POLÍTICA NACIONAL X

Área destinada para deixarmos registradas as nossas opiniões sobre tudo o que circunda a Economia, a Política e os Temas Sociais, do Brasil e do Mundo.
Avatar do usuário
Cholo_CRVG
Juvenil
Juvenil
Mensagens: 574
Registrado em: 06 Jan 2017, 08:48

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cholo_CRVG » 10 Out 2017, 22:47

Lorenzo escreveu:
10 Out 2017, 20:13
Cholo_CRVG escreveu:
10 Out 2017, 19:34
Lorenzo escreveu:
10 Out 2017, 19:28


Você acha q bandido é corajoso? Bandido é covarde, bandido tb tem medo de morrer, a não ser que esteja doido de crack... aí ele peita até caveirão do BOPE com canivete suíço...

Ele pode até não parar de roubar, mas vai pensar duas, três vezes antes de tentar algo, vai ter que escolher melhor suas vítimas... ou seja, no mínimo, vai dificultar as coisas pra ele.

"muitas pessoas iriam comprar a arma legalizada para depois vender aos bandidos..." - Como se hoje fosse muito difícil um bandido conseguir uma arma...
Claro você sozinho contra um bando de 5 por exemplo, armado ou não quem terá medo é você.

"muitas pessoas iriam comprar a arma le ... ma arma...

Será mais fácil.
Ah, claro, pq 100% dos assaltos no Brasil são realizados em bando...

Vcs adoram pegar 1 caso e colocar como regra...
Como eu disse eles mudariam o modus operandi em alguns casos apenas. Isso não levará a um número menor de homicídios. O que levará a um número menor de homicídios é um investimento maior em segurança pública, em melhorar as condições de trabalho dos policiais, e prepara-los mais. Diferente do que vem acontecendo que não abre quase concurso pra PM porque o estado não consegue nem pagar direito o salário dos que já estão.
Imagem

Avatar do usuário
Wagnersac
Benemérito
Benemérito
Mensagens: 5930
Registrado em: 29 Dez 2015, 22:36
Localização: Copacabana - RJ

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Wagnersac » 11 Out 2017, 08:37

Por que muitos jovens se apaixonam pelas ideias violentas de Bolsonaro?


Políticos misóginos, comediantes homofóbicos, religiosos fundamentalistas e celebridades violentas têm se tornado exemplos para grupos de rapazes que, acreditando serem revolucionários e contestadores, na verdade agem de forma conservadora e reacionária.

Acreditam que estão sendo subversivos lutando contra a ''ditadura do politicamente correto'' – que se tornou uma forma pejorativa de se referir aos direitos humanos.

Essa ditadura, claro, é uma ficção. Qualquer ostra saudável sabe que se os direitos humanos fossem minimamente respeitados por aqui não haveria fome, crianças trabalhando, idosos deixados para morrer à própria sorte, pessoas vivendo sem um teto. Não teríamos essa taxa pornográfica de homicídios, nem exploração sexual de crianças e adolescentes, muito menos trabalho escravo. Aos migrantes pobres seria garantida a mesma dignidade conferida a migrantes ricos. Todas as crenças seriam respeitadas, tendo Jeová como deus ou não. A liberdade de expressão seria defendida, mas não a custo da dignidade e da vida humanas. Se direitos humanos fossem efetivados, não teríamos mulheres sendo estupradas, negros ganhando menos do que brancos e pessoas morrendo por amar alguém do mesmo sexo. O que temos, em verdade, é um statuo quo sendo contestado, o que provoca pânico em muita gente.

Parte desses jovens também abraça discursos ultraconservadores como reação às tentativas de inclusão de grupos historicamente excluídos. Como já escrevi aqui antes, ela viu que a luta por direitos iguais por parte de suas colegas de classe ou de coletivos feministas em suas escolas significará, para eles, uma perda de privilégios que hoje os homens têm. Nesse contexto, influenciadores digitais, formadores de opinião e guias religiosos ajudam a fomentar, com seus discursos violentos e irresponsáveis, uma resposta negativa dos rapazes à luta das moças pelo direito básico a não sofrerem violência.

E não apenas jovens. Há políticos, como Jair Bolsonaro, que ocupam um espaço de porta-voz de um público insatisfeito que se vê acuado diante do discurso de que muito do que lhes foi ensinado no que diz respeito aos seus direitos, deveres e limites agora precisa ser revisto para incorporar mudanças. Pessoas comuns que veem seus preconceitos serem atacados, chamados de coisa do passado. Imagine uma pessoa, que sente que seu mundo está mudando mais rápido do que pode compreender, quando aparece uma liderança dizendo que não precisa se sentir dessa forma, nem se adaptar. Apenas lutar para manter tudo como está. Não admira, portanto, que Bolsonaro esteja bem colocado entre os mais ricos nas pesquisas de opinião.

Independentemente do que aconteça daqui em diante na política brasileira, temos visto o resgate de uma narrativa (que imaginávamos morta e enterrada) que justifica o ataque aos direitos humanos sob o argumento insano de que são ''coisa de comunista''. Ou seja, o pacote de direitos, que em sua formulação contemporânea se deu sob clara inspiração liberal, ganha outra conotação na mente de gente mal informada ou mal intencionada. A efetivação de direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais vem sendo julgada em praça pública com o argumento de que ''criam discórdia onde antes havia paz'' ou ''geram divisões onde tudo funcionava bem''. Funcionava bem para quem?

Como os principais partidos políticos não se esforçaram para garantir mais participação popular, o governo e a oposição derrapam em dar respostas para a retomada do crescimento econômico e a vida do brasileiro (principalmente o mais pobre) vai piorando a olhos vistos, além de um esgarçamento institucional para salvar envolvidos em corrupção, vamos assistindo ao crescimento de discursos que bradam que a política é desnecessária. E que a própria democracia é questionável.

Políticos como Donald Trump e Jair Bolsonaro não são idiotas, pelo contrário. Falam o que falam porque sabem que muita gente irá aplaudi-los por isso. Embrulham sua narrativa em uma falso frescor de novidade que cativa muitos jovens quando, na verdade, ela é a mesma que está no poder desde que os primeiros brancos chegaram ao continente americano.

Sabem conversar com um público que quer saídas rápidas para a falta de emprego e para a segurança pública e que precisam de alguém que lhes entregue uma narrativa consistente para poderem tocar suas vidas – narrativa que os partidos tradicionais solapam em oferecer. A esquerda, com louváveis exceções, parece não querer fazer isso na área da segurança pública. Jovens estão morrendo na periferia aos milhares e policiais honestos, às dezenas. Portanto, são necessárias soluções de curto prazo, que passem por garantir qualidade de vida dessas populações de ''matáveis'', e não apenas ações estruturais que levam anos.

Mas, como já disse aqui, a mesma insatisfação com a política tradicional e a mesma crise das narrativas que elegeram Donald Trump, também produziram Bernie Sanders. Mesmo que não tenha sido escolhido por conta de intensa campanha do establishment do próprio Partido Democrata, sua disputa nas primárias provocou debate sobre um projeto mais progressista para os Estados Unidos. Papel semelhante desempenha Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista, no Reino Unido – que perdeu a eleição para Theresa May. Ele cresce em popularidade, com seu discurso mais à esquerda, em uma nação que tenta entender o que significa sua saída da União Europeia. Os dois são chamados de populistas e irresponsáveis por quem acredita na divindade do mercado. Mas ajudam a arejar o debate com novas propostas, cativando os mais jovens.

