CORONAVÍRUS (COVID-19)

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natanaelfm
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por natanaelfm » 18 Abr 2020, 22:25

Iai pessoal algo de novo? tudo na mesma!

A novidade é que o novo ministro parece com o “Tropeço, o mordomo da Família Adams".

E a gente como estamos? Batendo frigideira com colher no fds...

lkkkk

Passar bem vocês.
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Zdenek
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 18 Abr 2020, 23:07

beto6betao escreveu:
18 Abr 2020, 22:22
Zdenek escreveu:
18 Abr 2020, 18:40
Saiu o tão esperado estudo da Prevent Senior

Nem na época de faculdade eu fazia um estudo tão ruim.

https://www.dropbox.com/s/5qm58cd4fneec ... l.pdf?dl=0

Tá em pré-print e nem no MedRvix tá ainda. Se eu fosse os pesquisadores, nem mandaria. É tão ridículo que colocaram no DropBox.

O estudo é um lixo, para ser educado.

O estudo não é duplo-cego, não é randomizado.

O estudo visava avaliar se a prescrição empírica de AZT + HCQ reduzia a necessidade de hospitalização.

Para isso eles avaliavam os pacientes com "sintomas gripais" por 2 dias ou mais pela equipe de telemedicina ou no setor de emergência. Aqueles que não necessitavam de internação ou contra-indicações, eram convidados a participar do estudo.

O exame por swab NÃO ERA OBRIGATÓRIO e os exames de imagens ficavam a critério da equipe médica. (1)

Todos os pacientes eram da Prevent Senior.

Critérios de inclusão: 18 anos ou mais, sintomas gripais por 3 dias ou mais com DIAGNÓSTICO PROVÁVEL de Covid-19 e sem necessidade de hospitalização. (2)

Critérios de exclusão: Retinopatia severa, doença hepática severa, miastenia gravis, alargamento de QT, gravidez, insuficiência renal grave.

Protocolo: 800 mg de HCQ no primeiro dia e 400mg pelos próximos 6 dias e 500 mg de AZT por 5 dias, uma vez ao dia.

Desenho do estudo: Pacientes com sintomas gripais sem necessidade de hospitalização foram acompanhados pela equipe de telemedicina do provedora. Os pacientes foram informados sobre os efeitos das medicações, sobre a falta de evidência do uso e dos possíveis efeitos colaterais. O TCLE foi assinado online ou presencialmente em caso de avaliação presencial. Os medicamentos foram entregues em casa por quem aceitou participar (3)

Os pacientes foram acompanhados diariamente por 5 dias e 2 vezes ao dia até o décimo quarto dia de início de sintomas.

Foi definido como grupo controle quem não aceitou participar do estudo (!!!) (4)

Resultados: Entre 26 de março e 4 de abril, 721 pacientes foram encaminhados ao setor de telemedicina, sendo 85 descartados do estudo por problemas técnicos, como dificuldade de comunicação. 636 foram arrolados ao estudo. 224 recusaram o tratamento e foram para o grupo controle (4). 412 aceitaram o tratamento, assinaram o TCLE e fizeram o protocolo.

A idade média era de 62,5, sendo 400 mulheres. 85 tinham DM2, 168 eram hipertensos, 49 eram obesos e 17 eram fumantes. As características clínicas eram similares entre os grupos, exceto que o grupo de tratamento tinha maior histórico de diabetes e AVE prévio (5)

Os sintomas gripais eram mais prevalentes no grupo intervenção (22% contra 16% do grupo controle). Dispneia, que os autores definem como uma "experiência subjetiva" (6), era mais prevalente no grupo intervenção. Quando comparado, o grupo intervenção teve uma melhora maior na dispneia (13,5% contra 5,8%). Aqui os autores usam o p <0,001.

TC de tórax foi feita em 251 pacientes do grupo intervenção (70,1% mostrando padrões sugestivos de Covid-19) e em 54 (40,7% com padrões sugestivos) no grupo controle.

Não houve efeitos colaterais graves nos pacientes tratados com HCQ + AZT, exceto por 2 que vieram a óbito: Um por sindrome coronariana aguda e um por câncer metastático (7)

No grupo de tratamento 1,9% necessitou de hospitalização enquanto que no grupo controle 5,4%. Uma redução de 3,5%. Aqui os autores adotam p <0,001. (8)

Os autores usam o estudo do Raoult como referência (9).

Conclusão: Tratamento empírico com AZT + HCQ reduz o tempo de hospitalização. (10)

Vamos as análises:

1 - A falta de obrigatoriedade do exame de swab nasal gera um viés enorme ao estudo. "Sintomas gripais" pode englobar muita coisa, como Covid-19, gripe, resfriado, entre outros. O swab teria que ter sido coletado, mesmo que os resultados saíssem após o estudo. Os autores poderiam mandar uma retificação. O critério de "sintoma gripal" fica a critério da equipe, sem um padrão protocolar específico. Em relação as imagens, poderiam ser dispensadas quando necessário, como foram.

2- Os critérios de inclusão foram bem padrão, entretanto, diagnóstico provável gera muitos vieses de confundimento. Se a probabilidade fica apenas no critério clínico e no exame de imagem quando necessário, não há como garantir que todos tinham a Covid-19. Os autores teriam que ter mais cuidado na hora de tratar os possíveis vieses do estudo. Nos critérios de exclusão ele colocam retinopatia grave, miastenia gravis, doença hepática severa, doença renal crônica severa, gravidez e alargamento do QT no ECG (as duas drogas tem como possibilidade causar alargamento de QT, decisão sensata). Os autores entretanto não falam sobre doenças cardíacas e presença de outras arritmias. Inclusive é algo que eu sempre advogo aqui, como vão ficar esses grupos? Já teve gente sugerindo sair dando para todo mundo e ver no que dá.

3- O protocolo de tratamento é heterogêneo em relação a outros descritos. Os pacientes assinaram TCLE. O estudo não descreve como foi feito o controle do tratamento desses pacientes, fala apenas em entrega de medicamentos e follow-up pela equipe de telemedicina. Ele não descreve como. Foi telefone? Foi WhatsApp? Foi Skype? Foi câmera 24h na casa do paciente? Quanto tempo durou cada consulta no follow-up? Por se tratar de um estudo de telemedicina e um ambiente não controlado, não há como prevenir que hajam condutas que possam interferir no estudo. Por exemplo, um paciente no grupo de tratamento pode tomar um anti-viral e não comunicar a equipe ou uma do grupo controle tomar AZT + HCQ e não comunicar. Esse é um viés muito importante a ser considerado.

4- Os pacientes que não aceitaram participar do estudo serem usados como controle é algo absurdo. A disparidade entre os grupos, 412 intervenção x 224 controles, quase o dobro, é algo a se notar. O estudo tem um n de 636, que é relativamente bom. Entretanto, pelo certo, os participantes que não aceitaram a intervenção deveriam ser excluídos. O estudo não é randomizado, isto é, o grupo foi alocado conforme concordância com a participação, não é duplo-cego, médicos sabiam o que estavam dando e pacientes o que estavam recebendo. Isso pode ser fonte de viés, entre eles o efeito placebo.

5- Os autores descrevem as comorbidades prévias do grupo de tratamento. Se usaram os "rejeitantes" como grupo controle, e tinham acesso aos históricos médicos desses pacientes, por que não houve descrição dos mesmos? Eles só descrevem nos anexos. Seria bom descrever no texto.

6- "Experiência subjetiva" para descrição de dispneia é algo muito vago e esquisito para um trabalho científico. Um critério deveria ser estabelecido para dispneia. Existem alguns indícios, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal, posição de ancoragem em casos mais graves cianose de extremidades. Um protocolo poderia ser estabelecido com os pacientes.

7- Os autores cometem uma contradição lógica. Se não houve efeitos adversos, por que houveram mortes? Foi por causa da intervenção? Não foi? A intervenção tornou precoce o desfecho fatal? Retardou? Uma das mortes foi de síndrome coronariana aguda. Os medicamentos podem causar arritmia. Teve influência a intervenção no quadro? Não teve? Como se determinaria isso? O texto deveria sugerir que não houveram efeitos graves, não afirmar.

8- Aqui vem o grande problema do estudo. O resultado. Os autores falam que 1,9% do grupo intervenção e 5,4% do grupo controle evoluíram para hospitalização. O problema: 5,4% de 224 = 12,1, 1,9% de 412 = 7,8. Os autores utilizaram p < 0,001. Isso daria uma leve relevância estatística. Mas muito baixa. Se o p fosse <0,005, já cairia em irrelevância estatística. Essa leve relevância não seria capaz de determinar a conduta por si só.

9 - O estudo do Raoult pode sofrer retraction e tem uma péssima metodologia científica, não deveria ser usado como referência. Como o estudo se iniciou no final de março, dá-se um desconto.

10 - A conclusão é simplesmente ridícula tendo em vista o desenho do estudo. Pelos vieses gerados, pelos resultados observados e pelo texto do estudo, o máximo que dá para concluir é que os autores precisam urgentemente voltar para as aulas de metodologia científica. Parece trabalho escrito por acadêmico bolsista.

Como ainda está no Dropobox (!!!) espero que os autores leiam os comentários que estão fazendo lá e corrijam urgentemente os problemas. A comunidade científica tá caindo de pau.
______________________________________________________

Minhas constatações:

Confesso que muito me frustrei com esse estudo. Está muito, mas muito mal feito. Eles tinham um n bom, possibilidade de controlar melhor o estudo e derraparam feio. Eu realmente esperava um bom resultado, apesar de CQ e HCQ não terem boas respostas contra outros vírus. Eles tinha o principal para uma pesquisa bem feita, verba. Aliás, não só eu, tem muito profissional colega meu desapontado.

Não entendi o porquê da opção pelo Dropbox para divulgação. Parece estar virando moda. Tem "cientista" soltando estudo no YouTube, em blog e afins.

Qualquer um que tenha lido uma vírgula sobre metodologia científica percebe as falhas desse estudo.

Brasileiro precisa aprender a produzir ciência com urgência. Ano passado tive severos problemas pessoais e precisava escrever um TCC para uma especialização. Escrevi em uma semana, nas coxas. Não ficou tão ruim quanto esse estudo. Esse estudo parece trabalho de metodologia científica de acadêmico que precisa entregar no prazo.

Como HCQ + AZT virou uma questão política, graças a fala infeliz de Trump e da postura do pet dele, tanto que eu tenho um fã novo aqui no fórum que vive tentando me atacar me chamando de "estudante de Fisioterapia" porque eu falo mal do 'milton', o resultado vai ser alardeado como a descoberta da nova panaceia. Aliás, é muito comum que quem não sabe ler artigo pule logo para os resultados e tome aquilo como verdade. População leiga, jornalistas, e, pasmem, profissionais de saúde. No hospital o que eu já vi de médico com estudo ruim na mão, é brincadeira.

O estudo conclui exatamente nada. É tão ruim que não pode ser usado como guia. Os autores perderam uma ótima oportunidade com um n desses. Aliás, conclui que a qualidade dos estudos deve ser levada mais a sério.

