filiais operam.

Para ele, a declaração de registros financeiros deveria incluir mais empresas, e não somente aquelas com lucros acima de 750 milhões de euros por ano. As multinacionais também deveriam, na sua opinião, ser tributadas como entidades únicas, posto que atualmente muitas têm suas operações internacionais consideradas como entes independentes.

E, por fim, para encerrar a guerra fiscal internacional, o analista avalia que seria desejável a criação de uma taxação mínima para empresas a nível global. "Isso impediria o que acontece hoje, um leilão ao contrário em que quem dá menos [exige menos impostos] ganha e todos os países perdem arrecadação", diz Casnati.

Em junho deste ano, o ICRICT (Comissão Independente para a Reforma da Taxação Internacional de Empresas, em tradução livre) — grupo formado por nomes de peso da economia como o americano Joseph Stiglitz, os franceses Thomas Piketty e Gabriel Zucman, a indiana Jayati Ghosh e o colombiano José Antonio Ocampo — lançou um documento propondo, entre outras medidas, uma taxação mínima global de 25% sobre as companhias para evitar que elas busquem países de menor tributação.

À época, a proposta teve sua viabilidade questionada por alguns especialistas em tributação, diante do pesado esforço multilateral que seria necessário para colocar uma medida do tipo em prática.
A solucao seria tirar ainda mais do setor produtivo?
Esse dinheiro que deixa de ser arrecadado está virando produção? Ou está saindo do país, indo pra bolso de gente que não devia, e nunca mais voltando a quem o produziu, os trabalhadores?
"Pode não ser essa mulher o que te falta
Pode não ser esse calor o que faz mal
Pode não ser essa gravata o que sufoca
Ou essa falta de dinheiro que é fatal"

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Ysell » 21 Nov 2020, 11:06

viradaeamor escreveu:
21 Nov 2020, 10:01
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 15:49
viradaeamor escreveu:
20 Nov 2020, 15:41


Poderíamos ter uma por ano. Vejamos o que rolará com o sistema tributário.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55011017

Brasil perde 'uma reforma da Previdência' por ano em impostos não pagos por milionários e empresas
O Brasil deixa de arrecadar por ano em impostos não pagos por multinacionais e milionários o equivalente à economia média anual esperada pelo governo com a reforma da Previdência, aponta estudo inédito divulgado na quinta-feira (19/11) pela Rede de Justiça Fiscal (Tax Justice Network).

Segundo o levantamento, são US$ 14,9 bilhões (cerca de R$ 79 bilhões ao câmbio atual) em impostos que deixam de ser recolhidos pelo país por ano. A economia estimada pelo governo com a reforma da Previdência é de R$ 800,3 bilhões em uma década, o que resulta em uma média anual de R$ 80 bilhões.

Esse valor faz do Brasil o quinto país do mundo que mais perde impostos devido à elisão (uso de manobras lícitas para evitar o pagamento de taxas, impostos e outros tributos) e evasão fiscal por multinacionais e pessoas ricas, atrás apenas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França, conforme o estudo.

Em todo o mundo, são US$ 427 bilhões (R$ 2,3 trilhões) em impostos perdidos, sendo US$ 245 bilhões devido à transferência legal ou ilegal de lucros de multinacionais para paraísos fiscais e US$ 182 bilhões não pagos por milionários que escondem ativos e rendimentos não declarados no exterior.

Os dados fazem parte da primeira edição do relatório "Estado Atual da Justiça Fiscal", que passará a ser divulgado anualmente.

O estudo foi possível pois, pela primeira vez, em julho deste ano, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) disponibilizou ao público os dados dos chamados relatórios país a país, colhidos pela entidade nos últimos cinco anos como parte da iniciativa Beps (Erosão da base tributária e transferência de lucros tributáveis, na sigla em inglês).

Nesses relatórios, todos as multinacionais com sedes em países da OCDE e lucro acima de 750 milhões de euros (R$ 4,7 bilhões) por ano são obrigadas a reportar seus registros financeiros, com dados para cada país em que a empresa atua.