A esquerda no Brasil conseguirá se organizar e disputar um novo projeto de país? Um que não tenha vergonha de reconhecer seus erros e atuar em campos que lhe são espinhentos, como a violência urbana? Poderá construir uma nova narrativa que desperte o sonho e o engajamento dos mais novos?

Muitos desses jovens estão descontentes, mas não sabem o que querem. Sabem o que não querem. Neste momento, por mais agressivos que sejam, boa parte deles está em êxtase, alucinada com a rua e com o poder que acreditam ter nas mãos. Mas ao mesmo tempo com medo. Pois cobrados de uma resposta sobre sua insatisfação, no fundo, no fundo, conseguem perceber apenas um grande vazio. Pode-se continuar dando às costas a eles, chamando-os de fascistas, ou abrir o diálogo – muitas vezes difícil, mas necessário.

Há um déficit de democracia participativa que vai ter que ser resolvido. Só votar e esperar quatro anos não adianta mais para esse grupo, pois muitos jovens reivindicam participar ativamente da política. Querem mais formas de interferir diretamente nos rumos da ação política de sua cidade, estado ou país. Não da mesma forma que as gerações de seus pais e avós, claro. Porque, naquela época, ninguém em sã consciência poderia supor que criaríamos outra camada de relacionamento social, que ignorasse distância e catalisasse processos.

Precisamos, urgentemente, ouvir os mais novos e construir com eles um projeto para a sociedade em que vivemos. Negar isso e buscar, novamente, saídas de cima para baixo, seja através da esquerda democrática ou da direita liberal, não dará certo. Não admira que quem sugere adotar as soluções de sempre são as mesmas pessoas que não entenderam o significado das manifestações de junho de 2013. Ou que nada aprenderam com elas.

Se não abrirmos esse debate, teremos uma década de um sombrio macarthismo, repaginado e adaptado, que se desenha adiante. Década puxada por velhos políticos fantasiados com o novo e suas milícias digitais.
Imagem

Avatar do usuário
Wagnersac
Benemérito
Benemérito
Mensagens: 5930
Registrado em: 29 Dez 2015, 22:36
Localização: Copacabana - RJ

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Wagnersac » 11 Out 2017, 08:45

População votaria até no demônio se ele garantir segurança e emprego


Ao contrário do que prega o preconceito do senso comum, de que a massa da população é irracional e não sabe votar, o eleitor pode ser bastante pragmático em seus cálculos políticos. Por exemplo, em diversas ocasiões acabou por escolher aquele que o convenceu de que era capaz de garantir empregos e um mínimo de condições para os trabalhadores e suas famílias.

Com a economia indo bem e o país crescendo, a população reelegeu Lula, em 2006, mesmo após as denúncias de corrupção envolverem seu partido. A história é diferente do escândalo da Lava Jato, muitas vezes maior que o do Mensalão. Mas se o país estivesse crescendo e empregos e poder de compra sendo preservados, dificilmente Dilma Rousseff teria um governo frágil e impopular a ponto de sofrer impeachment.

Da mesma forma, Donald Trump não ganhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos por conta de seu discurso de campanha ultraconservador. Isso contribuiu, porém ele não conseguiu o voto de eleitores de Estados que desempataram a corrida eleitoral por discursos machistas, xenófobos e homofóbicos. Mas, sim, por prometer ao trabalhador médio norte-americano a recuperação de seus empregos, perdidos com a globalização. Para muito, o restante foi relevado. Não porque concordassem com os preconceitos de Trump, mas por causa desse cálculo racional.

Não creio que o combate à corrupção será o principal elemento procurado pelo eleitor no ano que vem. Se a recuperação econômica seguir soluçando, como está hoje, e não se traduzir em melhoria real para os trabalhadores, o eleitor médio vai privilegiar quem o convencer, mesmo que de forma vazia, de que produzirá empregos em grande quantidade e devolver sua ''cidadania através do consumo''.

Mas outro elemento entra nessa conta. A situação da economia aprofundou a crise de segurança no país. Não que a violência não seja endêmica por aqui há muito tempo, com um número de assassinatos maior que em zonas de guerra. Mas o aumento da pobreza e do desemprego, a falta de recursos para garantir serviços públicos e a incompetência na gestão de governos, como o do Rio de Janeiro, levou à explosão do medo da violência, muito maior que o crescimento da violência em si.

Um número apontado pelo Datafolha, neste sábado (7), de que 72% dos cariocas aceitam a ideia de mudar da cidade do Rio em razão da violência é paradigmático disso. Quem conseguir convencer a população que vai resolver essa situação, mesmo através da adoção de saídas que, na prática, são vazias e ineficazes, ganhará votos.

E mesmo que as propostas sejam pouco democráticas. O estudo ''Medo da Violência e Autoritarismo no Brasil'', produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com levantamento do Datafolha, mostrou que, em uma escala de zero a dez, a sociedade brasileira marca 8,1 na propensão a endossar posições autoritárias.

A atual situação de crise institucional e de perda de fé na política como solução pacífica dos conflitos nacionais, abre as portas para indivíduos que se colocam como ''salvadores da pátria'' a fim de ganhar espaço a fim de nos ''tirar das trevas'' sem o empecilho da ''política'' – ou seja, de regras e limites dados pela construção coletiva.

Os temas comportamentais e morais, apesar de fazerem sucesso nas redes sociais hoje, não devem serão o fiel da balança do voto. As milícias digitais responsáveis pelas polêmicas em torno de manifestações artísticas sob a justificativa de resgatar a ''moralidade'' ou os ''bons costumes'' sabem disso. Mas o objetivo delas é que, vendendo-se como consciência crítica e guardiões de valores, aumentam a influência e poder sobre a população para outros fins – como aglutinar seguidores visando à eleição de seu candidato no ano que vem.

O problema é que a campanha eleitoral é estruturada no Brasil de forma a privilegiar o marketing sobre os candidatos, mas não o debate público de ideias. Se tivéssemos um debate real de candidatos à Presidência e não aqueles simulacros de discussão produzidos hoje, a situação poderia ser um pouco melhor. Uma sequência de debates, em cadeia de rádio e televisão, um por semana, durante três ou quatro meses, divididos por temas, tratando de forma profundada assuntos de interesse popular, com mediadores que, de fato, questionassem os candidatos quando esses se esquivassem da resposta, garantiríamos mais subsídio à população. Isso ajudaria a mostrar a real natureza de propostas rápidas, vazias, populistas e, não raro, autoritárias e enganosas.

A falta de resposta decente dos atuais governantes à necessidade de empregos e à garantia de segurança pública pode jogar o Brasil não mãos de qualquer um no ano que vem. Não falo apenas de um pré-candidato já existente, mas um ''salvador da pátria pode ser qualquer um – inclusive alguém que ainda não apareceu na listas de intenção de voto. Alguém que não tenha apreço pela democracia e pela liberdade.

Algo me diz que estamos cavando lentamente nossa própria sepultura.
Imagem

Avatar do usuário
Spider
Júnior
Júnior
Mensagens: 2061
Registrado em: 04 Jan 2016, 09:47

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Spider » 11 Out 2017, 09:09

rafael.pereira escreveu:
10 Out 2017, 19:40
Spider escreveu:
10 Out 2017, 15:23
rafael.pereira escreveu:
10 Out 2017, 13:11


Mano, só o fato dos bandidos souberem que em cada casa um pai de família tem porte de armas (não apenas uma) já derrubará a tese de que eles teram facilidade para invadir seu lar. Veja se nos EUA há muitas invasões a lares.