Tenho severo medo de usarem isso como arma política para definição de políticas públicas de saúde. Se um estudo ruim com um n de 36 já fez estrago, imagina um com 636...

Quando se faz a análise de um estudo, não é para atacar ou defender A ou B. É para se analisar o estudo. Ciência não se importa com sua opinião ou sentimentos. Cresçam.

Por último, metodologia científica deveria ser matéria escolar. É impressionante que nem quem passa por isso nas cadeiras da Universidade consegue, muita das vezes, interpretar um artigo.
Vai aqui uma pergunta de leigo:

São comuns estudos randomizados em se tratando de doenças de evolução tão rápida e grave como a COVID-19, que em duas semanas pode evoluir para a necessidade de entubação e até morte?

É viável encontrar quantidade suficiente de voluntários que aceitem o risco de morte ao participar de um estudo, mesmo sabendo que há chance de sequer se beneficiar com eventual êxito do tratamento?

Adianto que a minha pergunta não tem viés político e não sou dos que acham que a medicação deve ser usada antes que a ciência a considere segura.

Pergunto isso porque minha mãe tem alteração na tireoide (não lembro se hiper ou hipo) e há alguns anos participou de testes de uma nova medicação. O estudo era randomizado. Ela era constantemente monitorada, tanto quanto à evolução da doença, quanto a eventuais efeitos colaterais.

Porém, a alteração na tireoide é uma doença crônica e com o monitoramento regular era possível voltar à medicação anterior, caso os exames mostrassem agravamento.

Porém, no caso da Covid-19, sendo de evolução tão rápida, será que alguém iria querer correr o risco de tomar um placebo? São comuns estudos randomizados nestes casos?
Excelente pergunta. Sem querer massagear ego, mas o pensamento clínico começa por aí, parabéns.

Os estudos randomizados são padrão-ouro, mas em determinados momentos se torna um pouco impraticável. Mas existem sim alguns estudos randomizados nessas situações, às vezes não são concluidos por óbito do paciente.

Em relação ao tratamento com CQ ou HCQ, ou com outro fármaco, a chance de morrer é praticamente igual a de não tomar nada, haja visto a falta de evidências. Achar pacientes seria algo difícil e delicado. Envolve uma série de variáveis.

Não seria recomendado em paciente grave o uso de placebo devido ao elevado risco de morte. A comparação poderia partir de HCQ + AZT versus tratamento tradicional. Até existem estudos randomizados mas geralmente tem falhas.

Recentemente a Fiocruz de Manaus publicou um sobre CQ (ainda está para ser revisado). Eles deram doses de 1200 mg e 450 mg de CQ. Randomizaram mas mantiveram a CQ com o argumento de que não oferecer colocaria os pacientes em risco.

Esse estudo, mesmo com falhas, pode ter estabelecido o teto de uso de CQ.

Agora, esse da Prevent Senior que eu fiz esse textão, eles não tinham desculpa. O estudo ficou uma merda. E era uma expectativa enorme para nós da área da saúde ele. Os pacientes estavam em condição leve, em casa, com suporte em caso de piora, e eles cagaram o estudo todo.
"Eu quero ser lembrado como alguém cuja vida foi útil à humanidade" - Thomas Sankara

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 18 Abr 2020, 23:38

Sobre a necessidade de estudos aprofundados antes da tomada de medidas por políticos que nada entendem de saúde.

https://www.medrxiv.org/content/10.1101 ... 20064295v1

Ainda não foi revisado por pares, logo não serve para tomada de decisões.

PS: Eu vou me basear pelo pdf, mas pus o resumo porque o pdf eu baixei. Recomendo o download.

Nesse estudo chinês os autores conduziram uma revisão sistemática, com meta-análise, o que há de mais "forte" em ciência, sobre riscos e benefícios os uso de CQ e HCQ em infecções virais.

Eles rodaram algumas bases de dados, sendo elas: PubMed, EMBASE, Cochrane Central, Web of Science, Clinical Trials
Registries, CNKI, Wanfang Data, CQVIP, and Preprint Servers. (Tem algumas bases chinesas nesse meio campo, então verificar veracidade de informações é complicado) procurando ensaios clínicos randomizados, os RCT. eles buscavam examinar a eficácia e segurança de CQ e HCQ contra infecções virais. Procuraram também observar os riscos relativos comparados com placebo e prevalência de efeitos adversos.

Foram incluidos 11 RCT com um n total de 2613 adultos. A carga viral plasmática e melhora dos sintomas não foi estatisticamente diferente. A avaliação da eficácia foi muito heterogênea. CQ e HCQ tinha maior chance de desenvolver sintomas adversos leves quando comparados com placebo.

_____________________________

"aiin, você tá politizando e arrumando pretexto para bater no 'milton". Não, estou advogando pela boa ciência, ela salvará vidas.

Alguns pontos: os chineses falam em eficácia heterogênea, algo que se observa em estudos com HCQ e CQ em Covid-19.

Tem problemas como todo estudo chinês, principalmente de redação. Mas apresenta um n considerável.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por beto6betao » 18 Abr 2020, 23:49

beto6betao escreveu:
18 Abr 2020, 22:22
Zdenek escreveu:
18 Abr 2020, 18:40
Saiu o tão esperado estudo da Prevent Senior

Nem na época de faculdade eu fazia um estudo tão ruim.

https://www.dropbox.com/s/5qm58cd4fneec ... l.pdf?dl=0

Tá em pré-print e nem no MedRvix tá ainda. Se eu fosse os pesquisadores, nem mandaria. É tão ridículo que colocaram no DropBox.

O estudo é um lixo, para ser educado.

O estudo não é duplo-cego, não é randomizado.

O estudo visava avaliar se a prescrição empírica de AZT + HCQ reduzia a necessidade de hospitalização.

Para isso eles avaliavam os pacientes com "sintomas gripais" por 2 dias ou mais pela equipe de telemedicina ou no setor de emergência. Aqueles que não necessitavam de internação ou contra-indicações, eram convidados a participar do estudo.

O exame por swab NÃO ERA OBRIGATÓRIO e os exames de imagens ficavam a critério da equipe médica. (1)

Todos os pacientes eram da Prevent Senior.

Critérios de inclusão: 18 anos ou mais, sintomas gripais por 3 dias ou mais com DIAGNÓSTICO PROVÁVEL de Covid-19 e sem necessidade de hospitalização. (2)

Critérios de exclusão: Retinopatia severa, doença hepática severa, miastenia gravis, alargamento de QT, gravidez, insuficiência renal grave.

Protocolo: 800 mg de HCQ no primeiro dia e 400mg pelos próximos 6 dias e 500 mg de AZT por 5 dias, uma vez ao dia.

Desenho do estudo: Pacientes com sintomas gripais sem necessidade de hospitalização foram acompanhados pela equipe de telemedicina do provedora. Os pacientes foram informados sobre os efeitos das medicações, sobre a falta de evidência do uso e dos possíveis efeitos colaterais. O TCLE foi assinado online ou presencialmente em caso de avaliação presencial. Os medicamentos foram entregues em casa por quem aceitou participar (3)

Os pacientes foram acompanhados diariamente por 5 dias e 2 vezes ao dia até o décimo quarto dia de início de sintomas.

Foi definido como grupo controle quem não aceitou participar do estudo (!!!) (4)

Resultados: Entre 26 de março e 4 de abril, 721 pacientes foram encaminhados ao setor de telemedicina, sendo 85 descartados do estudo por problemas técnicos, como dificuldade de comunicação. 636 foram arrolados ao estudo. 224 recusaram o tratamento e foram para o grupo controle (4). 412 aceitaram o tratamento, assinaram o TCLE e fizeram o protocolo.

A idade média era de 62,5, sendo 400 mulheres. 85 tinham DM2, 168 eram hipertensos, 49 eram obesos e 17 eram fumantes. As características clínicas eram similares entre os grupos, exceto que o grupo de tratamento tinha maior histórico de diabetes e AVE prévio (5)

Os sintomas gripais eram mais prevalentes no grupo intervenção (22% contra 16% do grupo controle). Dispneia, que os autores definem como uma "experiência subjetiva" (6), era mais prevalente no grupo intervenção. Quando comparado, o grupo intervenção teve uma melhora maior na dispneia (13,5% contra 5,8%). Aqui os autores usam o p <0,001.

TC de tórax foi feita em 251 pacientes do grupo intervenção (70,1% mostrando padrões sugestivos de Covid-19) e em 54 (40,7% com padrões sugestivos) no grupo controle.

Não houve efeitos colaterais graves nos pacientes tratados com HCQ + AZT, exceto por 2 que vieram a óbito: Um por sindrome coronariana aguda e um por câncer metastático (7)

No grupo de tratamento 1,9% necessitou de hospitalização enquanto que no grupo controle 5,4%. Uma redução de 3,5%. Aqui os autores adotam p <0,001. (8)

Os autores usam o estudo do Raoult como referência (9).

Conclusão: Tratamento empírico com AZT + HCQ reduz o tempo de hospitalização. (10)

Vamos as análises:

1 - A falta de obrigatoriedade do exame de swab nasal gera um viés enorme ao estudo. "Sintomas gripais" pode englobar muita coisa, como Covid-19, gripe, resfriado, entre outros. O swab teria que ter sido coletado, mesmo que os resultados saíssem após o estudo. Os autores poderiam mandar uma retificação. O critério de "sintoma gripal" fica a critério da equipe, sem um padrão protocolar específico. Em relação as imagens, poderiam ser dispensadas quando necessário, como foram.

2- Os critérios de inclusão foram bem padrão, entretanto, diagnóstico provável gera muitos vieses de confundimento. Se a probabilidade fica apenas no critério clínico e no exame de imagem quando necessário, não há como garantir que todos tinham a Covid-19. Os autores teriam que ter mais cuidado na hora de tratar os possíveis vieses do estudo. Nos critérios de exclusão ele colocam retinopatia grave, miastenia gravis, doença hepática severa, doença renal crônica severa, gravidez e alargamento do QT no ECG (as duas drogas tem como possibilidade causar alargamento de QT, decisão sensata). Os autores entretanto não falam sobre doenças cardíacas e presença de outras arritmias. Inclusive é algo que eu sempre advogo aqui, como vão ficar esses grupos? Já teve gente sugerindo sair dando para todo mundo e ver no que dá.

3- O protocolo de tratamento é heterogêneo em relação a outros descritos. Os pacientes assinaram TCLE. O estudo não descreve como foi feito o controle do tratamento desses pacientes, fala apenas em entrega de medicamentos e follow-up pela equipe de telemedicina. Ele não descreve como. Foi telefone? Foi WhatsApp? Foi Skype? Foi câmera 24h na casa do paciente? Quanto tempo durou cada consulta no follow-up? Por se tratar de um estudo de telemedicina e um ambiente não controlado, não há como prevenir que hajam condutas que possam interferir no estudo. Por exemplo, um paciente no grupo de tratamento pode tomar um anti-viral e não comunicar a equipe ou uma do grupo controle tomar AZT + HCQ e não comunicar. Esse é um viés muito importante a ser considerado.