"É evidente que existe um problema de desequilíbrio das contas públicas no Brasil e um ajuste fiscal precisa ser feito, mas as propostas sempre focam no lado do corte de despesas", afirma Gabriel Casnati, coordenador de projetos internacionais da ISP (Internacional de Serviços Públicos), entidade parceira da Rede de Justiça Fiscal na realização do estudo.

"O que os dados mostram é que há espaço para se pensar o ajuste através de melhorias na arrecadação", diz Casnati.

"Os dois eixos principais para isso são reformas tributárias progressivas a nível nacional — porque hoje, no Brasil, os mais pobres pagam mais impostos, e benefícios fiscais para grandes empresas poderiam ser revistos —, e o combate à evasão e elisão fiscal, que são problemas globais, cuja solução exige coordenação internacional."

Segundo o coordenador da ISP, o esforço de aumentar a arrecadação se torna ainda mais relevante no mundo pós-pandemia, onde os países enfrentam forte aumento de suas dívidas e déficits fiscais, devido às despesas em resposta ao coronavírus.

No Brasil, o Ministério da Economia estima que o déficit primário (diferença entre a arrecadação e os gastos do governo, sem contar despesas com juros da dívida pública) deve chegar a 12,7% do PIB (Produto Interno Bruto) ou R$ 905,4 bilhões em 2020. Já a dívida bruta deve ir a 96% do PIB este ano, superando os 100% do PIB até 2026.

"Diversos países da América Latina, e também o Brasil, já tinham um problema fiscal muito grave antes", diz Casnati. "A pandemia acelerou a crise, ao obrigar os Estados a gastarem mais. Governos de esquerda e direita tiveram que aumentar o gasto público emergencialmente, ao mesmo tempo em que a arrecadação caiu muito."

"O grande debate para todos os países nos próximos anos será como pagar essa conta", avalia.

"Nesse sentido, é fundamental colocar na agenda do dia que grandes corporações e os 0,1% mais ricos utilizam mecanismos legais e ilegais para transferir dinheiro para fora e isso drena recursos do país. Independentemente da ideologia, os políticos deveriam estar preocupados em resgatar esse dinheiro, como forma de que a população pague menos a conta da crise."

A título de comparação, o estudo estima que a perda de arrecadação do Brasil com impostos não pagos por multinacionais e milionários são equivalentes a 20% do orçamento do país destinado à saúde ou ao salário anual de mais de 2 milhões de enfermeiros.

Assim, a Rede de Justiça Fiscal e seus parceiros na elaboração do relatório fazem algumas recomendações para que esse quadro de perda de arrecadação possa ser mitigado.

A primeira delas é que seja introduzido pelos governos um imposto sobre multinacionais que estão obtendo ganhos considerados "excessivos" durante a pandemia, como as gigantes digitais globais.

Uma segunda recomendação é a introdução de um imposto sobre a riqueza para financiar o combate à covid-19 e tratar as desigualdades de longo prazo exacerbadas pela pandemia.

Por fim, as entidades defendem que a discussão sobre um padrão internacional para a tributação de empresas, além de medidas de cooperação e transparência fiscal, devem se dar no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas) e não da OCDE, já que esta entidade reúne apenas os países mais ricos.

Casnati defende ainda que o projeto Beps de combate à erosão da base tributária deveria ser ampliado, para que as multinacionais reportem seus dados fiscais não só para seus países-sede, mas também para os países onde suas filiais operam.

Para ele, a declaração de registros financeiros deveria incluir mais empresas, e não somente aquelas com lucros acima de 750 milhões de euros por ano. As multinacionais também deveriam, na sua opinião, ser tributadas como entidades únicas, posto que atualmente muitas têm suas operações internacionais consideradas como entes independentes.