O desarmamento só desarmou as pessoas de bem e tirou a resistencia da população contra a bandidagem.

Repito pela milésima vez, o desarmamento só piorou a situação e números estão ai contra qualquer argumento que vc queira levantar contra isso. Estatisticas não mentem!
EUA é o único país de primeiro mundo na lista dos países com maior número de mortes por arma de fogo. É muito mais lógico (apesar de não completamente correto) vc correlacionar o porte de arma a número de mortes nesse caso, num país de primeiro mundo com menos desigualdade e violência, do que no Brasil que tem um caralhão de fatores sociais e economicos que interferem muito mais.
Pô, qual é o 2º Pais de primeiro mundo populoso nessa lista? Tem mais de 30, 50 milhões de habitantes? EUA tem quase 350 milhões de habitantes, lógico que os números serão maiores e mesmo assim são menos de 15 mil mortes contra quase 100 mil no Brasil.

Não esqueça tb que EUA é o Pais que mais recebe imigrantes de toda parte do mundo, não espere um Pais perfeito recebendo tanto vagabundo que chega lá achando que o sonho americano está a sua espera e não é a toa que Trump quer construir seu muro e restringir a imigração.
Essas estatísticas são calculadas por média, geralmente x100 mil habitantes, não importa a populção total - tanto é que China e India que são um dos países mais populosos do mundo estão lá atrás no ranking.

E o seu segundo parágrafo é xenofobia pura que não vale nem a pena comentar. Mas dá uma pesquisada nesses casos de assassinatos em massa lá e vê se foram feitos por americanos ou imigrantes.

Avatar do usuário
vigo
Júnior
Júnior
Mensagens: 3454
Registrado em: 04 Jan 2016, 08:58

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por vigo » 11 Out 2017, 09:46

Wagnersac escreveu:
11 Out 2017, 08:45
População votaria até no demônio se ele garantir segurança e emprego


Ao contrário do que prega o preconceito do senso comum, de que a massa da população é irracional e não sabe votar, o eleitor pode ser bastante pragmático em seus cálculos políticos. Por exemplo, em diversas ocasiões acabou por escolher aquele que o convenceu de que era capaz de garantir empregos e um mínimo de condições para os trabalhadores e suas famílias.

Com a economia indo bem e o país crescendo, a população reelegeu Lula, em 2006, mesmo após as denúncias de corrupção envolverem seu partido. A história é diferente do escândalo da Lava Jato, muitas vezes maior que o do Mensalão. Mas se o país estivesse crescendo e empregos e poder de compra sendo preservados, dificilmente Dilma Rousseff teria um governo frágil e impopular a ponto de sofrer impeachment.

Da mesma forma, Donald Trump não ganhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos por conta de seu discurso de campanha ultraconservador. Isso contribuiu, porém ele não conseguiu o voto de eleitores de Estados que desempataram a corrida eleitoral por discursos machistas, xenófobos e homofóbicos. Mas, sim, por prometer ao trabalhador médio norte-americano a recuperação de seus empregos, perdidos com a globalização. Para muito, o restante foi relevado. Não porque concordassem com os preconceitos de Trump, mas por causa desse cálculo racional.

Não creio que o combate à corrupção será o principal elemento procurado pelo eleitor no ano que vem. Se a recuperação econômica seguir soluçando, como está hoje, e não se traduzir em melhoria real para os trabalhadores, o eleitor médio vai privilegiar quem o convencer, mesmo que de forma vazia, de que produzirá empregos em grande quantidade e devolver sua ''cidadania através do consumo''.

Mas outro elemento entra nessa conta. A situação da economia aprofundou a crise de segurança no país. Não que a violência não seja endêmica por aqui há muito tempo, com um número de assassinatos maior que em zonas de guerra. Mas o aumento da pobreza e do desemprego, a falta de recursos para garantir serviços públicos e a incompetência na gestão de governos, como o do Rio de Janeiro, levou à explosão do medo da violência, muito maior que o crescimento da violência em si.

Um número apontado pelo Datafolha, neste sábado (7), de que 72% dos cariocas aceitam a ideia de mudar da cidade do Rio em razão da violência é paradigmático disso. Quem conseguir convencer a população que vai resolver essa situação, mesmo através da adoção de saídas que, na prática, são vazias e ineficazes, ganhará votos.

E mesmo que as propostas sejam pouco democráticas. O estudo ''Medo da Violência e Autoritarismo no Brasil'', produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com levantamento do Datafolha, mostrou que, em uma escala de zero a dez, a sociedade brasileira marca 8,1 na propensão a endossar posições autoritárias.

A atual situação de crise institucional e de perda de fé na política como solução pacífica dos conflitos nacionais, abre as portas para indivíduos que se colocam como ''salvadores da pátria'' a fim de ganhar espaço a fim de nos ''tirar das trevas'' sem o empecilho da ''política'' – ou seja, de regras e limites dados pela construção coletiva.

Os temas comportamentais e morais, apesar de fazerem sucesso nas redes sociais hoje, não devem serão o fiel da balança do voto. As milícias digitais responsáveis pelas polêmicas em torno de manifestações artísticas sob a justificativa de resgatar a ''moralidade'' ou os ''bons costumes'' sabem disso. Mas o objetivo delas é que, vendendo-se como consciência crítica e guardiões de valores, aumentam a influência e poder sobre a população para outros fins – como aglutinar seguidores visando à eleição de seu candidato no ano que vem.

O problema é que a campanha eleitoral é estruturada no Brasil de forma a privilegiar o marketing sobre os candidatos, mas não o debate público de ideias. Se tivéssemos um debate real de candidatos à Presidência e não aqueles simulacros de discussão produzidos hoje, a situação poderia ser um pouco melhor. Uma sequência de debates, em cadeia de rádio e televisão, um por semana, durante três ou quatro meses, divididos por temas, tratando de forma profundada assuntos de interesse popular, com mediadores que, de fato, questionassem os candidatos quando esses se esquivassem da resposta, garantiríamos mais subsídio à população. Isso ajudaria a mostrar a real natureza de propostas rápidas, vazias, populistas e, não raro, autoritárias e enganosas.

A falta de resposta decente dos atuais governantes à necessidade de empregos e à garantia de segurança pública pode jogar o Brasil não mãos de qualquer um no ano que vem. Não falo apenas de um pré-candidato já existente, mas um ''salvador da pátria pode ser qualquer um – inclusive alguém que ainda não apareceu na listas de intenção de voto. Alguém que não tenha apreço pela democracia e pela liberdade.

Algo me diz que estamos cavando lentamente nossa própria sepultura.
A sepultura foi cavada há séculos no nosso processo de colonização, no escravagismo, na partição de terras, no modelo república de bananas com poder centralizado, na falta de EDUCAÇÃO, etc e etc.

Nosso desafio é escavar para sair! Processo que deve ser lento e doloroso e vai envolver rupturas, conluios, atritos, etc.