4- Os pacientes que não aceitaram participar do estudo serem usados como controle é algo absurdo. A disparidade entre os grupos, 412 intervenção x 224 controles, quase o dobro, é algo a se notar. O estudo tem um n de 636, que é relativamente bom. Entretanto, pelo certo, os participantes que não aceitaram a intervenção deveriam ser excluídos. O estudo não é randomizado, isto é, o grupo foi alocado conforme concordância com a participação, não é duplo-cego, médicos sabiam o que estavam dando e pacientes o que estavam recebendo. Isso pode ser fonte de viés, entre eles o efeito placebo.

5- Os autores descrevem as comorbidades prévias do grupo de tratamento. Se usaram os "rejeitantes" como grupo controle, e tinham acesso aos históricos médicos desses pacientes, por que não houve descrição dos mesmos? Eles só descrevem nos anexos. Seria bom descrever no texto.

6- "Experiência subjetiva" para descrição de dispneia é algo muito vago e esquisito para um trabalho científico. Um critério deveria ser estabelecido para dispneia. Existem alguns indícios, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal, posição de ancoragem em casos mais graves cianose de extremidades. Um protocolo poderia ser estabelecido com os pacientes.

7- Os autores cometem uma contradição lógica. Se não houve efeitos adversos, por que houveram mortes? Foi por causa da intervenção? Não foi? A intervenção tornou precoce o desfecho fatal? Retardou? Uma das mortes foi de síndrome coronariana aguda. Os medicamentos podem causar arritmia. Teve influência a intervenção no quadro? Não teve? Como se determinaria isso? O texto deveria sugerir que não houveram efeitos graves, não afirmar.

8- Aqui vem o grande problema do estudo. O resultado. Os autores falam que 1,9% do grupo intervenção e 5,4% do grupo controle evoluíram para hospitalização. O problema: 5,4% de 224 = 12,1, 1,9% de 412 = 7,8. Os autores utilizaram p < 0,001. Isso daria uma leve relevância estatística. Mas muito baixa. Se o p fosse <0,005, já cairia em irrelevância estatística. Essa leve relevância não seria capaz de determinar a conduta por si só.

9 - O estudo do Raoult pode sofrer retraction e tem uma péssima metodologia científica, não deveria ser usado como referência. Como o estudo se iniciou no final de março, dá-se um desconto.

10 - A conclusão é simplesmente ridícula tendo em vista o desenho do estudo. Pelos vieses gerados, pelos resultados observados e pelo texto do estudo, o máximo que dá para concluir é que os autores precisam urgentemente voltar para as aulas de metodologia científica. Parece trabalho escrito por acadêmico bolsista.

Como ainda está no Dropobox (!!!) espero que os autores leiam os comentários que estão fazendo lá e corrijam urgentemente os problemas. A comunidade científica tá caindo de pau.
______________________________________________________

Minhas constatações:

Confesso que muito me frustrei com esse estudo. Está muito, mas muito mal feito. Eles tinham um n bom, possibilidade de controlar melhor o estudo e derraparam feio. Eu realmente esperava um bom resultado, apesar de CQ e HCQ não terem boas respostas contra outros vírus. Eles tinha o principal para uma pesquisa bem feita, verba. Aliás, não só eu, tem muito profissional colega meu desapontado.

Não entendi o porquê da opção pelo Dropbox para divulgação. Parece estar virando moda. Tem "cientista" soltando estudo no YouTube, em blog e afins.

Qualquer um que tenha lido uma vírgula sobre metodologia científica percebe as falhas desse estudo.

Brasileiro precisa aprender a produzir ciência com urgência. Ano passado tive severos problemas pessoais e precisava escrever um TCC para uma especialização. Escrevi em uma semana, nas coxas. Não ficou tão ruim quanto esse estudo. Esse estudo parece trabalho de metodologia científica de acadêmico que precisa entregar no prazo.

Como HCQ + AZT virou uma questão política, graças a fala infeliz de Trump e da postura do pet dele, tanto que eu tenho um fã novo aqui no fórum que vive tentando me atacar me chamando de "estudante de Fisioterapia" porque eu falo mal do 'milton', o resultado vai ser alardeado como a descoberta da nova panaceia. Aliás, é muito comum que quem não sabe ler artigo pule logo para os resultados e tome aquilo como verdade. População leiga, jornalistas, e, pasmem, profissionais de saúde. No hospital o que eu já vi de médico com estudo ruim na mão, é brincadeira.

O estudo conclui exatamente nada. É tão ruim que não pode ser usado como guia. Os autores perderam uma ótima oportunidade com um n desses. Aliás, conclui que a qualidade dos estudos deve ser levada mais a sério.

Tenho severo medo de usarem isso como arma política para definição de políticas públicas de saúde. Se um estudo ruim com um n de 36 já fez estrago, imagina um com 636...

Quando se faz a análise de um estudo, não é para atacar ou defender A ou B. É para se analisar o estudo. Ciência não se importa com sua opinião ou sentimentos. Cresçam.

Por último, metodologia científica deveria ser matéria escolar. É impressionante que nem quem passa por isso nas cadeiras da Universidade consegue, muita das vezes, interpretar um artigo.
Vai aqui uma pergunta de leigo:

São comuns estudos randomizados em se tratando de doenças de evolução tão rápida e grave como a COVID-19, que em duas semanas pode evoluir para a necessidade de entubação e até morte?

É viável encontrar quantidade suficiente de voluntários que aceitem o risco de morte ao participar de um estudo, mesmo sabendo que há chance de sequer se beneficiar com eventual êxito do tratamento?

Adianto que a minha pergunta não tem viés político e não sou dos que acham que a medicação deve ser usada antes que a ciência a considere segura.

Pergunto isso porque minha mãe tem alteração na tireoide (não lembro se hiper ou hipo) e há alguns anos participou de testes de uma nova medicação. O estudo era randomizado. Ela era constantemente monitorada, tanto quanto à evolução da doença, quanto a eventuais efeitos colaterais.

Porém, a alteração na tireoide é uma doença crônica e com o monitoramento regular era possível voltar à medicação anterior, caso os exames mostrassem agravamento.

Porém, no caso da Covid-19, sendo de evolução tão rápida, será que alguém iria querer correr o risco de tomar um placebo? São comuns estudos randomizados nestes casos?
Valeu, amigo.

No caso deste estudo da PreventSenior, o que achei mais grave foi não terem testado para COVID-19.

Será que não farão testes de sorologia com os participantes para detectar anticorpos e, com base nos resultados, poderem revisar as conclusões do estudo?

Se não fizerem isso foi mesmo uma boa oportunidade perdida, pois o número de participantes no estudo foi alto.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 19 Abr 2020, 00:57

beto6betao escreveu:
18 Abr 2020, 23:49
beto6betao escreveu:
18 Abr 2020, 22:22
Zdenek escreveu:
18 Abr 2020, 18:40
Saiu o tão esperado estudo da Prevent Senior

Nem na época de faculdade eu fazia um estudo tão ruim.

https://www.dropbox.com/s/5qm58cd4fneec ... l.pdf?dl=0

Tá em pré-print e nem no MedRvix tá ainda. Se eu fosse os pesquisadores, nem mandaria. É tão ridículo que colocaram no DropBox.

O estudo é um lixo, para ser educado.

O estudo não é duplo-cego, não é randomizado.

O estudo visava avaliar se a prescrição empírica de AZT + HCQ reduzia a necessidade de hospitalização.

Para isso eles avaliavam os pacientes com "sintomas gripais" por 2 dias ou mais pela equipe de telemedicina ou no setor de emergência. Aqueles que não necessitavam de internação ou contra-indicações, eram convidados a participar do estudo.

O exame por swab NÃO ERA OBRIGATÓRIO e os exames de imagens ficavam a critério da equipe médica. (1)

Todos os pacientes eram da Prevent Senior.

Critérios de inclusão: 18 anos ou mais, sintomas gripais por 3 dias ou mais com DIAGNÓSTICO PROVÁVEL de Covid-19 e sem necessidade de hospitalização. (2)

Critérios de exclusão: Retinopatia severa, doença hepática severa, miastenia gravis, alargamento de QT, gravidez, insuficiência renal grave.

Protocolo: 800 mg de HCQ no primeiro dia e 400mg pelos próximos 6 dias e 500 mg de AZT por 5 dias, uma vez ao dia.

Desenho do estudo: Pacientes com sintomas gripais sem necessidade de hospitalização foram acompanhados pela equipe de telemedicina do provedora. Os pacientes foram informados sobre os efeitos das medicações, sobre a falta de evidência do uso e dos possíveis efeitos colaterais. O TCLE foi assinado online ou presencialmente em caso de avaliação presencial. Os medicamentos foram entregues em casa por quem aceitou participar (3)

Os pacientes foram acompanhados diariamente por 5 dias e 2 vezes ao dia até o décimo quarto dia de início de sintomas.

Foi definido como grupo controle quem não aceitou participar do estudo (!!!) (4)

Resultados: Entre 26 de março e 4 de abril, 721 pacientes foram encaminhados ao setor de telemedicina, sendo 85 descartados do estudo por problemas técnicos, como dificuldade de comunicação. 636 foram arrolados ao estudo. 224 recusaram o tratamento e foram para o grupo controle (4). 412 aceitaram o tratamento, assinaram o TCLE e fizeram o protocolo.

A idade média era de 62,5, sendo 400 mulheres. 85 tinham DM2, 168 eram hipertensos, 49 eram obesos e 17 eram fumantes. As características clínicas eram similares entre os grupos, exceto que o grupo de tratamento tinha maior histórico de diabetes e AVE prévio (5)

Os sintomas gripais eram mais prevalentes no grupo intervenção (22% contra 16% do grupo controle). Dispneia, que os autores definem como uma "experiência subjetiva" (6), era mais prevalente no grupo intervenção. Quando comparado, o grupo intervenção teve uma melhora maior na dispneia (13,5% contra 5,8%). Aqui os autores usam o p <0,001.

TC de tórax foi feita em 251 pacientes do grupo intervenção (70,1% mostrando padrões sugestivos de Covid-19) e em 54 (40,7% com padrões sugestivos) no grupo controle.

Não houve efeitos colaterais graves nos pacientes tratados com HCQ + AZT, exceto por 2 que vieram a óbito: Um por sindrome coronariana aguda e um por câncer metastático (7)

No grupo de tratamento 1,9% necessitou de hospitalização enquanto que no grupo controle 5,4%. Uma redução de 3,5%. Aqui os autores adotam p <0,001. (8)

Os autores usam o estudo do Raoult como referência (9).

Conclusão: Tratamento empírico com AZT + HCQ reduz o tempo de hospitalização. (10)

Vamos as análises:

1 - A falta de obrigatoriedade do exame de swab nasal gera um viés enorme ao estudo. "Sintomas gripais" pode englobar muita coisa, como Covid-19, gripe, resfriado, entre outros. O swab teria que ter sido coletado, mesmo que os resultados saíssem após o estudo. Os autores poderiam mandar uma retificação. O critério de "sintoma gripal" fica a critério da equipe, sem um padrão protocolar específico. Em relação as imagens, poderiam ser dispensadas quando necessário, como foram.