E, por fim, para encerrar a guerra fiscal internacional, o analista avalia que seria desejável a criação de uma taxação mínima para empresas a nível global. "Isso impediria o que acontece hoje, um leilão ao contrário em que quem dá menos [exige menos impostos] ganha e todos os países perdem arrecadação", diz Casnati.

Em junho deste ano, o ICRICT (Comissão Independente para a Reforma da Taxação Internacional de Empresas, em tradução livre) — grupo formado por nomes de peso da economia como o americano Joseph Stiglitz, os franceses Thomas Piketty e Gabriel Zucman, a indiana Jayati Ghosh e o colombiano José Antonio Ocampo — lançou um documento propondo, entre outras medidas, uma taxação mínima global de 25% sobre as companhias para evitar que elas busquem países de menor tributação.

À época, a proposta teve sua viabilidade questionada por alguns especialistas em tributação, diante do pesado esforço multilateral que seria necessário para colocar uma medida do tipo em prática.
A solucao seria tirar ainda mais do setor produtivo?
Esse dinheiro que deixa de ser arrecadado está virando produção? Ou está saindo do país, indo pra bolso de gente que não devia, e nunca mais voltando a quem o produziu, os trabalhadores?
Só acho que não deveria colocar a elisão na mesma conta da evasão. O Estado não deixa de arrecadar nada com a elisão.

A verdade é que o Estado brasileiro cobra muito e cobra mal. De eria é aumentar o IRPF e baixar o IRPJ. Se alguém se utilizar de PJ para desfrutar de vantagens pessoais: confusão patrimonial e multa pesada.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por viradaeamor » 21 Nov 2020, 11:49

Ysell escreveu:
21 Nov 2020, 11:06
viradaeamor escreveu:
21 Nov 2020, 10:01
Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 15:49


A solucao seria tirar ainda mais do setor produtivo?
Esse dinheiro que deixa de ser arrecadado está virando produção? Ou está saindo do país, indo pra bolso de gente que não devia, e nunca mais voltando a quem o produziu, os trabalhadores?
Só acho que não deveria colocar a elisão na mesma conta da evasão. O Estado não deixa de arrecadar nada com a elisão.

A verdade é que o Estado brasileiro cobra muito e cobra mal. De eria é aumentar o IRPF e baixar o IRPJ. Se alguém se utilizar de PJ para desfrutar de vantagens pessoais: confusão patrimonial e multa pesada.
De fato, e não coloco. Mas esse tipo de coisa poderia ser considerada quando for feita a reforma tributária.

O ponto mais importante daquela matéria não é nenhuma novidade, e é o que o vigo muito bem destacou: Os pobres pagam mais impostos do que os ricos da maneira que é feita como é hoje. E o Estado deixa de retornar aos produtores (ou seja, os trabalhadores) parte merecida por eles dos dividendos gerados para os ricos.
"Pode não ser essa mulher o que te falta
Pode não ser esse calor o que faz mal
Pode não ser essa gravata o que sufoca
Ou essa falta de dinheiro que é fatal"

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por luizito1985 » 21 Nov 2020, 12:56

viradaeamor escreveu:
19 Nov 2020, 22:07
Não sei se o tópico apropriado é esse ou o Política Internacional, mas...

https://www.jb.com.br/pais/politica/202 ... a-onu.html

Ônus moral e Conselho de Segurança: quais são as consequências da inadimplência do Brasil na ONU?
O Brasil corre o risco de perder o direito de voto em todas as instâncias da Organização das Nações Unidas (ONU), a partir de janeiro, se não pagar pelo menos US$ 113,5 milhões (R$ 608,7 milhões) até o dia 31 de dezembro


Para Fausto Godoy, ex-embaixador e professor de Relações Internacionais, a inadimplência do Brasil com a ONU faz mal para a imagem do país. "Antes de tudo existe esse ônus moral que significa ser inadimplente de uma organização internacional como a ONU".

Para Godoy, a dívida pode gerar dúvidas inclusive de outros países sobre a situação econômica brasileira.