Não vejo mal algum em posições diferentes, mesmo que extremas, aliás é a existência destas que nos faz evoluir, a partir da discussão acalorada, dos embates, das oposições. Não existe futuro num país onde todos são ovelhinhas e seguem os lobos. Não existe futuro numa nação onde todos são unânimes e passivos. As "guerras" são fundamentais como indutoras de mudanças.

Achar que todos vão se dar as mãos e colidir num mundo de amizades, solidariedade e tolerância, é ingênuo. A outra parte é fundamental e complementa o todo.


Em tempo, não sou partidário do Bolsonaro, acho o Trumpete imbecil, mas respeito o direito dos mesmos terem suas posições discordantes da minha (quem sou eu? Rei do meu império. :lol: ). Por outro lado, também não concordo com o discursinho de fragmentação da sociedade em prol de grupos específicos, muito praticado pela dita "esquerda" (que adora uma regalia, mamata e ixquema).

Avatar do usuário
vigo
Júnior
Júnior
Mensagens: 3454
Registrado em: 04 Jan 2016, 08:58

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por vigo » 11 Out 2017, 10:08

Sobre votar no Demônio, bem qual a chapa dele?
Pelo menos sabemos das suas intenções desde o início.
Vai ser o caos, roubalheira (ops, parece uma certa nação terceiro-mundista), livre arbítrio (filosofia mater de DEUS) e punições exemplares (seria algum país escandinavo?).

Avatar do usuário
edu_vascao
Benemérito
Benemérito
Mensagens: 2582
Registrado em: 24 Dez 2015, 10:57

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por edu_vascao » 11 Out 2017, 14:27

So pra lembrar q nosso STF esta acovardado para o legisltivo... politicos ganham e o pais perde... alguem ainda acha q realmente vivemos numa democracia? Por isso volto a falar, nao gosto de ditadura nem de intervencao militar, mas cada dia me convenco q trocar a ditadura politica pela ditadura militar seria um passo para frente....
Imagem
O dia da crianca tambem eh o dia do animal
pena de morte para corrupcao
#separario
Supremos Traidores Federais
Ja pode prender o Lula?

Cheder
Grande Benemérito
Grande Benemérito
Mensagens: 9766
Registrado em: 23 Dez 2015, 22:13

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cheder » 11 Out 2017, 14:31

edu_vascao escreveu:
11 Out 2017, 14:27
So pra lembrar q nosso STF esta acovardado para o legisltivo... politicos ganham e o pais perde... alguem ainda acha q realmente vivemos numa democracia? Por isso volto a falar, nao gosto de ditadura nem de intervencao militar, mas cada dia me convenco q trocar a ditadura politica pela ditadura militar seria um passo para frente....
Ditadura militar não

Mas um governo de transição sim

Avatar do usuário
edu_vascao
Benemérito
Benemérito
Mensagens: 2582
Registrado em: 24 Dez 2015, 10:57

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por edu_vascao » 11 Out 2017, 14:34

Cheder escreveu:
11 Out 2017, 14:31
edu_vascao escreveu:
11 Out 2017, 14:27
So pra lembrar q nosso STF esta acovardado para o legisltivo... politicos ganham e o pais perde... alguem ainda acha q realmente vivemos numa democracia? Por isso volto a falar, nao gosto de ditadura nem de intervencao militar, mas cada dia me convenco q trocar a ditadura politica pela ditadura militar seria um passo para frente....
Ditadura militar não

Mas um governo de transição sim
Qlq coisa, ate o demonio eh melhor q essa ditadura q estamos... tem q tirar todos e nunca mais deixar nenhuma ali entrar na vida publica...
Imagem
O dia da crianca tambem eh o dia do animal
pena de morte para corrupcao
#separario
Supremos Traidores Federais
Ja pode prender o Lula?

Avatar do usuário
Spider
Júnior
Júnior
Mensagens: 2061
Registrado em: 04 Jan 2016, 09:47

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Spider » 11 Out 2017, 15:55

Mas o Jucá cantou essa pedra lá atrás, no grande acordo nacional "com supremo, com tudo"

Não sei qual a surpresa

Avatar do usuário
rafael.pereira
Júnior
Júnior
Mensagens: 3655
Registrado em: 30 Dez 2015, 17:57

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por rafael.pereira » 11 Out 2017, 17:22

Hoje é o dia em que o País saberá se a corrupção venceu. Não afastar o Aécio é dizer que o Senado tem total liberdade para roubar!

Todo problema surgiu porque o conselho de ética que deveria ter afastado o senador, simplesmente deu aval à corrupção mesmo com áudios e videos.

E quando o Senado está todo corrompido? Ninguém pode intervir segundo a constituição?

Engraçado que quando Cunha foi afastado ninguém chiou! Mas há um medo desgraçado de mexerem com Aécio que só me faz pensar que ele é muito pior que o Cunha e todo mundo tem rabo preso, inclusive ministros do supremo.
Imagem

Avatar do usuário
vigo
Júnior
Júnior
Mensagens: 3454
Registrado em: 04 Jan 2016, 08:58

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por vigo » 11 Out 2017, 17:59

rafael.pereira escreveu:
11 Out 2017, 17:22
Hoje é o dia em que o País saberá se a corrupção venceu. Não afastar o Aécio é dizer que o Senado tem total liberdade para roubar!

Todo problema surgiu porque o conselho de ética que deveria ter afastado o senador, simplesmente deu aval à corrupção mesmo com áudios e videos.

E quando o Senado está todo corrompido? Ninguém pode intervir segundo a constituição?

Engraçado que quando Cunha foi afastado ninguém chiou! Mas há um medo desgraçado de mexerem com Aécio que só me faz pensar que ele é muito pior que o Cunha e todo mundo tem rabo preso, inclusive ministros do supremo.
:ed2:

O Cunha virou o "malvado favorito", culpado por tudo, manipulador, quando a grana secou, viraram as costas.
Já o Beócio, já ameaçou abrir a boca sobre repasses de caixa 2 pra campanha, e é macaco velho nos esquemas de estatais do Setor elétrico.
Creio que também sabe uns podres do STF desde a época do FHC (Gilmar Mendes).

Agora, o Congresso é um antro de corrupção, achaque, esquemas, e só vota em benefício próprio. Trágico é ver que não existe oposição, pois toda a classe é vendida e bandida.

Avatar do usuário
gust_gyn
Júnior
Júnior
Mensagens: 2485
Registrado em: 04 Jan 2016, 09:40

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por gust_gyn » 11 Out 2017, 18:34

Acho que os problemas do Brasil vão além da falta de acesso à educação e da histórica má distribuição de renda.

O problema é de valores.

Vocês conhecem as "cidades dormitório"? Aquelas cidades em que as pessoas só vão para dormir ou, antes disso, fazer atividades mais básicas. É um fenômeno comum em regiões metropolitanas.

Pois bem. O Brasil era uma espécie de "cidade dormitório".

Quem vinha de Portugal, vinha para enriquecer e voltar. Não importava como. Não importavam os princípios, os valores, nada.
Os estrangeiros não vinham para construir uma comunidade nova. Aqui era uma estadia passageira. Por isso, valia tudo para enriquecer o mais rápido possível e voltar.
Desde o tráfico de madeira e ouro até a escravidão indígena (embora essa tenha sido ligeiramente contida pela igreja), tudo era permitido.
Para piorar não existia propriedade. Quem vinha para cá , no máximo, exercia uma posse, permitida pelo respectivo governante local.
Somente em 1850 as posses foram legalmente regularizadas. Mas sem propriedade.
Aliás, o registro das posses era paroquial. Somente se começa a falar em propriedade, propriamente dita no Brasil no século XX (num sistema de transcrição, anterior ao de registros).