2- Os critérios de inclusão foram bem padrão, entretanto, diagnóstico provável gera muitos vieses de confundimento. Se a probabilidade fica apenas no critério clínico e no exame de imagem quando necessário, não há como garantir que todos tinham a Covid-19. Os autores teriam que ter mais cuidado na hora de tratar os possíveis vieses do estudo. Nos critérios de exclusão ele colocam retinopatia grave, miastenia gravis, doença hepática severa, doença renal crônica severa, gravidez e alargamento do QT no ECG (as duas drogas tem como possibilidade causar alargamento de QT, decisão sensata). Os autores entretanto não falam sobre doenças cardíacas e presença de outras arritmias. Inclusive é algo que eu sempre advogo aqui, como vão ficar esses grupos? Já teve gente sugerindo sair dando para todo mundo e ver no que dá.

3- O protocolo de tratamento é heterogêneo em relação a outros descritos. Os pacientes assinaram TCLE. O estudo não descreve como foi feito o controle do tratamento desses pacientes, fala apenas em entrega de medicamentos e follow-up pela equipe de telemedicina. Ele não descreve como. Foi telefone? Foi WhatsApp? Foi Skype? Foi câmera 24h na casa do paciente? Quanto tempo durou cada consulta no follow-up? Por se tratar de um estudo de telemedicina e um ambiente não controlado, não há como prevenir que hajam condutas que possam interferir no estudo. Por exemplo, um paciente no grupo de tratamento pode tomar um anti-viral e não comunicar a equipe ou uma do grupo controle tomar AZT + HCQ e não comunicar. Esse é um viés muito importante a ser considerado.

4- Os pacientes que não aceitaram participar do estudo serem usados como controle é algo absurdo. A disparidade entre os grupos, 412 intervenção x 224 controles, quase o dobro, é algo a se notar. O estudo tem um n de 636, que é relativamente bom. Entretanto, pelo certo, os participantes que não aceitaram a intervenção deveriam ser excluídos. O estudo não é randomizado, isto é, o grupo foi alocado conforme concordância com a participação, não é duplo-cego, médicos sabiam o que estavam dando e pacientes o que estavam recebendo. Isso pode ser fonte de viés, entre eles o efeito placebo.

5- Os autores descrevem as comorbidades prévias do grupo de tratamento. Se usaram os "rejeitantes" como grupo controle, e tinham acesso aos históricos médicos desses pacientes, por que não houve descrição dos mesmos? Eles só descrevem nos anexos. Seria bom descrever no texto.

6- "Experiência subjetiva" para descrição de dispneia é algo muito vago e esquisito para um trabalho científico. Um critério deveria ser estabelecido para dispneia. Existem alguns indícios, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal, posição de ancoragem em casos mais graves cianose de extremidades. Um protocolo poderia ser estabelecido com os pacientes.

7- Os autores cometem uma contradição lógica. Se não houve efeitos adversos, por que houveram mortes? Foi por causa da intervenção? Não foi? A intervenção tornou precoce o desfecho fatal? Retardou? Uma das mortes foi de síndrome coronariana aguda. Os medicamentos podem causar arritmia. Teve influência a intervenção no quadro? Não teve? Como se determinaria isso? O texto deveria sugerir que não houveram efeitos graves, não afirmar.

8- Aqui vem o grande problema do estudo. O resultado. Os autores falam que 1,9% do grupo intervenção e 5,4% do grupo controle evoluíram para hospitalização. O problema: 5,4% de 224 = 12,1, 1,9% de 412 = 7,8. Os autores utilizaram p < 0,001. Isso daria uma leve relevância estatística. Mas muito baixa. Se o p fosse <0,005, já cairia em irrelevância estatística. Essa leve relevância não seria capaz de determinar a conduta por si só.

9 - O estudo do Raoult pode sofrer retraction e tem uma péssima metodologia científica, não deveria ser usado como referência. Como o estudo se iniciou no final de março, dá-se um desconto.

10 - A conclusão é simplesmente ridícula tendo em vista o desenho do estudo. Pelos vieses gerados, pelos resultados observados e pelo texto do estudo, o máximo que dá para concluir é que os autores precisam urgentemente voltar para as aulas de metodologia científica. Parece trabalho escrito por acadêmico bolsista.

Como ainda está no Dropobox (!!!) espero que os autores leiam os comentários que estão fazendo lá e corrijam urgentemente os problemas. A comunidade científica tá caindo de pau.
______________________________________________________

Minhas constatações:

Confesso que muito me frustrei com esse estudo. Está muito, mas muito mal feito. Eles tinham um n bom, possibilidade de controlar melhor o estudo e derraparam feio. Eu realmente esperava um bom resultado, apesar de CQ e HCQ não terem boas respostas contra outros vírus. Eles tinha o principal para uma pesquisa bem feita, verba. Aliás, não só eu, tem muito profissional colega meu desapontado.

Não entendi o porquê da opção pelo Dropbox para divulgação. Parece estar virando moda. Tem "cientista" soltando estudo no YouTube, em blog e afins.

Qualquer um que tenha lido uma vírgula sobre metodologia científica percebe as falhas desse estudo.

Brasileiro precisa aprender a produzir ciência com urgência. Ano passado tive severos problemas pessoais e precisava escrever um TCC para uma especialização. Escrevi em uma semana, nas coxas. Não ficou tão ruim quanto esse estudo. Esse estudo parece trabalho de metodologia científica de acadêmico que precisa entregar no prazo.

Como HCQ + AZT virou uma questão política, graças a fala infeliz de Trump e da postura do pet dele, tanto que eu tenho um fã novo aqui no fórum que vive tentando me atacar me chamando de "estudante de Fisioterapia" porque eu falo mal do 'milton', o resultado vai ser alardeado como a descoberta da nova panaceia. Aliás, é muito comum que quem não sabe ler artigo pule logo para os resultados e tome aquilo como verdade. População leiga, jornalistas, e, pasmem, profissionais de saúde. No hospital o que eu já vi de médico com estudo ruim na mão, é brincadeira.

O estudo conclui exatamente nada. É tão ruim que não pode ser usado como guia. Os autores perderam uma ótima oportunidade com um n desses. Aliás, conclui que a qualidade dos estudos deve ser levada mais a sério.

Tenho severo medo de usarem isso como arma política para definição de políticas públicas de saúde. Se um estudo ruim com um n de 36 já fez estrago, imagina um com 636...

Quando se faz a análise de um estudo, não é para atacar ou defender A ou B. É para se analisar o estudo. Ciência não se importa com sua opinião ou sentimentos. Cresçam.

Por último, metodologia científica deveria ser matéria escolar. É impressionante que nem quem passa por isso nas cadeiras da Universidade consegue, muita das vezes, interpretar um artigo.
Vai aqui uma pergunta de leigo:

São comuns estudos randomizados em se tratando de doenças de evolução tão rápida e grave como a COVID-19, que em duas semanas pode evoluir para a necessidade de entubação e até morte?

É viável encontrar quantidade suficiente de voluntários que aceitem o risco de morte ao participar de um estudo, mesmo sabendo que há chance de sequer se beneficiar com eventual êxito do tratamento?

Adianto que a minha pergunta não tem viés político e não sou dos que acham que a medicação deve ser usada antes que a ciência a considere segura.

Pergunto isso porque minha mãe tem alteração na tireoide (não lembro se hiper ou hipo) e há alguns anos participou de testes de uma nova medicação. O estudo era randomizado. Ela era constantemente monitorada, tanto quanto à evolução da doença, quanto a eventuais efeitos colaterais.

Porém, a alteração na tireoide é uma doença crônica e com o monitoramento regular era possível voltar à medicação anterior, caso os exames mostrassem agravamento.

Porém, no caso da Covid-19, sendo de evolução tão rápida, será que alguém iria querer correr o risco de tomar um placebo? São comuns estudos randomizados nestes casos?
Valeu, amigo.

No caso deste estudo da PreventSenior, o que achei mais grave foi não terem testado para COVID-19.

Será que não farão testes de sorologia com os participantes para detectar anticorpos e, com base nos resultados, poderem revisar as conclusões do estudo?

Se não fizerem isso foi mesmo uma boa oportunidade perdida, pois o número de participantes no estudo foi alto.
No mesmo estudo acho improvável e não faria sentido.

Eles podem fazem um estudo posterior com testagem de anticorpos, mas mesmo esse estaria sujeito a viés.

Como eles não sabem quem tinha Covid-19 no começo, não teriam como garantir integridade dos dados.

Por exemplo, paciente A participou, mas na verdade tinha gripe, influenza A. Pegou covid 19 depois e se recuperou. Criou anticorpos. Como saber essa informação se o braço primário do estudo foi um lixo?

Infelizmente, a Prevent jogou uma excelente oportunidade na lata do lixo.

Tem outros estudos rolando. o da Fiocruz trouxe alguns dados.

Esse deve ser usado como referência de um péssimo trabalho científico.
"Eu quero ser lembrado como alguém cuja vida foi útil à humanidade" - Thomas Sankara

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VASCORAGEM
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por VASCORAGEM » 20 Abr 2020, 19:08

Texto coerente. Com o nome do médico que escreveu, autoria é fundamental

Por: Dr. Gustavo Mantovani Ruggiero (médico da Beneficência Portuguesa)