"A questão é o que essa imagem transmite para a própria ONU e também para os demais membros da ONU. Só o fato de ficar inadimplente já é um sinal de eventual desinteresse ou falta de meios para poder cumprir [a dívida]", explicou, em entrevista à agência de notícias Sputnik Brasil.

O pagamento dos US$ 113,5 milhões (R$ 608,7 milhões) não quitaria toda a dívida acumulada pelo governo brasileiro, que chega a US$ 386 milhões (R$ 2.07 bilhões) e inclui contribuições orçamentárias para missões de paz, mas é a quantia mínima para evitar punição.

Quando a dívida acumulada supera o valor total das contribuições devidas nos dois anos anteriores, perde-se o direito de votar.

Para Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM/SP), a dívida do Brasil não representa um valor significativo do Produto Interno Bruto (PIB) do país e que, por isso, o governo brasileiro deveria se esforçar para pagar parte do valor ainda este ano.

"É incompreensível para o Brasil, com as perspectivas de projetar seu poder econômico como a economia brasileira, ficar com uma imagem manchada por uma dívida que é bastante pequena em relação ao PIB do país", afirmou.

Três países estouraram o limite da dívida acumulada: São Tomé e Príncipe, Somália e Ilhas Comores, mas todos, no entanto, entraram com pedido de perdão na própria ONU. Trevisan citou esses países para dizer que o Brasil deveria pagar a ONU para evitar ficar isolado no cenário internacional.

"Sem dúvida alguma prejudicaria o Brasil em todas as negociações internacionais. Observe que países como São Tomé e Príncipe, Somália e Ilhas Comores fizeram o possível e o impossível para o perdão de suas pequenas dívidas de contribuição exatamente para não perderem espaço no cenário internacional", destacou.

Dívida deixa 'fragilizado' desejo de ocupar cadeira no Conselho de Segurança
Outro ponto destacado por Trevisan é o desejo antigo brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

"A perda de voz na Assembleia da ONU, a perda de voz nos Conselhos da ONU, deixaria especialmente fragilizada a nossa pretensão de ocupar o espaço de membro permanente no Conselho de Segurança", afirmou.

Ao fazer uma análise sobre o momento atual da diplomacia brasileira, Fausto Godoy se mostrou preocupado com a priorização de "pautas ideológicas" por parte do atual governo. "O que falta nesse momento na diplomacia brasileira é o menor foco nas questões ideológicas e mais foco no que é o interesse perene do Brasil", alertou.

Já Trevisan foi enfático e completou o raciocínio dizendo que "as pretensões geopolíticas" brasileiras ficam prejudicadas com a falta de pagamento da dívida.

"Inadimplentes não projetam poder e são frágeis politicamente e economicamente. As pretensões geopolíticas brasileiras estão diretamente atingidas por essa dívida", completou.(com agência Sputnik Brasil)


---


Eu lembro que canso rápido demais das discussões ideológicas pela internet... Então trazer coisa que não é só "nós contra eles" é importante.
O trecho em evidência é uma constatação que nós impede de sermos um dos protagonistas no cenário mundial, enquanto discutimos questões ideológicas inclusive inserindo as mesmas em pautas do STF as nações que almejam proeminência em geopolítica suprimiram seus debates internos e focaram na perspectiva de poderio econômico e bélico, fica o exemplo, que país nós queremos ser daqui há 20, 30 anos.
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Ysell » 21 Nov 2020, 13:25

viradaeamor escreveu:
21 Nov 2020, 11:49
Ysell escreveu:
21 Nov 2020, 11:06
viradaeamor escreveu:
21 Nov 2020, 10:01


Esse dinheiro que deixa de ser arrecadado está virando produção? Ou está saindo do país, indo pra bolso de gente que não devia, e nunca mais voltando a quem o produziu, os trabalhadores?
Só acho que não deveria colocar a elisão na mesma conta da evasão. O Estado não deixa de arrecadar nada com a elisão.