Somemos isso tudo: gente sem perspectiva, que vem para enriquecer e logo voltar, sem amarras morais e sem a possibilidade de se tornar de fato dono da terra.
Não houve a criação de laços com o país e nem tampouco de comunidade.

Para que construir valores coletivos e regras de conduta? O objetivo é sair mesmo.

Para que ter ética ou caráter? O importante é enriquecer e voltar para a metrópole.

Está aí a semente do jeitinho brasileiro e da desonestidade que é cultural do país.

Diferentemente aconteceu em países cujos colonizadores eram ex-presidiários ou pessoas que não poderiam voltar a seus locais de origem (os "banidos"). Nesses países, por piores que fossem os colonizadores, eles tinham que estabelecer regras mínimas para a convivência. Era questão de necessidade. Não havia a opção de voltar.
Então, foram estabelecidos valores mínimos e construídas sociedades coesas, cujos cidadãos se identificam como nacionais.

Mas e os imigrantes de meados do século XX? Eles também tinham pretensão de sair do Brasil. E já estava arraigada a cultura do jeitinho, da vantagem.

Aqui nunca houve a preocupação de estabelecer uma comunidade e de construir uma identidade de brasileiro

Hoje pagamos a conta: que os brasileiros não se identificam como brasileiros, não têm valores em comum e nem pensamentos no bem comum. Mais vale o jeitinho, a canalhice, a falta de caráter (chamada de "esperteza") do que o respeito aos pares e o bem comum.
Até temos um país , mas não temos nação .

Somos apenas um bando largado num território, abandonado à própria sorte.

Cheder
Grande Benemérito
Grande Benemérito
Mensagens: 9766
Registrado em: 23 Dez 2015, 22:13

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cheder » 11 Out 2017, 19:14

edu_vascao escreveu:
11 Out 2017, 14:34
Cheder escreveu:
11 Out 2017, 14:31
edu_vascao escreveu:
11 Out 2017, 14:27
So pra lembrar q nosso STF esta acovardado para o legisltivo... politicos ganham e o pais perde... alguem ainda acha q realmente vivemos numa democracia? Por isso volto a falar, nao gosto de ditadura nem de intervencao militar, mas cada dia me convenco q trocar a ditadura politica pela ditadura militar seria um passo para frente....
Ditadura militar não

Mas um governo de transição sim
Qlq coisa, ate o demonio eh melhor q essa ditadura q estamos... tem q tirar todos e nunca mais deixar nenhuma ali entrar na vida publica...
Pois é...

Já listei várias coisas em um post anterior que deveriam ser feitas se um governo novo e de transição entrasse

Do jeito que está o circulo não se quebrará, nem se vier o presidente mais bem intencionado do mundo, já que grande parte do problema está no legislativo

A maioria das alterações são constitucionais e como a nossa constituição é rígida é praticamente impossível passar tudo no legislativo, eles cortariam na própria carne, não tem como

Cheder
Grande Benemérito
Grande Benemérito
Mensagens: 9766
Registrado em: 23 Dez 2015, 22:13

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cheder » 11 Out 2017, 19:17

gust_gyn escreveu:
11 Out 2017, 18:34
Acho que os problemas do Brasil vão além da falta de acesso à educação e da histórica má distribuição de renda.

O problema é de valores.

Vocês conhecem as "cidades dormitório"? Aquelas cidades em que as pessoas só vão para dormir ou, antes disso, fazer atividades mais básicas. É um fenômeno comum em regiões metropolitanas.

Pois bem. O Brasil era uma espécie de "cidade dormitório".

Quem vinha de Portugal, vinha para enriquecer e voltar. Não importava como. Não importavam os princípios, os valores, nada.
Os estrangeiros não vinham para construir uma comunidade nova. Aqui era uma estadia passageira. Por isso, valia tudo para enriquecer o mais rápido possível e voltar.
Desde o tráfico de madeira e ouro até a escravidão indígena (embora essa tenha sido ligeiramente contida pela igreja), tudo era permitido.
Para piorar não existia propriedade. Quem vinha para cá , no máximo, exercia uma posse, permitida pelo respectivo governante local.
Somente em 1850 as posses foram legalmente regularizadas. Mas sem propriedade.
Aliás, o registro das posses era paroquial. Somente se começa a falar em propriedade, propriamente dita no Brasil no século XX (num sistema de transcrição, anterior ao de registros).

Somemos isso tudo: gente sem perspectiva, que vem para enriquecer e logo voltar, sem amarras morais e sem a possibilidade de se tornar de fato dono da terra.
Não houve a criação de laços com o país e nem tampouco de comunidade.

Para que construir valores coletivos e regras de conduta? O objetivo é sair mesmo.

Para que ter ética ou caráter? O importante é enriquecer e voltar para a metrópole.

Está aí a semente do jeitinho brasileiro e da desonestidade que é cultural do país.

Diferentemente aconteceu em países cujos colonizadores eram ex-presidiários ou pessoas que não poderiam voltar a seus locais de origem (os "banidos"). Nesses países, por piores que fossem os colonizadores, eles tinham que estabelecer regras mínimas para a convivência. Era questão de necessidade. Não havia a opção de voltar.
Então, foram estabelecidos valores mínimos e construídas sociedades coesas, cujos cidadãos se identificam como nacionais.

Mas e os imigrantes de meados do século XX? Eles também tinham pretensão de sair do Brasil. E já estava arraigada a cultura do jeitinho, da vantagem.

Aqui nunca houve a preocupação de estabelecer uma comunidade e de construir uma identidade de brasileiro

Hoje pagamos a conta: que os brasileiros não se identificam como brasileiros, não têm valores em comum e nem pensamentos no bem comum. Mais vale o jeitinho, a canalhice, a falta de caráter (chamada de "esperteza") do que o respeito aos pares e o bem comum.
Até temos um país , mas não temos nação .

Somos apenas um bando largado num território, abandonado à própria sorte.
Certo, mas isso se agravou fortemente no golpe da república, o Brasil estava em um bom caminho se o reinado tivesse continuado, com a república, o puteiro foi oficialmente instaurado

Avatar do usuário
gust_gyn
Júnior
Júnior
Mensagens: 2485
Registrado em: 04 Jan 2016, 09:40

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por gust_gyn » 11 Out 2017, 19:53

Cheder escreveu:
11 Out 2017, 19:17
gust_gyn escreveu:
11 Out 2017, 18:34
Acho que os problemas do Brasil vão além da falta de acesso à educação e da histórica má distribuição de renda.

O problema é de valores.

Vocês conhecem as "cidades dormitório"? Aquelas cidades em que as pessoas só vão para dormir ou, antes disso, fazer atividades mais básicas. É um fenômeno comum em regiões metropolitanas.

Pois bem. O Brasil era uma espécie de "cidade dormitório".