"Acho que demorei um pouco pra postar alguma coisa sobre o Corona..
Mas vamos lá. Chegou a hora, não aguento mais ficar quieto.
Desde o começo estou naquele pequeno grupo que acha tudo muito estranho é muito exagerado...
O vírus nunca foi tão “mau” como pintaram... o estrago que fez na Europa e nos EUA foi pela velocidade de propagação dele, não pela sua letalidade ou mortalidade... muita gente doente ao mesmo tempo, a pequena porcentagem de casos graves acabavam sendo um número muito grande, que sobrecarregava o sistema de saúde... esse sempre foi o problema desse vírus...
Então fomos todos pra medidas de restrição social e a tal quarentena horizontal... tarde, pois tivemos o Carnaval aqui já com 6 casos confirmados... imaginem os não confirmados e os contatos que eles fizeram em 1 semana mais ou menos que estiveram assintomáticos...
Bom, fomos pra quarentena, e no meio de uma verdadeira guerra política, todos contra Bolsonaro... primeiro porque já tem os 10% de ELENAO convictos de sempre na população, e depois por toda a mídia e todos políticos do sistemão antigo serem contra ele... Então percebemos que absolutamente tudo que fosse vinculado ao presidente era combatido, até uma promissora droga, que agora se mostrou muito eficiente entrou na polarização ideológica...
Vimos até renomados médicos falarem mal da tal droga, mas na hora do aperto usarem ela... é um deles ainda fez pior, tentando esconder que usou!!
Vimos depois um estudo científico assassino feito em instituições públicas em Manaus dando este remédio em doses cavalares pra dois grupos de pacientes (um com dose pra cavalo e outro com dose pra elefante) pra concluírem que os efeitos colaterais do remédio eram fatais!! A que ponto chegamos, mataram pessoas como cobaias pra criarem uma narrativa e manchetes em jornais de todo mundo dizendo que a “droga de Trump e Bolsonaro” matava por efeitos colaterais!! Isso sim chega perto do Nazismo que a maioria “zurra” por aí...
Enfim, a cada dia , a cada semana ficou claro pra mim que não dava pra confiar nem aproveitar uma palavra do que saía da mídia impressa, falada ou televisiva (exceto nas ilhas de lucidez do comentarista Caio Coppola na CNN), e que deveria buscar informações, como sempre, em blogs, grupos de WhatsApp e Twitter...
Como médico e trabalhando no maior hospital privado do país, a Beneficencia Portuguesa, tinha acesso aos dados do hospital sobre a crise, e acesso a vários grupos médicos de WhatsApp que também estavam nas portas dos hospitais e lidando próximo com o problema.
Assim encontrei o termômetro ideal da crise, pois o único dado que não havia como mascarar, esconder, inflacionar, era o dos pacientes reais chegando aos hospitais com suspeitas, quadros leves, quadros moderados, ou quadros graves necessitando UTI...
Enfim, era a ponta do problema, o objetivo de toda essa comoção, evitar o colapso hospitalar... e onde teríamos os números mais próximos da realidade, já que a maioria das pessoas doentes estariam assintomáticas, e exames na população geral aqui seriam inviáveis...
Bom, temos praticamente 1 mês de monitoramento, do hospital que trabalho e diversos outros hospitais, a maioria privados e alguns públicos, e todos apresentam curvas e dados proporcionalmente muito semelhantes.
Vemos na realidade dos hospitais números muito mais baixos do que os esperados e dos que vimos em outros países... tivemos uma pequena curva de casos e a mesma se estabilizou e está em queda...
Observando os dados do governo do estado e da cidade de SP observamos o mesmo padrão...
Concluindo todos os número mostram a estabilização e declínio na curva de casos, de internações, de óbitos...
Para os torcedores do vírus são números horríveis... parece que enfim o que tivemos foi mesmo a tal “gripezinha”... claro que mortes são tristes e trágicas, não importam o número, e me compadeço dos que perderam entes queridos nesta crise... mas felizmente foram muito menos pessoas do que previram, e transformaram em piada os órgãos de imprensa que noticiavam apocalipses há menos de 1 mês atrás.
Postarei os gráficos atuais da cidade de SP e pra qualquer leitor mediano de gráficos, a conclusão é lógica: o pior já passou.
A dúvida atual é: ERA SÓ ISSO? Ou pode vir mais ainda?
A única forma de saber agora é aumentar a exposição da população... caso contrário ficaremos eternamente dentro de casa, vendo uma linha de gráfico horizontal e reta seguindo impávida no seu plano cartesiano...
A ÚNICA conclusão e decisão ERRADA, e completamente sem sentido agora seria manter tudo como está...
E pasmem, foi o que o governador e prefeito de SP fizeram.
Qualquer outra modalidade de distanciamento, de prevenção, poderia ser discutida, ponderados é estabelecida... a única coisa sem sentido é manter tudo como está ou ainda sugerir que teria que aumentar está restrição....
Esta conclusão deixo anexada aqui junto aos gráficos e está neste relatório feito pelo grupo gestor da crise. Não dá pra imaginar outra finalidade em manter as coisas como estão se não o objetivo explícito de agravar a crise econômica e política que associada às medidas absurdas da Câmara dos Deputados, tendem a comprometer cada vez mais o governo Federal e Jair Bolsonaro até sua inviabilização completa e seu insucesso.
Portanto pra mim já ficou claro como dia que , esta crise foi exagerada pela mídia com forte viés político, tomamos medidas iniciais duras e corretas (pecar por excesso frente uma ameaça desconhecida é sempre bom), mas o que deveria ter sido discutido tecnicamente e cientificamente ao longo das semanas subsequentes, para ponderar alternativas, avaliar as drogas disponíveis, enfim adequar a “dose” do remédio as reais necessidades do doente (Brasil, São Paulo, ou qualquer estado), foi completamente negligenciado pelo Ministro da Saúde, e a situação foi aproveitada por centenas de governadores e prefeitos com 2 objetivos: desestabilizar politicamente o presidente abalando a economia do país, ou simplesmente ROUBAR MUITO com o estado de
Emergência e a oportunidade de gastos sem controle.
Voltando a questão da epidemia, como médico, vou assumir aqui uma opinião bem forte e polêmica...
pra mim ESSA EPIDEMIA JÁ ACABOU.
Posso estar errado, mas tenho meus argumentos. O único motivo que justificaria esta queda da curva ser “falsa” e ainda termos chances de um novo pico da doença, seria se houvesse um efeito dramaticamente positivo de uma quarentena extremamente eficaz... e então haveria o risco de muita gente ainda não contaminada na saída da quarentena propiciar um novo surto da doença...
Frente a esta hipotese sabemos que nossa quarentena foi muito “meia boca”... primeiro por que começou após o Carnaval quando já tínhamos o vírus presente no país... segundo por que está estimada nos recentes monitoramentos de celulares em 50% de reclusão... terceiro por que tb sabemos como é impossível o distanciamento social nas periferias e em classes sociais mais baixas e como a vida está seguindo quase normal nestas areas... então difícil imaginar que tivemos este sucesso a ponto de baixar a curva aos níveis atuais SÓ POR CAUSA DA QUARENTENA.
Em segundo lugar, corroborando o primeiro argumento, mesmo na Itália se observou a persistência da elevação da curva após 2 semanas de um lock-down muito mais rigoroso que o nosso...
Então resta apenas acreditar que o que estamos presenciando é realmente TUDO que o Coronavírus tinha pra oferecer aqui pra gente... que mais de 50% da população geral já deva ter tido contato, via Carnaval e via uma quarentena “meia boca” e com isso e efeito de “imunização de manada” está controlando naturalmente a epidemia...
E por que isso? Por que tivemos essa sorte? Por que não aconteceu aqui o que aconteceu na Itália, Espanha, EUA?
Bom, resta somar uma grande lista de fatores que nos beneficiaram:
- Temos muito menos idosos por nossa pirâmide demográfica. Aqui sao 8% da população acima de 65 anos, na Itália por exemplo sao 22%.
- Temos menos pessoas com Obesidade Mórbida, Diabetes e comorbidades que os EUA, e lá são estas pessoas que estão lotando os hospitais e morrendo.
- Estamos no Verao-Outono com média de temperatura acima de 25 graus, o vírus se propaga e infecta mais entre 8-10 graus. Todos países abaixo do equador tem curvas similares a nossa, bem baixinhas... Austrália, África do Sul, Chile...
- Não fomos pegos de surpresa como Itália e Espanha, e fizemos a quarentena (mesmo meia boca) um pouco mais cedo que eles
- Já dispúnhamos de mais conhecimento da doença e usamos melhores terapias evitando mais mortes e mais contágio, e aqui SIM, a Cloroquina pode ter feito alguma diferença, bem como os protocolos de ventilação e drogas nas UTI’s que já tinham evoluído com erros e acertos na China e Itália.
- Países com política de vacinação universal pra BCG, como nós, tiveram menor impacto (EUA, Itália e Espanha não tinham)
- a Vitamina D é fator protetor, e países com maior insolação tem população com mais vit D
- Fator Genético desconhecido, mas que aparenta existir, em ter maior suscetibilidade. Os gráficos mostram uma prevalência significativa de pessoas brancas com os quadros graves e óbitos, que sao maioria na Europa e EUA, enquanto aqui a miscigenação racial pode ter tido efeito protetor da nossa população.
- Menor densidade demográfica, somos um país continental, muito menos pessoas em média por Km2 que na Europa.
- Sistema de saúde com mais número de leitos de UTI por habitante que da Itália... apesar que nem chegamos perto ainda da ocupação máxima das UTIs, então este fator nem chegou a fazer diferença...
Enfim, são inúmeros fatores que podem mesmo explicar que tenhamos passado por essa crise tranquilos, e que tenhamos tido mesmo apenas uma marolinha... Isso seria uma benção incomensurável para um mundo Pós-Covid, e poderia nos agraciar com uma vantagem econômica gigantesca é um papel importante mundial, inclusive na ajuda dos outros países...
Isso SE... nossos governadores e prefeitos tiranos, gananciosos, e corruptos, não mantiverem uma atitude ignóbil de nós manter fechados tomando uma quimioterapia para um Câncer que não tínhamos... e nos matem com este tratamento."

SP 18/04/2020 Gustavo Mantovani Ruggiero
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 20 Abr 2020, 21:59

Parece que o péssimo "estudo" da Prevent Senior, além de péssimo, tem problemas graves do ponto de vista ético.

O estudo iniciou em 26/03 entretanto só recebeu sinal verde do CEP em 14/04. Além disso, há suspeita de fraude...

Lembram quando eu disse que tinha medo que esse péssimo estudo seria usado como políticA? O saco de estrume já.andou twittando ele...
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Max17max » 20 Abr 2020, 22:01

Quando o médico é gado do capitão corona a opinião dele passa até a ser relevante rs

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Fernando Henrique » 21 Abr 2020, 00:15

VASCORAGEM escreveu:
20 Abr 2020, 19:08
Texto coerente. Com o nome do médico que escreveu, autoria é fundamental

Por: Dr. Gustavo Mantovani Ruggiero (médico da Beneficência Portuguesa)