A verdade é que o Estado brasileiro cobra muito e cobra mal. De eria é aumentar o IRPF e baixar o IRPJ. Se alguém se utilizar de PJ para desfrutar de vantagens pessoais: confusão patrimonial e multa pesada.
De fato, e não coloco. Mas esse tipo de coisa poderia ser considerada quando for feita a reforma tributária.

O ponto mais importante daquela matéria não é nenhuma novidade, e é o que o vigo muito bem destacou: Os pobres pagam mais impostos do que os ricos da maneira que é feita como é hoje. E o Estado deixa de retornar aos produtores (ou seja, os trabalhadores) parte merecida por eles dos dividendos gerados para os ricos.
A reforma tributária do jeito que está sendo proposta pelo governo é uma piada de muito mau gosto. Não vi em momento algum o bosta do presidente propor uma reforma que dê maior autonomia financeira para os entes federativos. Como é hoje a União fica com a arrecadação e Estados e Municípios ficam com as obrigações. Enquanto for assim vai hávsr guerra de ICMS e ISS.

O foco primeiro tem que ser o reajuste da tabela do IR. Só que essa proposta não vai sair nunca de um projeto da Direita, assim como eles tbm não tem proposta nenhuma para resolver o problema de habitação no país.

Vc percebe que a pauta da "direita" é ridícula quando vê que a discussão deles se resume a combater ideologia de gênero e armar uma população que 20% dela não tem onde morar, 36% se encontra em insegurança alimentar e 50% não tem coleta de esgoto, fora os milhões que não têm energia elétrica. Quando se toca nesse assunto se resumem a dizer que deveria privatizar tudo para o Brasil virar o paraíso...

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por viradaeamor » 21 Nov 2020, 13:41

rafael.pereira escreveu:
20 Nov 2020, 22:02
Uma mulher negra desesperada para apagar o fogo porque sabe que se tudo for devastado, ela ficará sem emprego.

Vândalos que dizem lutar pelos negros causando dor em quem eles dizem defender.

São vermes da pior espécie. Do mesmo nivel dos seguranças assassinos. É o chamado ódio do bem desses canalhas hipócritas.

Imagem
Felizmente ela está viva.

Eu acho vandalismo sempre ruim, e não leva a nada. Inclusive esse na foto é injustificado. Mas, Rafael, o que te revolta mais? A morte de um ser humano ou a depredação de um mercado?
Editado pela última vez por viradaeamor em 21 Nov 2020, 13:44, em um total de 1 vez.
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por viradaeamor » 21 Nov 2020, 13:43

luizito1985 escreveu:
21 Nov 2020, 12:56
viradaeamor escreveu:
19 Nov 2020, 22:07
Não sei se o tópico apropriado é esse ou o Política Internacional, mas...

https://www.jb.com.br/pais/politica/202 ... a-onu.html

Ônus moral e Conselho de Segurança: quais são as consequências da inadimplência do Brasil na ONU?
O Brasil corre o risco de perder o direito de voto em todas as instâncias da Organização das Nações Unidas (ONU), a partir de janeiro, se não pagar pelo menos US$ 113,5 milhões (R$ 608,7 milhões) até o dia 31 de dezembro


Para Fausto Godoy, ex-embaixador e professor de Relações Internacionais, a inadimplência do Brasil com a ONU faz mal para a imagem do país. "Antes de tudo existe esse ônus moral que significa ser inadimplente de uma organização internacional como a ONU".

Para Godoy, a dívida pode gerar dúvidas inclusive de outros países sobre a situação econômica brasileira.

"A questão é o que essa imagem transmite para a própria ONU e também para os demais membros da ONU. Só o fato de ficar inadimplente já é um sinal de eventual desinteresse ou falta de meios para poder cumprir [a dívida]", explicou, em entrevista à agência de notícias Sputnik Brasil.

O pagamento dos US$ 113,5 milhões (R$ 608,7 milhões) não quitaria toda a dívida acumulada pelo governo brasileiro, que chega a US$ 386 milhões (R$ 2.07 bilhões) e inclui contribuições orçamentárias para missões de paz, mas é a quantia mínima para evitar punição.