Quem vinha de Portugal, vinha para enriquecer e voltar. Não importava como. Não importavam os princípios, os valores, nada.
Os estrangeiros não vinham para construir uma comunidade nova. Aqui era uma estadia passageira. Por isso, valia tudo para enriquecer o mais rápido possível e voltar.
Desde o tráfico de madeira e ouro até a escravidão indígena (embora essa tenha sido ligeiramente contida pela igreja), tudo era permitido.
Para piorar não existia propriedade. Quem vinha para cá , no máximo, exercia uma posse, permitida pelo respectivo governante local.
Somente em 1850 as posses foram legalmente regularizadas. Mas sem propriedade.
Aliás, o registro das posses era paroquial. Somente se começa a falar em propriedade, propriamente dita no Brasil no século XX (num sistema de transcrição, anterior ao de registros).

Somemos isso tudo: gente sem perspectiva, que vem para enriquecer e logo voltar, sem amarras morais e sem a possibilidade de se tornar de fato dono da terra.
Não houve a criação de laços com o país e nem tampouco de comunidade.

Para que construir valores coletivos e regras de conduta? O objetivo é sair mesmo.

Para que ter ética ou caráter? O importante é enriquecer e voltar para a metrópole.

Está aí a semente do jeitinho brasileiro e da desonestidade que é cultural do país.

Diferentemente aconteceu em países cujos colonizadores eram ex-presidiários ou pessoas que não poderiam voltar a seus locais de origem (os "banidos"). Nesses países, por piores que fossem os colonizadores, eles tinham que estabelecer regras mínimas para a convivência. Era questão de necessidade. Não havia a opção de voltar.
Então, foram estabelecidos valores mínimos e construídas sociedades coesas, cujos cidadãos se identificam como nacionais.

Mas e os imigrantes de meados do século XX? Eles também tinham pretensão de sair do Brasil. E já estava arraigada a cultura do jeitinho, da vantagem.

Aqui nunca houve a preocupação de estabelecer uma comunidade e de construir uma identidade de brasileiro

Hoje pagamos a conta: que os brasileiros não se identificam como brasileiros, não têm valores em comum e nem pensamentos no bem comum. Mais vale o jeitinho, a canalhice, a falta de caráter (chamada de "esperteza") do que o respeito aos pares e o bem comum.
Até temos um país , mas não temos nação .

Somos apenas um bando largado num território, abandonado à própria sorte.
Certo, mas isso se agravou fortemente no golpe da república, o Brasil estava em um bom caminho se o reinado tivesse continuado, com a república, o puteiro foi oficialmente instaurado
Sim.

Agravou muito.

Deu a um país imaturo, ainda sem noção do conceito de nação, o encargo de dividir os poderes.

Mas dar isso a um povo sem sentimento de pertencimento a uma nação é o mesmo que colocar raposas para proteger o galinheiro.
Se o indivíduo não pensa sequer em valores comuns, por que dar a ele a gestão ou fiscalização da coisa pública?

Foi a oportunidade ideal para toda a sorte de picaretas se valerem da coisa pública, por meios espúrios e fraudes eleitorais.

Dom Pedro II foi un grande estadista. Mas pagou os pecados por não fulminar seus inimigos. E seus inimigos não tiveram limites, imbuídos da vontade de estabelecer um governo que atendesse com perfeição a seus interesses pessoais.

O Brasil estaria melhor se tivesse continuado no império? Talvez. Dependeria de um sucessor digno do Pedro II.

Mas não tenho dúvidas de que esse presidencialismo de coalizão, existente desde os primórdios da república (salvo por dois passos curtos de parlamentarismo), corroeu a gestão da coisa pública.

Muitos ratos, que até então só roiam as beiradas, se viram podendo extorquir, chantagear e alcançar a picanha deste boi chamado patrimônio público.

Avatar do usuário
Wagnersac
Benemérito
Benemérito
Mensagens: 5930
Registrado em: 29 Dez 2015, 22:36
Localização: Copacabana - RJ

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Wagnersac » 13 Out 2017, 10:15

Por que tantas pessoas se encantam com a ideia de ter uma arma de fogo?


O filme “O Senhor das Armas”, de 2005, começa com uma frase canalha e genial:

“Uma em cada doze pessoas no mundo tem armas de fogo. A questão é: como chegamos às outras onze?”

Bem, no que se refere aos EUA, eles já chegaram. São nove armas de fogo para cada dez americanos. A chamada Segunda Emenda, criada para permitir a formação de milícias na época da independência, resiste até hoje. Os americanos sempre vislumbraram um inimigo externo contra o qual lutar. Primeiro eram os ingleses, depois espanhóis, mexicanos, japoneses, comunistas, vietnamitas, e agora, os terroristas islâmicos.

Aqui no Brasil, nunca tivemos muitos inimigos externos. O máximo que conseguimos conceber é uma rivalidade futebolística com a Argentina, que quase sempre se resolve dentro das quatro linhas do gramado. O nosso inimigo sempre foi muito mais interno do que externo. Também não temos essa cultura de armas de fogo. Aqui são 0,8 armas para cada dez habitantes, o que nos coloca bem próximos da média mundial. Mas se compararmos a mortalidade por arma de fogo temos 20 mortes para cada 100.000 habitantes contra 5 mortes para cada 100.000 habitantes nos EUA. Ou seja: não é a quantidade de armas que, sozinha, define o grau de violência ao qual uma sociedade está exposta.

Posto isso, me afasto um pouco da análise social e adentro um pouco a análise psicológica das armas. Por que tantas pessoas se encantam com as armas? Por que tantas pessoas desejam armas? Por que tantas pessoas precisam de armas? Penso comigo mesmo que as armas são encantadoras. Existe um certo encanto em poder estraçalhar algo ou alguém a metros, ou mesmo centenas de metros de distância. Todos nós temos gravadas na mente, mais ou menos conscientemente, cenas que associam as armas a situações de heroísmo e bravura. Ter uma arma, e eventualmente atirar, não deixa de ter em parte essa característica lúdica e brincante ligada à fantasia.

Mas se você perguntar a alguém que tenha uma, ou mesmo muitas armas, o motivo disso, a grande maioria vai responder: segurança. Pode parecer meio óbvio, mas em geral as pessoas não compram armas para sair atirando umas nas outras. Todo mundo tem medo de alguma coisa ou de outra, portanto, um portador de armas talvez seja um pouco mais medroso apenas do que a população em geral.

A má notícia é que a posse de uma arma de fogo não deixa ninguém mais seguro. Assim como tem um monte de gente que come porque porque é ansioso e continua ansioso, além de gordo, um inseguro com uma arma de fogo é apenas um inseguro armado. Fosse essa a solução estaria eu aqui distribuindo pistolas e espingardas aos meus pacientes, e não orientando terapia ou medicação.

Notadamente as questões das armas estão ligadas ao universo masculino. Pode reparar, quase sempre são os homens que matam e os homens que morrem. E sob esse ponto de vista, impossível não notar o quanto uma arma de fogo lembra um pinto. Um pinto de ferro, que nunca falha, um pinto de segurança.

Quando escutamos marmanjos choramingando: “Eles querem tirar nossas armas!”, não podemos deixar de pensar em garotos pequenos assustados com medo que um bicho-papão imaginário lhes arranque os pintinhos.