"Acho que demorei um pouco pra postar alguma coisa sobre o Corona..
Mas vamos lá. Chegou a hora, não aguento mais ficar quieto.
Desde o começo estou naquele pequeno grupo que acha tudo muito estranho é muito exagerado...
O vírus nunca foi tão “mau” como pintaram... o estrago que fez na Europa e nos EUA foi pela velocidade de propagação dele, não pela sua letalidade ou mortalidade... muita gente doente ao mesmo tempo, a pequena porcentagem de casos graves acabavam sendo um número muito grande, que sobrecarregava o sistema de saúde... esse sempre foi o problema desse vírus...
Então fomos todos pra medidas de restrição social e a tal quarentena horizontal... tarde, pois tivemos o Carnaval aqui já com 6 casos confirmados... imaginem os não confirmados e os contatos que eles fizeram em 1 semana mais ou menos que estiveram assintomáticos...
Bom, fomos pra quarentena, e no meio de uma verdadeira guerra política, todos contra Bolsonaro... primeiro porque já tem os 10% de ELENAO convictos de sempre na população, e depois por toda a mídia e todos políticos do sistemão antigo serem contra ele... Então percebemos que absolutamente tudo que fosse vinculado ao presidente era combatido, até uma promissora droga, que agora se mostrou muito eficiente entrou na polarização ideológica...
Vimos até renomados médicos falarem mal da tal droga, mas na hora do aperto usarem ela... é um deles ainda fez pior, tentando esconder que usou!!
Vimos depois um estudo científico assassino feito em instituições públicas em Manaus dando este remédio em doses cavalares pra dois grupos de pacientes (um com dose pra cavalo e outro com dose pra elefante) pra concluírem que os efeitos colaterais do remédio eram fatais!! A que ponto chegamos, mataram pessoas como cobaias pra criarem uma narrativa e manchetes em jornais de todo mundo dizendo que a “droga de Trump e Bolsonaro” matava por efeitos colaterais!! Isso sim chega perto do Nazismo que a maioria “zurra” por aí...
Enfim, a cada dia , a cada semana ficou claro pra mim que não dava pra confiar nem aproveitar uma palavra do que saía da mídia impressa, falada ou televisiva (exceto nas ilhas de lucidez do comentarista Caio Coppola na CNN), e que deveria buscar informações, como sempre, em blogs, grupos de WhatsApp e Twitter...
Como médico e trabalhando no maior hospital privado do país, a Beneficencia Portuguesa, tinha acesso aos dados do hospital sobre a crise, e acesso a vários grupos médicos de WhatsApp que também estavam nas portas dos hospitais e lidando próximo com o problema.
Assim encontrei o termômetro ideal da crise, pois o único dado que não havia como mascarar, esconder, inflacionar, era o dos pacientes reais chegando aos hospitais com suspeitas, quadros leves, quadros moderados, ou quadros graves necessitando UTI...
Enfim, era a ponta do problema, o objetivo de toda essa comoção, evitar o colapso hospitalar... e onde teríamos os números mais próximos da realidade, já que a maioria das pessoas doentes estariam assintomáticas, e exames na população geral aqui seriam inviáveis...
Bom, temos praticamente 1 mês de monitoramento, do hospital que trabalho e diversos outros hospitais, a maioria privados e alguns públicos, e todos apresentam curvas e dados proporcionalmente muito semelhantes.
Vemos na realidade dos hospitais números muito mais baixos do que os esperados e dos que vimos em outros países... tivemos uma pequena curva de casos e a mesma se estabilizou e está em queda...
Observando os dados do governo do estado e da cidade de SP observamos o mesmo padrão...
Concluindo todos os número mostram a estabilização e declínio na curva de casos, de internações, de óbitos...
Para os torcedores do vírus são números horríveis... parece que enfim o que tivemos foi mesmo a tal “gripezinha”... claro que mortes são tristes e trágicas, não importam o número, e me compadeço dos que perderam entes queridos nesta crise... mas felizmente foram muito menos pessoas do que previram, e transformaram em piada os órgãos de imprensa que noticiavam apocalipses há menos de 1 mês atrás.
Postarei os gráficos atuais da cidade de SP e pra qualquer leitor mediano de gráficos, a conclusão é lógica: o pior já passou.
A dúvida atual é: ERA SÓ ISSO? Ou pode vir mais ainda?
A única forma de saber agora é aumentar a exposição da população... caso contrário ficaremos eternamente dentro de casa, vendo uma linha de gráfico horizontal e reta seguindo impávida no seu plano cartesiano...
A ÚNICA conclusão e decisão ERRADA, e completamente sem sentido agora seria manter tudo como está...
E pasmem, foi o que o governador e prefeito de SP fizeram.
Qualquer outra modalidade de distanciamento, de prevenção, poderia ser discutida, ponderados é estabelecida... a única coisa sem sentido é manter tudo como está ou ainda sugerir que teria que aumentar está restrição....
Esta conclusão deixo anexada aqui junto aos gráficos e está neste relatório feito pelo grupo gestor da crise. Não dá pra imaginar outra finalidade em manter as coisas como estão se não o objetivo explícito de agravar a crise econômica e política que associada às medidas absurdas da Câmara dos Deputados, tendem a comprometer cada vez mais o governo Federal e Jair Bolsonaro até sua inviabilização completa e seu insucesso.
Portanto pra mim já ficou claro como dia que , esta crise foi exagerada pela mídia com forte viés político, tomamos medidas iniciais duras e corretas (pecar por excesso frente uma ameaça desconhecida é sempre bom), mas o que deveria ter sido discutido tecnicamente e cientificamente ao longo das semanas subsequentes, para ponderar alternativas, avaliar as drogas disponíveis, enfim adequar a “dose” do remédio as reais necessidades do doente (Brasil, São Paulo, ou qualquer estado), foi completamente negligenciado pelo Ministro da Saúde, e a situação foi aproveitada por centenas de governadores e prefeitos com 2 objetivos: desestabilizar politicamente o presidente abalando a economia do país, ou simplesmente ROUBAR MUITO com o estado de
Emergência e a oportunidade de gastos sem controle.
Voltando a questão da epidemia, como médico, vou assumir aqui uma opinião bem forte e polêmica...
pra mim ESSA EPIDEMIA JÁ ACABOU.
Posso estar errado, mas tenho meus argumentos. O único motivo que justificaria esta queda da curva ser “falsa” e ainda termos chances de um novo pico da doença, seria se houvesse um efeito dramaticamente positivo de uma quarentena extremamente eficaz... e então haveria o risco de muita gente ainda não contaminada na saída da quarentena propiciar um novo surto da doença...
Frente a esta hipotese sabemos que nossa quarentena foi muito “meia boca”... primeiro por que começou após o Carnaval quando já tínhamos o vírus presente no país... segundo por que está estimada nos recentes monitoramentos de celulares em 50% de reclusão... terceiro por que tb sabemos como é impossível o distanciamento social nas periferias e em classes sociais mais baixas e como a vida está seguindo quase normal nestas areas... então difícil imaginar que tivemos este sucesso a ponto de baixar a curva aos níveis atuais SÓ POR CAUSA DA QUARENTENA.
Em segundo lugar, corroborando o primeiro argumento, mesmo na Itália se observou a persistência da elevação da curva após 2 semanas de um lock-down muito mais rigoroso que o nosso...
Então resta apenas acreditar que o que estamos presenciando é realmente TUDO que o Coronavírus tinha pra oferecer aqui pra gente... que mais de 50% da população geral já deva ter tido contato, via Carnaval e via uma quarentena “meia boca” e com isso e efeito de “imunização de manada” está controlando naturalmente a epidemia...
E por que isso? Por que tivemos essa sorte? Por que não aconteceu aqui o que aconteceu na Itália, Espanha, EUA?
Bom, resta somar uma grande lista de fatores que nos beneficiaram:
- Temos muito menos idosos por nossa pirâmide demográfica. Aqui sao 8% da população acima de 65 anos, na Itália por exemplo sao 22%.
- Temos menos pessoas com Obesidade Mórbida, Diabetes e comorbidades que os EUA, e lá são estas pessoas que estão lotando os hospitais e morrendo.
- Estamos no Verao-Outono com média de temperatura acima de 25 graus, o vírus se propaga e infecta mais entre 8-10 graus. Todos países abaixo do equador tem curvas similares a nossa, bem baixinhas... Austrália, África do Sul, Chile...
- Não fomos pegos de surpresa como Itália e Espanha, e fizemos a quarentena (mesmo meia boca) um pouco mais cedo que eles
- Já dispúnhamos de mais conhecimento da doença e usamos melhores terapias evitando mais mortes e mais contágio, e aqui SIM, a Cloroquina pode ter feito alguma diferença, bem como os protocolos de ventilação e drogas nas UTI’s que já tinham evoluído com erros e acertos na China e Itália.
- Países com política de vacinação universal pra BCG, como nós, tiveram menor impacto (EUA, Itália e Espanha não tinham)
- a Vitamina D é fator protetor, e países com maior insolação tem população com mais vit D
- Fator Genético desconhecido, mas que aparenta existir, em ter maior suscetibilidade. Os gráficos mostram uma prevalência significativa de pessoas brancas com os quadros graves e óbitos, que sao maioria na Europa e EUA, enquanto aqui a miscigenação racial pode ter tido efeito protetor da nossa população.
- Menor densidade demográfica, somos um país continental, muito menos pessoas em média por Km2 que na Europa.
- Sistema de saúde com mais número de leitos de UTI por habitante que da Itália... apesar que nem chegamos perto ainda da ocupação máxima das UTIs, então este fator nem chegou a fazer diferença...
Enfim, são inúmeros fatores que podem mesmo explicar que tenhamos passado por essa crise tranquilos, e que tenhamos tido mesmo apenas uma marolinha... Isso seria uma benção incomensurável para um mundo Pós-Covid, e poderia nos agraciar com uma vantagem econômica gigantesca é um papel importante mundial, inclusive na ajuda dos outros países...
Isso SE... nossos governadores e prefeitos tiranos, gananciosos, e corruptos, não mantiverem uma atitude ignóbil de nós manter fechados tomando uma quimioterapia para um Câncer que não tínhamos... e nos matem com este tratamento."

SP 18/04/2020 Gustavo Mantovani Ruggiero
Tirou esse texto de onde, whattsapp? Texto muito bonitinho, mas faltou combinar o fato do número de casos e mortes no Equador estar bem alto e olha que é um país que fica nos trópicos. Como o doutor Gustavo explicaria isso? Até compreendo uma flexibilização para não deixar a economia do Brasil mais f****a do que ela já está, mas apenas para aqueles serviços que realmente são necessários (ou seja, nada de serviços de entretenimento como cinema, show ou qualquer lugar que possa gerar um tipo de aglomeração desnecessária) e com todo mundo usando máscara para não facilitar o contágio. Fingir que o vírus não existe e que ele não passa de uma gripezinha é fácil quando não se tem algum parente sucumbindo a doença.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 21 Abr 2020, 01:08

https://www.google.com/amp/s/www.oantag ... ularidade/

Antagonista faz parte do complô anti-lirio do campo?

O estudo da Prevent Senior corre o risco de nem ser publicado. Ciência não é brincadeira, nem para amadores. E tempos de guerra não flexibiliza método.

Espero que venham estudos decentes. Porque esse serve para rascunho no máximo...
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 21 Abr 2020, 04:06

Como eu fiquei pessoalmente decepcionado com o "estudo" da Prevent Senior e sou "estudante de Fisioterapia", andei fuçando a internet e achei o link do Antagonista que fala sobre o problema ético do estudo e um relato de uma cientista em um blog, onde ela escrutina o "artigo" todo.

Tá até melhor que o textão que eu fiz.

Em pensar que o presidente da República, vulgo Saco de Estrume, já twittou isso como solução. Como metodologia científica faz falta. Deveria ser obrigatória.

A mulher demonstra passo-a-passo os erros grotescos do estudo (não estar em uma plataforma, não se ter certeza se o pacientes tinham Covid-19, entre outros absurdos.

https://scienceintegritydigest.com/2020 ... ior-study/

PS: Está em inglês.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Zdenek » 21 Abr 2020, 04:22

https://www.revistaquestaodeciencia.com ... 2ITNV17KOY

Mais um texto crítico, agora do Questão de Ciência.

Aqui apontam algo que esqueci de relatar, o possível conflito de interesses, que no manuscrito eles não alegam.

PS: Sim, é um lance pessoal, porque eu tinha alguma esperança nesse estudo e vi tanto metodologia científica (faculdade, especialização e agora residência) que me irrita ver trabalho mal feito.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Marcelo Barão » 21 Abr 2020, 14:45

Socialite bolsonarista quer marcar pessoas em isolamento social com fita vermelha.