Quando a dívida acumulada supera o valor total das contribuições devidas nos dois anos anteriores, perde-se o direito de votar.

Para Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM/SP), a dívida do Brasil não representa um valor significativo do Produto Interno Bruto (PIB) do país e que, por isso, o governo brasileiro deveria se esforçar para pagar parte do valor ainda este ano.

"É incompreensível para o Brasil, com as perspectivas de projetar seu poder econômico como a economia brasileira, ficar com uma imagem manchada por uma dívida que é bastante pequena em relação ao PIB do país", afirmou.

Três países estouraram o limite da dívida acumulada: São Tomé e Príncipe, Somália e Ilhas Comores, mas todos, no entanto, entraram com pedido de perdão na própria ONU. Trevisan citou esses países para dizer que o Brasil deveria pagar a ONU para evitar ficar isolado no cenário internacional.

"Sem dúvida alguma prejudicaria o Brasil em todas as negociações internacionais. Observe que países como São Tomé e Príncipe, Somália e Ilhas Comores fizeram o possível e o impossível para o perdão de suas pequenas dívidas de contribuição exatamente para não perderem espaço no cenário internacional", destacou.

Dívida deixa 'fragilizado' desejo de ocupar cadeira no Conselho de Segurança
Outro ponto destacado por Trevisan é o desejo antigo brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

"A perda de voz na Assembleia da ONU, a perda de voz nos Conselhos da ONU, deixaria especialmente fragilizada a nossa pretensão de ocupar o espaço de membro permanente no Conselho de Segurança", afirmou.

Ao fazer uma análise sobre o momento atual da diplomacia brasileira, Fausto Godoy se mostrou preocupado com a priorização de "pautas ideológicas" por parte do atual governo. "O que falta nesse momento na diplomacia brasileira é o menor foco nas questões ideológicas e mais foco no que é o interesse perene do Brasil", alertou.

Já Trevisan foi enfático e completou o raciocínio dizendo que "as pretensões geopolíticas" brasileiras ficam prejudicadas com a falta de pagamento da dívida.

"Inadimplentes não projetam poder e são frágeis politicamente e economicamente. As pretensões geopolíticas brasileiras estão diretamente atingidas por essa dívida", completou.(com agência Sputnik Brasil)


---


Eu lembro que canso rápido demais das discussões ideológicas pela internet... Então trazer coisa que não é só "nós contra eles" é importante.
O trecho em evidência é uma constatação que nós impede de sermos um dos protagonistas no cenário mundial, enquanto discutimos questões ideológicas inclusive inserindo as mesmas em pautas do STF as nações que almejam proeminência em geopolítica suprimiram seus debates internos e focaram na perspectiva de poderio econômico e bélico, fica o exemplo, que país nós queremos ser daqui há 20, 30 anos.
Com relação a isso não posso culpar a direita. Quem trouxe a discussão ideológica para a política e a faz parar no STF, ignorando as casas parlamentares, foi a esquerda identitária.
"Pode não ser essa mulher o que te falta
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por viradaeamor » 21 Nov 2020, 13:57

Feioso escreveu:
20 Nov 2020, 18:57
Ronan escreveu:
20 Nov 2020, 18:36
Conde de Vidigueira escreveu:
20 Nov 2020, 16:39
"Para mim, no Brasil, não existe racismo. É uma coisa que querem importar"
MOURÃO, Hamilton, 2020.
Esse aí compete com o Bolsonaro pra ver quem fala mais idiotices por dia.
Que momento, meu Deus.
Justica seja feita, Bolsonaro fala muito, mas muito mais merda que o Mourao.
Não tem nem comparação. Mourão falando merda é até meio que uma surpresa (a não ser quando se trata de defender a ditadura de 64, que pra qualquer general não é surpresa).

