GLOBO

Área destinada a falarmos sobre tudo o que é falado POR e SOBRE os Órgãos de Imprensa do Rio de Janeiro, do Brasil e do Mundo.
Online
Avatar do usuário
Mohammed Lisboa
Craque
Craque
Mensagens: 15069
Registrado em: 30 Dez 2015, 17:34
Localização: Jacarepaguá - RJ

Re: GLOBO

Mensagem por Mohammed Lisboa » 16 Out 2020, 16:39

Marcelo Barão escreveu:
16 Out 2020, 14:55
Mohammed Lisboa escreveu:
16 Out 2020, 13:51
Marcelo Barão escreveu:
16 Out 2020, 12:43


Eu tive a honra de conhecer ambos pessoalmente em Jacarepaguá. Durante a minha adolescência, na segunda metade da década de 80, eu trabalhei no autódromo na época em que o Rio sediava a primeira prova da temporada e também os testes que as equipes vinham fazer em janeiro e no início de março.

Um amigo meu apaixonado por F1, se mudou de Porto Alegre para o Rio, somente para nos finais de semana, ajudar nas corridas durante todo o ano e consequentemente ter seu nome garantido nos testes da F1 de janeiro e março, e também no Grande Prêmio Brasil no final de março.

Nos 3 dias do GP Brasil a infraestrutura era TOP. Todos os envolvidos (bombeiros, policiais, resgate, médicos, comissários de box e pista, pessoal da imprensa) tinham que estar dentro do autódromo as 6h da manhã. Para que essa exigência fosse cumprida, vários ônibus eram disponibilizados as 5h da manhã saindo de vários pontos da cidade recolhendo a galera.

Porém nos testes de janeiro e março e nas demais corridas do ano, cada um tinha que se virar como podia pra chegar lá. Em uma dessas ocasiões nos testes de janeiro ou início de março, o amigo do Sul que eu me referi acima, pegou um busão (carro era artigo de gente rica) em Copacabana, bairro em que ele morava no Rio, até o Terminal Alvorada e lá pegou outro em direção a Cidade de Deus, para descer na Av. Alvorada (hoje Av. Ayrton Senna), no início da Av. Embaixador Abelardo Bueno e caminhar até o autódromo. Eu por exemplo morava no subúrbio, e durante o ano, descia do ônibus comum na Estrada dos Bandeirantes e caminhava até o antigo portão 7 que funcionava nos fundos do terreno do autódromo na beira da lagoa. As duas opções requeriam 3,5km de caminhada. Tinha que AMAR MUITO automobilismo e corridas. Quem não curtia, fazia isso uma vez e não aparecia nunca mais. De 86 à 91 eu vi vários procederem dessa maneira.

Vai o amigo gaúcho caminhando com sua mochila nas costas na Abelardo Bueno, pedindo carona (outra coisa comum na época naquela região, esperar ônibus lá era uma eternidade). E eis que passa um Monza Classic e para lá na frente. Ele corre até o carro e pergunta:

- Pode me deixar ali perto do autódromo?

Quem dirigia o carro de luxo e conduziu ele até o paddock era Nelson Piquet.
É verdade...kkkkk...eu lembro do primeiro RIR, não tinha condução especial como tem hoje, a gente tinha que se virar. Na ida, dava pra pegar ônibus e saltar na Estrada dos Bandeirantes, mas na volta...cadê ônibus?? Tinha que voltar andando até a Av. Alvorada e ali tentar a sorte. Ali era um verdadeiro deserto, só tinha o Hotel Monza naquela reta do autódromo.
No primeiro RiR eu fui na sexta-feira dia 11 pra assistir Whitesnake, Maiden e o Queen. E depois voltei no sábado da semana seguinte, dia 19, naquela que ficou conhecida como "A noite do metal". Pra ver novamente o Whitesnake, O Príncipe das Trevas Ozzy, Scorpions e AC/DC.

Conforme você mencionou, ali só tinha o Hotel Monza e o posto de gasolina em frente, que ficava agarrado no muro do autódromo. Quem dependia de condução pública naquela região tava muito fudido.
Assisti ao dia 11 também, depois o show do Queen no dia 18 e no domingo 20. Nos anos 80 e 90, esse lugar era muito bom para namorar...
Para o mundo que eu quero descer, tá tudo errado, tá tudo errado
Desorientado segue o mundo, enquanto eu vou ficando aqui parado!



QUE PAÍS SERÁ ESTE??

Responder

Voltar para “Tribuna de Imprensa”