Deise Oppitz quer repetir ato de Hitler, que usou a estrela de Davi para marcar judeus. Para identificar aqueles que "não querem fazer a economia girar".

E assim surgiu o nazismo. Marcando as pessoas com o propósito de retirar-lhes a liberdade, atendimento médico, comida e a vida...

https://www.instagram.com/tv/B-SFDqaFlI ... xasecgp88o
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Julio CRVG » 21 Abr 2020, 15:08

Marcelo Barão escreveu:
21 Abr 2020, 14:45
Socialite bolsonarista quer marcar pessoas em isolamento social com fita vermelha.

Deise Oppitz quer repetir ato de Hitler, que usou a estrela de Davi para marcar judeus. Para identificar aqueles que "não querem fazer a economia girar".

E assim surgiu o nazismo. Marcando as pessoas com o propósito de retirar-lhes a liberdade, atendimento médico, comida e a vida...

https://www.instagram.com/tv/B-SFDqaFlI ... xasecgp88o
Claramente a mulher e uma idiota , mesmo nao querendo tocar no aspecto politico da coisa , vejo excessos de ambos os lados ,prender cidadaos de bem , que queiram exercer seu direito de ir e vir ,ou comerciantes que no desespero abram seus comercios , e algo que nao concordo , ha melhores maneiras em lidar com a situacao sem o uso da violencia !!
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Julio CRVG » 21 Abr 2020, 15:09

Marcelo Barão escreveu:
21 Abr 2020, 14:45
Socialite bolsonarista quer marcar pessoas em isolamento social com fita vermelha.

Deise Oppitz quer repetir ato de Hitler, que usou a estrela de Davi para marcar judeus. Para identificar aqueles que "não querem fazer a economia girar".

E assim surgiu o nazismo. Marcando as pessoas com o propósito de retirar-lhes a liberdade, atendimento médico, comida e a vida...

https://www.instagram.com/tv/B-SFDqaFlI ... xasecgp88o
Claramente a mulher e uma idiota , mesmo nao querendo tocar no aspecto politico da coisa , vejo excessos de ambos os lados ,prender cidadaos de bem , que queiram exercer seu direito de ir e vir ,ou comerciantes que no desespero abram seus comercios , e algo que nao concordo , ha melhores maneiras em lidar com a situacao sem o uso da violencia !!
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Barbosa » 21 Abr 2020, 15:20

Marcelo Barão escreveu:
21 Abr 2020, 14:45
Socialite bolsonarista quer marcar pessoas em isolamento social com fita vermelha.

Deise Oppitz quer repetir ato de Hitler, que usou a estrela de Davi para marcar judeus. Para identificar aqueles que "não querem fazer a economia girar".

E assim surgiu o nazismo. Marcando as pessoas com o propósito de retirar-lhes a liberdade, atendimento médico, comida e a vida...

https://www.instagram.com/tv/B-SFDqaFlI ... xasecgp88o
Essa, realmente, parece muito trabalhadora.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Marcelo Barão » 21 Abr 2020, 15:40

Barbosa escreveu:
21 Abr 2020, 15:20
Marcelo Barão escreveu:
21 Abr 2020, 14:45
Socialite bolsonarista quer marcar pessoas em isolamento social com fita vermelha.

Deise Oppitz quer repetir ato de Hitler, que usou a estrela de Davi para marcar judeus. Para identificar aqueles que "não querem fazer a economia girar".

E assim surgiu o nazismo. Marcando as pessoas com o propósito de retirar-lhes a liberdade, atendimento médico, comida e a vida...

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Essa, realmente, parece muito trabalhadora.
Ela não deve estar aguentando mais ver os banheiros dela sujos e as empregadas não tem ido trabalhar...
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Barbosa » 21 Abr 2020, 19:19

Marcelo Barão escreveu:
21 Abr 2020, 15:40
Barbosa escreveu:
21 Abr 2020, 15:20
Marcelo Barão escreveu:
21 Abr 2020, 14:45
Socialite bolsonarista quer marcar pessoas em isolamento social com fita vermelha.

Deise Oppitz quer repetir ato de Hitler, que usou a estrela de Davi para marcar judeus. Para identificar aqueles que "não querem fazer a economia girar".

E assim surgiu o nazismo. Marcando as pessoas com o propósito de retirar-lhes a liberdade, atendimento médico, comida e a vida...

https://www.instagram.com/tv/B-SFDqaFlI ... xasecgp88o
Essa, realmente, parece muito trabalhadora.
Ela não deve estar aguentando mais ver os banheiros dela sujos e as empregadas não tem ido trabalhar...
Ih. Acho bem difícil que ela tenha dispensado as empregadas nesses dias, hein.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por VASCORAGEM » 21 Abr 2020, 21:17

Fernando Henrique escreveu:
21 Abr 2020, 00:15
VASCORAGEM escreveu:
20 Abr 2020, 19:08
Texto coerente. Com o nome do médico que escreveu, autoria é fundamental

Por: Dr. Gustavo Mantovani Ruggiero (médico da Beneficência Portuguesa)

"Acho que demorei um pouco pra postar alguma coisa sobre o Corona..
Mas vamos lá. Chegou a hora, não aguento mais ficar quieto.
Desde o começo estou naquele pequeno grupo que acha tudo muito estranho é muito exagerado...
O vírus nunca foi tão “mau” como pintaram... o estrago que fez na Europa e nos EUA foi pela velocidade de propagação dele, não pela sua letalidade ou mortalidade... muita gente doente ao mesmo tempo, a pequena porcentagem de casos graves acabavam sendo um número muito grande, que sobrecarregava o sistema de saúde... esse sempre foi o problema desse vírus...
Então fomos todos pra medidas de restrição social e a tal quarentena horizontal... tarde, pois tivemos o Carnaval aqui já com 6 casos confirmados... imaginem os não confirmados e os contatos que eles fizeram em 1 semana mais ou menos que estiveram assintomáticos...
Bom, fomos pra quarentena, e no meio de uma verdadeira guerra política, todos contra Bolsonaro... primeiro porque já tem os 10% de ELENAO convictos de sempre na população, e depois por toda a mídia e todos políticos do sistemão antigo serem contra ele... Então percebemos que absolutamente tudo que fosse vinculado ao presidente era combatido, até uma promissora droga, que agora se mostrou muito eficiente entrou na polarização ideológica...
Vimos até renomados médicos falarem mal da tal droga, mas na hora do aperto usarem ela... é um deles ainda fez pior, tentando esconder que usou!!
Vimos depois um estudo científico assassino feito em instituições públicas em Manaus dando este remédio em doses cavalares pra dois grupos de pacientes (um com dose pra cavalo e outro com dose pra elefante) pra concluírem que os efeitos colaterais do remédio eram fatais!! A que ponto chegamos, mataram pessoas como cobaias pra criarem uma narrativa e manchetes em jornais de todo mundo dizendo que a “droga de Trump e Bolsonaro” matava por efeitos colaterais!! Isso sim chega perto do Nazismo que a maioria “zurra” por aí...
Enfim, a cada dia , a cada semana ficou claro pra mim que não dava pra confiar nem aproveitar uma palavra do que saía da mídia impressa, falada ou televisiva (exceto nas ilhas de lucidez do comentarista Caio Coppola na CNN), e que deveria buscar informações, como sempre, em blogs, grupos de WhatsApp e Twitter...
Como médico e trabalhando no maior hospital privado do país, a Beneficencia Portuguesa, tinha acesso aos dados do hospital sobre a crise, e acesso a vários grupos médicos de WhatsApp que também estavam nas portas dos hospitais e lidando próximo com o problema.
Assim encontrei o termômetro ideal da crise, pois o único dado que não havia como mascarar, esconder, inflacionar, era o dos pacientes reais chegando aos hospitais com suspeitas, quadros leves, quadros moderados, ou quadros graves necessitando UTI...
Enfim, era a ponta do problema, o objetivo de toda essa comoção, evitar o colapso hospitalar... e onde teríamos os números mais próximos da realidade, já que a maioria das pessoas doentes estariam assintomáticas, e exames na população geral aqui seriam inviáveis...
Bom, temos praticamente 1 mês de monitoramento, do hospital que trabalho e diversos outros hospitais, a maioria privados e alguns públicos, e todos apresentam curvas e dados proporcionalmente muito semelhantes.
Vemos na realidade dos hospitais números muito mais baixos do que os esperados e dos que vimos em outros países... tivemos uma pequena curva de casos e a mesma se estabilizou e está em queda...
Observando os dados do governo do estado e da cidade de SP observamos o mesmo padrão...
Concluindo todos os número mostram a estabilização e declínio na curva de casos, de internações, de óbitos...
Para os torcedores do vírus são números horríveis... parece que enfim o que tivemos foi mesmo a tal “gripezinha”... claro que mortes são tristes e trágicas, não importam o número, e me compadeço dos que perderam entes queridos nesta crise... mas felizmente foram muito menos pessoas do que previram, e transformaram em piada os órgãos de imprensa que noticiavam apocalipses há menos de 1 mês atrás.
Postarei os gráficos atuais da cidade de SP e pra qualquer leitor mediano de gráficos, a conclusão é lógica: o pior já passou.
A dúvida atual é: ERA SÓ ISSO? Ou pode vir mais ainda?
A única forma de saber agora é aumentar a exposição da população... caso contrário ficaremos eternamente dentro de casa, vendo uma linha de gráfico horizontal e reta seguindo impávida no seu plano cartesiano...
A ÚNICA conclusão e decisão ERRADA, e completamente sem sentido agora seria manter tudo como está...
E pasmem, foi o que o governador e prefeito de SP fizeram.
Qualquer outra modalidade de distanciamento, de prevenção, poderia ser discutida, ponderados é estabelecida... a única coisa sem sentido é manter tudo como está ou ainda sugerir que teria que aumentar está restrição....
Esta conclusão deixo anexada aqui junto aos gráficos e está neste relatório feito pelo grupo gestor da crise. Não dá pra imaginar outra finalidade em manter as coisas como estão se não o objetivo explícito de agravar a crise econômica e política que associada às medidas absurdas da Câmara dos Deputados, tendem a comprometer cada vez mais o governo Federal e Jair Bolsonaro até sua inviabilização completa e seu insucesso.
Portanto pra mim já ficou claro como dia que , esta crise foi exagerada pela mídia com forte viés político, tomamos medidas iniciais duras e corretas (pecar por excesso frente uma ameaça desconhecida é sempre bom), mas o que deveria ter sido discutido tecnicamente e cientificamente ao longo das semanas subsequentes, para ponderar alternativas, avaliar as drogas disponíveis, enfim adequar a “dose” do remédio as reais necessidades do doente (Brasil, São Paulo, ou qualquer estado), foi completamente negligenciado pelo Ministro da Saúde, e a situação foi aproveitada por centenas de governadores e prefeitos com 2 objetivos: desestabilizar politicamente o presidente abalando a economia do país, ou simplesmente ROUBAR MUITO com o estado de
Emergência e a oportunidade de gastos sem controle.
Voltando a questão da epidemia, como médico, vou assumir aqui uma opinião bem forte e polêmica...
pra mim ESSA EPIDEMIA JÁ ACABOU.
Posso estar errado, mas tenho meus argumentos. O único motivo que justificaria esta queda da curva ser “falsa” e ainda termos chances de um novo pico da doença, seria se houvesse um efeito dramaticamente positivo de uma quarentena extremamente eficaz... e então haveria o risco de muita gente ainda não contaminada na saída da quarentena propiciar um novo surto da doença...
Frente a esta hipotese sabemos que nossa quarentena foi muito “meia boca”... primeiro por que começou após o Carnaval quando já tínhamos o vírus presente no país... segundo por que está estimada nos recentes monitoramentos de celulares em 50% de reclusão... terceiro por que tb sabemos como é impossível o distanciamento social nas periferias e em classes sociais mais baixas e como a vida está seguindo quase normal nestas areas... então difícil imaginar que tivemos este sucesso a ponto de baixar a curva aos níveis atuais SÓ POR CAUSA DA QUARENTENA.
Em segundo lugar, corroborando o primeiro argumento, mesmo na Itália se observou a persistência da elevação da curva após 2 semanas de um lock-down muito mais rigoroso que o nosso...
Então resta apenas acreditar que o que estamos presenciando é realmente TUDO que o Coronavírus tinha pra oferecer aqui pra gente... que mais de 50% da população geral já deva ter tido contato, via Carnaval e via uma quarentena “meia boca” e com isso e efeito de “imunização de manada” está controlando naturalmente a epidemia...
E por que isso? Por que tivemos essa sorte? Por que não aconteceu aqui o que aconteceu na Itália, Espanha, EUA?
Bom, resta somar uma grande lista de fatores que nos beneficiaram:
- Temos muito menos idosos por nossa pirâmide demográfica. Aqui sao 8% da população acima de 65 anos, na Itália por exemplo sao 22%.
- Temos menos pessoas com Obesidade Mórbida, Diabetes e comorbidades que os EUA, e lá são estas pessoas que estão lotando os hospitais e morrendo.
- Estamos no Verao-Outono com média de temperatura acima de 25 graus, o vírus se propaga e infecta mais entre 8-10 graus. Todos países abaixo do equador tem curvas similares a nossa, bem baixinhas... Austrália, África do Sul, Chile...
- Não fomos pegos de surpresa como Itália e Espanha, e fizemos a quarentena (mesmo meia boca) um pouco mais cedo que eles
- Já dispúnhamos de mais conhecimento da doença e usamos melhores terapias evitando mais mortes e mais contágio, e aqui SIM, a Cloroquina pode ter feito alguma diferença, bem como os protocolos de ventilação e drogas nas UTI’s que já tinham evoluído com erros e acertos na China e Itália.
- Países com política de vacinação universal pra BCG, como nós, tiveram menor impacto (EUA, Itália e Espanha não tinham)
- a Vitamina D é fator protetor, e países com maior insolação tem população com mais vit D
- Fator Genético desconhecido, mas que aparenta existir, em ter maior suscetibilidade. Os gráficos mostram uma prevalência significativa de pessoas brancas com os quadros graves e óbitos, que sao maioria na Europa e EUA, enquanto aqui a miscigenação racial pode ter tido efeito protetor da nossa população.
- Menor densidade demográfica, somos um país continental, muito menos pessoas em média por Km2 que na Europa.
- Sistema de saúde com mais número de leitos de UTI por habitante que da Itália... apesar que nem chegamos perto ainda da ocupação máxima das UTIs, então este fator nem chegou a fazer diferença...
Enfim, são inúmeros fatores que podem mesmo explicar que tenhamos passado por essa crise tranquilos, e que tenhamos tido mesmo apenas uma marolinha... Isso seria uma benção incomensurável para um mundo Pós-Covid, e poderia nos agraciar com uma vantagem econômica gigantesca é um papel importante mundial, inclusive na ajuda dos outros países...
Isso SE... nossos governadores e prefeitos tiranos, gananciosos, e corruptos, não mantiverem uma atitude ignóbil de nós manter fechados tomando uma quimioterapia para um Câncer que não tínhamos... e nos matem com este tratamento."