Mas na frase "Para mim, no Brasil, não existe racismo. É uma coisa que querem importar", metade está errada, metade está certa. O racismo existe aqui desde que o Brasil existe, e hoje em dia não mudou. Por outro lado, eu vejo um pouco dessa importação do racismo acontecendo também hoje. Não tínhamos figuras públicas dando declarações racistas tão abertamente e saindo ilesas disso nas outras décadas. Hoje tem sempre um grupinho que defende. Também não se via o racismo no estilo KKK como vimos em 2018. As pessoas eram racistas sem saber, sem pensar. Eu acho que a polarização alimenta o racismo e a tensão racial. Não que o racismo tenha sido problema menor em algum momento, pois sempre estava ali, no detalhe, na estrutura. Mas agora sinto que está se tornando mais aceitado por alguns, como reverberação do que acontece nos EUA.
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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por rafael.pereira » 21 Nov 2020, 14:37

viradaeamor escreveu:
21 Nov 2020, 13:41
rafael.pereira escreveu:
20 Nov 2020, 22:02
Uma mulher negra desesperada para apagar o fogo porque sabe que se tudo for devastado, ela ficará sem emprego.

Vândalos que dizem lutar pelos negros causando dor em quem eles dizem defender.

São vermes da pior espécie. Do mesmo nivel dos seguranças assassinos. É o chamado ódio do bem desses canalhas hipócritas.

Imagem
Felizmente ela está viva.

Eu acho vandalismo sempre ruim, e não leva a nada. Inclusive esse na foto é injustificado. Mas, Rafael, o que te revolta mais? A morte de um ser humano ou a depredação de um mercado?
É óbvio que a vida será sempre mais importante (embora muitos esquerdopatas aqui ignoram a importância da vida quando se trata de aborto).

Os seguranças devem pagar muito caro pela atrocidade que fizeram, mas não vou aceitar politização de movimentos de terroristas de esquerda levando o ódio e destruindo a vida de outros, tal como essa mulher que parece visivelmente desesperada para manter o seu emprego em um momento de crise financeira mundial.

Se hoje a criminalidade e impunidade é alta levando pessoas a não medirem seus atos por falta de resposta do "Estado", bota na conta dos políticos que fazem leis brandas e do judiciário que solta milhares de criminosos sob argumentos imbecis que visa o desencarceramento.

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Re: POLÍTICA NACIONAL XVIII

Mensagem por Conde de Vidigueira » 21 Nov 2020, 14:41

rafael.pereira escreveu:
21 Nov 2020, 14:37
viradaeamor escreveu:
21 Nov 2020, 13:41
rafael.pereira escreveu:
20 Nov 2020, 22:02
Uma mulher negra desesperada para apagar o fogo porque sabe que se tudo for devastado, ela ficará sem emprego.

Vândalos que dizem lutar pelos negros causando dor em quem eles dizem defender.

São vermes da pior espécie. Do mesmo nivel dos seguranças assassinos. É o chamado ódio do bem desses canalhas hipócritas.

Imagem
Felizmente ela está viva.

Eu acho vandalismo sempre ruim, e não leva a nada. Inclusive esse na foto é injustificado. Mas, Rafael, o que te revolta mais? A morte de um ser humano ou a depredação de um mercado?
É óbvio que a vida será sempre mais importante (embora muitos esquerdopatas aqui ignoram a importância da vida quando se trata de aborto).

Os seguranças devem pagar muito caro pela atrocidade que fizeram, mas não vou aceitar politização de movimentos de terroristas de esquerda levando o ódio e destruindo a vida de outros, tal como essa mulher que parece visivelmente desesperada para manter o seu emprego em um momento de crise financeira mundial.

Se hoje a criminalidade e impunidade é alta levando pessoas a não medirem seus atos por falta de resposta do "Estado", bota na conta dos políticos que fazem leis brandas e do judiciário que solta milhares de criminosos sob argumentos imbecis que visa o desencarceramento.
Vai aceitar, sim! Não vai fazer porra nenhuma, só ficar na internet falando merda, como sempre faz.

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