Complicado isso tudo num país, e num mundo, onde a sensação de insegurança é cada vez maior. Um mundo onde os homens sentem-se cada vez mais ameaçados pelas demandas crescentes dos direitos das mulheres, onde a tolerância para com o outro é cada vez menor. Imagino um Brasil com uma arma por habitante como nos EUA. Praticamente um Mad Max tupiniquim. Fazendo um raciocínio inverso ao Senhor das armas me pergunto: como chegar nesse monte de gente e botá-los no divã?

http://luizsperry.blogosfera.uol.com.br ... a-de-fogo/
Imagem

Avatar do usuário
Wagnersac
Benemérito
Benemérito
Mensagens: 5930
Registrado em: 29 Dez 2015, 22:36
Localização: Copacabana - RJ

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Wagnersac » 13 Out 2017, 10:18

Eu já suspeitava que essa tara por armas tinha um componente psicológico, quase um fetiche... :fkc:
Imagem

Avatar do usuário
VASCORAGEM
Profissional
Profissional
Mensagens: 4414
Registrado em: 31 Dez 2015, 10:01
Localização: Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por VASCORAGEM » 13 Out 2017, 10:50

No mundo cor de rosa da esquerda ninguém anda armado e as pessoas são felizes, principalmente nas favelas ops, comunidades (o politicamente correto é fundamental). Pena que não avisaram isso pros bandidos que lá vivem e fazem o diabo, facilitados pela corrupção generalizada das autoridades do mais alto escalão. Dessa forma, os principais defensores do desarmamento continuam protegidos por seguranças armados em sua fortalezas enquanto a população comum toma bala todo dia e morre. Esse é o Brasil que nunca vai dar certo.
Imagem

Avatar do usuário
rafael.pereira
Júnior
Júnior
Mensagens: 3655
Registrado em: 30 Dez 2015, 17:57

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por rafael.pereira » 13 Out 2017, 12:08

VASCORAGEM escreveu:
13 Out 2017, 10:50
No mundo cor de rosa da esquerda ninguém anda armado e as pessoas são felizes, principalmente nas favelas ops, comunidades (o politicamente correto é fundamental). Pena que não avisaram isso pros bandidos que lá vivem e fazem o diabo, facilitados pela corrupção generalizada das autoridades do mais alto escalão. Dessa forma, os principais defensores do desarmamento continuam protegidos por seguranças armados em sua fortalezas enquanto a população comum toma bala todo dia e morre. Esse é o Brasil que nunca vai dar certo.
Pois é, eu queria saber porque o Vagnersac está tão desesperado em não dá opção de defesa as pessoas de bem, porque os canalhas estão armados até os dentes e não vejo em seus posts reclamando sobre o armamento deles, o maior problema pra ele é se um pai de família pode proteger sua família.
Imagem

Avatar do usuário
Klaus
Grande Benemérito
Grande Benemérito
Mensagens: 1776
Registrado em: 23 Dez 2015, 22:34
Localização: Rio de Janeiro
Contato:

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Klaus » 13 Out 2017, 13:41

gust_gyn escreveu:
11 Out 2017, 19:53
Cheder escreveu:
11 Out 2017, 19:17
gust_gyn escreveu:
11 Out 2017, 18:34
Acho que os problemas do Brasil vão além da falta de acesso à educação e da histórica má distribuição de renda.

O problema é de valores.

Vocês conhecem as "cidades dormitório"? Aquelas cidades em que as pessoas só vão para dormir ou, antes disso, fazer atividades mais básicas. É um fenômeno comum em regiões metropolitanas.

Pois bem. O Brasil era uma espécie de "cidade dormitório".

Quem vinha de Portugal, vinha para enriquecer e voltar. Não importava como. Não importavam os princípios, os valores, nada.
Os estrangeiros não vinham para construir uma comunidade nova. Aqui era uma estadia passageira. Por isso, valia tudo para enriquecer o mais rápido possível e voltar.
Desde o tráfico de madeira e ouro até a escravidão indígena (embora essa tenha sido ligeiramente contida pela igreja), tudo era permitido.
Para piorar não existia propriedade. Quem vinha para cá , no máximo, exercia uma posse, permitida pelo respectivo governante local.
Somente em 1850 as posses foram legalmente regularizadas. Mas sem propriedade.
Aliás, o registro das posses era paroquial. Somente se começa a falar em propriedade, propriamente dita no Brasil no século XX (num sistema de transcrição, anterior ao de registros).

Somemos isso tudo: gente sem perspectiva, que vem para enriquecer e logo voltar, sem amarras morais e sem a possibilidade de se tornar de fato dono da terra.
Não houve a criação de laços com o país e nem tampouco de comunidade.

Para que construir valores coletivos e regras de conduta? O objetivo é sair mesmo.

Para que ter ética ou caráter? O importante é enriquecer e voltar para a metrópole.

Está aí a semente do jeitinho brasileiro e da desonestidade que é cultural do país.

Diferentemente aconteceu em países cujos colonizadores eram ex-presidiários ou pessoas que não poderiam voltar a seus locais de origem (os "banidos"). Nesses países, por piores que fossem os colonizadores, eles tinham que estabelecer regras mínimas para a convivência. Era questão de necessidade. Não havia a opção de voltar.
Então, foram estabelecidos valores mínimos e construídas sociedades coesas, cujos cidadãos se identificam como nacionais.

Mas e os imigrantes de meados do século XX? Eles também tinham pretensão de sair do Brasil. E já estava arraigada a cultura do jeitinho, da vantagem.

Aqui nunca houve a preocupação de estabelecer uma comunidade e de construir uma identidade de brasileiro

Hoje pagamos a conta: que os brasileiros não se identificam como brasileiros, não têm valores em comum e nem pensamentos no bem comum. Mais vale o jeitinho, a canalhice, a falta de caráter (chamada de "esperteza") do que o respeito aos pares e o bem comum.
Até temos um país , mas não temos nação .

Somos apenas um bando largado num território, abandonado à própria sorte.
Certo, mas isso se agravou fortemente no golpe da república, o Brasil estava em um bom caminho se o reinado tivesse continuado, com a república, o puteiro foi oficialmente instaurado
Sim.

Agravou muito.

Deu a um país imaturo, ainda sem noção do conceito de nação, o encargo de dividir os poderes.

Mas dar isso a um povo sem sentimento de pertencimento a uma nação é o mesmo que colocar raposas para proteger o galinheiro.
Se o indivíduo não pensa sequer em valores comuns, por que dar a ele a gestão ou fiscalização da coisa pública?

Foi a oportunidade ideal para toda a sorte de picaretas se valerem da coisa pública, por meios espúrios e fraudes eleitorais.

Dom Pedro II foi un grande estadista. Mas pagou os pecados por não fulminar seus inimigos. E seus inimigos não tiveram limites, imbuídos da vontade de estabelecer um governo que atendesse com perfeição a seus interesses pessoais.

O Brasil estaria melhor se tivesse continuado no império? Talvez. Dependeria de um sucessor digno do Pedro II.

Mas não tenho dúvidas de que esse presidencialismo de coalizão, existente desde os primórdios da república (salvo por dois passos curtos de parlamentarismo), corroeu a gestão da coisa pública.

Muitos ratos, que até então só roiam as beiradas, se viram podendo extorquir, chantagear e alcançar a picanha deste boi chamado patrimônio público.
O Império apresenta dados impressionantes, como o fato de ter sido a quarta maior economia do mundo, e chegar a possuir a terceira melhor marinha de guerra do mundo, atrás de Inglaterra e França. Na época, dado a importância fundamental das forças navais, isto seria como hoje você ter o terceiro mais respeitado programa nuclear do mundo. A liberdade de imprensa era maior até do que na Inglaterra, tida como nação liberal.