SP 18/04/2020 Gustavo Mantovani Ruggiero
Tirou esse texto de onde, whattsapp? Texto muito bonitinho, mas faltou combinar o fato do número de casos e mortes no Equador estar bem alto e olha que é um país que fica nos trópicos. Como o doutor Gustavo explicaria isso? Até compreendo uma flexibilização para não deixar a economia do Brasil mais f****a do que ela já está, mas apenas para aqueles serviços que realmente são necessários (ou seja, nada de serviços de entretenimento como cinema, show ou qualquer lugar que possa gerar um tipo de aglomeração desnecessária) e com todo mundo usando máscara para não facilitar o contágio. Fingir que o vírus não existe e que ele não passa de uma gripezinha é fácil quando não se tem algum parente sucumbindo a doença.
A verdade é que está morrendo muito menos gente do que previu e estão roubando muito mais do que antes dessa pandemia. Ninguém está fingindo que não existe o vírus e sim afirmando com todas as letras que usaram essa porra politicamente pra roubar e pra apavorar as pessoas. Exageraram muito e deve morrer muito menos gente do que previram mesmo com todas as artimanhas pra falsificar as estatísticas, isso é evidente por mais que a notícia seja horrível pra você. Estão tomando medidas EXAGERADAS, inúteis e ditatoriais que NÃO PRECISAVA. Isso vei dar uma merda muito pior que a pandemia que no Brasil está sendo bem tranquila comparada a maioria dos outros países.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Mohammed Lisboa » 22 Abr 2020, 13:56

Max17max escreveu:
20 Abr 2020, 22:01
Quando o médico é gado do capitão corona a opinião dele passa até a ser relevante rs
Pensei exatamente isso quando vi a postagem e o autor da mesma.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Mohammed Lisboa » 22 Abr 2020, 13:56

Max17max escreveu:
20 Abr 2020, 22:01
Quando o médico é gado do capitão corona a opinião dele passa até a ser relevante rs
Pensei exatamente isso quando vi a postagem e o autor da mesma.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Mohammed Lisboa » 22 Abr 2020, 14:08

Julio CRVG escreveu:
21 Abr 2020, 15:09
Marcelo Barão escreveu:
21 Abr 2020, 14:45
Socialite bolsonarista quer marcar pessoas em isolamento social com fita vermelha.

Deise Oppitz quer repetir ato de Hitler, que usou a estrela de Davi para marcar judeus. Para identificar aqueles que "não querem fazer a economia girar".

E assim surgiu o nazismo. Marcando as pessoas com o propósito de retirar-lhes a liberdade, atendimento médico, comida e a vida...

https://www.instagram.com/tv/B-SFDqaFlI ... xasecgp88o
Claramente a mulher e uma idiota , mesmo nao querendo tocar no aspecto politico da coisa , vejo excessos de ambos os lados ,prender cidadaos de bem , que queiram exercer seu direito de ir e vir ,ou comerciantes que no desespero abram seus comercios , e algo que nao concordo , ha melhores maneiras em lidar com a situacao sem o uso da violencia !!
A elite brasileira é uma das mais sujas do planeta.
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Marcelo Barão » 23 Abr 2020, 18:09

Prefeitura de SP usa imagens de corpos pelas ruas do Equador em campanha publicitária.

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Paulo_Vasco » 26 Abr 2020, 06:35

Depois da "gripezinha/resfriadinho", da "H1N1 é muito pior que isso daí", do "já passamos o pico", agora temos a "pandemia tranquila" :coco: :affs:

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Paulo_Vasco » 26 Abr 2020, 06:41

No Brasil, com esse número patético de testes realizado quando comparado com outros países com número significativo de casos, apenas saberemos o verdadeiro estrago que a covid-19 está fazendo quando compararmos a média de mortes mensal e anual dos últimos anos com esse ano...

E pelo que já se vê em Manaus: https://oglobo.globo.com/sociedade/coro ... s-24388568 e mesmo no Rio: https://oglobo.globo.com/rio/necroterio ... s-24393841 a situação é muito grave e está apenas começando... :ora:

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por vigo » 26 Abr 2020, 10:40

Marcelo Barão escreveu:
21 Abr 2020, 14:45
Socialite bolsonarista quer marcar pessoas em isolamento social com fita vermelha.

Deise Oppitz quer repetir ato de Hitler, que usou a estrela de Davi para marcar judeus. Para identificar aqueles que "não querem fazer a economia girar".

E assim surgiu o nazismo. Marcando as pessoas com o propósito de retirar-lhes a liberdade, atendimento médico, comida e a vida...

https://www.instagram.com/tv/B-SFDqaFlI ... xasecgp88o
Fora a imbecilidade da fulana, ainda está desatualizada:

"Conheça as 5 cores eleitas como tendência para a moda 2020
Por Juliana Brasil

Você já sabe quais são as cores de 2020 que vão bombar? Neo Mint, Purist Blue, Cassis, Cantaloupe e Mellow Yellow são as apostas da vez eleitas pela WGSN, por diversos estilistas nas passarelas e também pelas ruas mundo afora!"

é soda. :drink:

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Marcelo Barão » 26 Abr 2020, 18:26

Caralho, será verdade isso???

Se algum forista constatar que é fake, por favor, eu prefiro passar por idiota aqui no fórum, do que acreditar que uma porra dessa seja verdade!!!

NY registra aumento de intoxicação por desinfetante após sugestão de Trump
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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por LucasR. » 27 Abr 2020, 14:41

Julio CRVG escreveu:
16 Abr 2020, 06:49
LucasR. escreveu:
16 Abr 2020, 00:45
OFF
Esse fórum ta um lixo hein, o que ta acontecendo?
Acho que o Campello também deu o golpe aqui , e esta administrando o fórum também !!!
Kkkk Golpello é foda, duvido nada

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por Fernando Henrique » 27 Abr 2020, 18:52

Marcelo Barão escreveu:
26 Abr 2020, 18:26
Caralho, será verdade isso???

Se algum forista constatar que é fake, por favor, eu prefiro passar por idiota aqui no fórum, do que acreditar que uma porra dessa seja verdade!!!

NY registra aumento de intoxicação por desinfetante após sugestão de Trump
Pior que não é fake, escutei isso no rádio hoje. O desespero leva a humanidade a tomar medidas sem pensar direito e perceber que o Trump fez uma piadinha fora de hora :affs:

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Re: CORONAVÍRUS (COVID-19)

Mensagem por jfkneipp » 01 Mai 2020, 01:23

Marcelo Barão escreveu:
26 Abr 2020, 18:26
Caralho, será verdade isso???

Se algum forista constatar que é fake, por favor, eu prefiro passar por idiota aqui no fórum, do que acreditar que uma porra dessa seja verdade!!!

NY registra aumento de intoxicação por desinfetante após sugestão de Trump
É foda...
Tem politico que ainda não conseguiu entender que qualquer coisa que eles falam influenciam uma grande quantidade de pessoas...
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