O segundo reinado ainda registrou crescimento médio de quase 5% ao ano, com média de 1% de inflação ao ano. Com iniciativas pioneiras como a do barão de Mauá, a iniciativa privada ia ganhando força e fomentava a economia, com um esboço de industrialização a partir dos anos 70.

Sobre sucessores a Dom Pedro 2, seria a princesa Isabel.

Sobre separação de poderes, aí você está fazendo uma confusão histórica devido a falta de esclarecimento do ensino brasileiro quanto à época do Império, decorrente do fato de estarmos na República. O que aconteceu justamente foi que tínhamos essa separação de poderes, porém ela foi pro espaço com o golpe de 15 de novembro, onde entramos naquilo que é chamado carinhosamente de "República da Espada" (quando o presidente censura os jornais, prende e mata quem quer e determina aquilo que o STF deve decidir, tá mais para o que mesmo!?).

Enfim, tínhamos um poder legislativo (câmara e senado) eleito. O poder executivo era formado por quem tivesse maioria na câmara dos deputados, com a figura do presidente do Conselho de Ministros e seus ministérios (equivalente do primeiro ministro). O judiciário era independente. Ao imperador cabia o poder moderador, para controlar eventuais crises e intrigas entre os poderes. Assim, ele podia dissolver a câmara e chamar novas eleições (como a Inglaterra fez há pouco por exemplo), demitir o Presidente do Conselho dos Ministros caso este perdesse apoio e pedir que a maioria da câmara indicasse outro, sancionar ou vetar leis votadas pelo parlamento (não podendo vetar duas vezes seguidas a mesma lei), e fazer as nomeações de Estado (STJ, etc.). Desta forma havia uma separação clara entre governo e Estado, e não existia isto do governo aparelhar o Estado para garantir sua governabilidade.

A grande verdade que não contam é que a partir de 1889 passamos de uma monarquia parlamentar para uma ditadura.

A monarquia cai porque D Pedro, já velho e cansado, resolve não oferecer resistência à uma minoria composta por exército e grandes latifundiários insatisfeitos com o fim da escravidão. Não por acaso estes latifundiários logo passam a dominar a vida pública com a política do Café com Leite. Deixamos de ser a grande hegemonia da América Latina para ser somente mais uma republiqueta, abdicando de nossas raízes históricas e portanto de nossa identidade.
Imagem

Cheder
Grande Benemérito
Grande Benemérito
Mensagens: 9766
Registrado em: 23 Dez 2015, 22:13

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cheder » 13 Out 2017, 15:37

Wagnersac escreveu:
13 Out 2017, 10:15
Por que tantas pessoas se encantam com a ideia de ter uma arma de fogo?


O filme “O Senhor das Armas”, de 2005, começa com uma frase canalha e genial:

“Uma em cada doze pessoas no mundo tem armas de fogo. A questão é: como chegamos às outras onze?”

Bem, no que se refere aos EUA, eles já chegaram. São nove armas de fogo para cada dez americanos. A chamada Segunda Emenda, criada para permitir a formação de milícias na época da independência, resiste até hoje. Os americanos sempre vislumbraram um inimigo externo contra o qual lutar. Primeiro eram os ingleses, depois espanhóis, mexicanos, japoneses, comunistas, vietnamitas, e agora, os terroristas islâmicos.

Aqui no Brasil, nunca tivemos muitos inimigos externos. O máximo que conseguimos conceber é uma rivalidade futebolística com a Argentina, que quase sempre se resolve dentro das quatro linhas do gramado. O nosso inimigo sempre foi muito mais interno do que externo. Também não temos essa cultura de armas de fogo. Aqui são 0,8 armas para cada dez habitantes, o que nos coloca bem próximos da média mundial. Mas se compararmos a mortalidade por arma de fogo temos 20 mortes para cada 100.000 habitantes contra 5 mortes para cada 100.000 habitantes nos EUA. Ou seja: não é a quantidade de armas que, sozinha, define o grau de violência ao qual uma sociedade está exposta.

Posto isso, me afasto um pouco da análise social e adentro um pouco a análise psicológica das armas. Por que tantas pessoas se encantam com as armas? Por que tantas pessoas desejam armas? Por que tantas pessoas precisam de armas? Penso comigo mesmo que as armas são encantadoras. Existe um certo encanto em poder estraçalhar algo ou alguém a metros, ou mesmo centenas de metros de distância. Todos nós temos gravadas na mente, mais ou menos conscientemente, cenas que associam as armas a situações de heroísmo e bravura. Ter uma arma, e eventualmente atirar, não deixa de ter em parte essa característica lúdica e brincante ligada à fantasia.

Mas se você perguntar a alguém que tenha uma, ou mesmo muitas armas, o motivo disso, a grande maioria vai responder: segurança. Pode parecer meio óbvio, mas em geral as pessoas não compram armas para sair atirando umas nas outras. Todo mundo tem medo de alguma coisa ou de outra, portanto, um portador de armas talvez seja um pouco mais medroso apenas do que a população em geral.

A má notícia é que a posse de uma arma de fogo não deixa ninguém mais seguro. Assim como tem um monte de gente que come porque porque é ansioso e continua ansioso, além de gordo, um inseguro com uma arma de fogo é apenas um inseguro armado. Fosse essa a solução estaria eu aqui distribuindo pistolas e espingardas aos meus pacientes, e não orientando terapia ou medicação.

Notadamente as questões das armas estão ligadas ao universo masculino. Pode reparar, quase sempre são os homens que matam e os homens que morrem. E sob esse ponto de vista, impossível não notar o quanto uma arma de fogo lembra um pinto. Um pinto de ferro, que nunca falha, um pinto de segurança.

Quando escutamos marmanjos choramingando: “Eles querem tirar nossas armas!”, não podemos deixar de pensar em garotos pequenos assustados com medo que um bicho-papão imaginário lhes arranque os pintinhos.

Complicado isso tudo num país, e num mundo, onde a sensação de insegurança é cada vez maior. Um mundo onde os homens sentem-se cada vez mais ameaçados pelas demandas crescentes dos direitos das mulheres, onde a tolerância para com o outro é cada vez menor. Imagino um Brasil com uma arma por habitante como nos EUA. Praticamente um Mad Max tupiniquim. Fazendo um raciocínio inverso ao Senhor das armas me pergunto: como chegar nesse monte de gente e botá-los no divã?

http://luizsperry.blogosfera.uol.com.br ... a-de-fogo/
Puts, o textinho é um mero panfleto ideológico

Tem trechos aí tão infantis, que pelo amor de deus :affs:

Arma de fogo realmente não traz segurança não, quando alguem vier lhe agredir o melhor a ser usado é um estilingue, arma de fogo não, não traz segurança

Avatar do usuário
Cholo_CRVG
Juvenil
Juvenil
Mensagens: 574
Registrado em: 06 Jan 2017, 08:48

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cholo_CRVG » 14 Out 2017, 14:30

Cheder escreveu:
13 Out 2017, 15:37
Wagnersac escreveu:
13 Out 2017, 10:15
Por que tantas pessoas se encantam com a ideia de ter uma arma de fogo?


O filme “O Senhor das Armas”, de 2005, começa com uma frase canalha e genial:

“Uma em cada doze pessoas no mundo tem armas de fogo. A questão é: como chegamos às outras onze?”

Bem, no que se refere aos EUA, eles já chegaram. São nove armas de fogo para cada dez americanos. A chamada Segunda Emenda, criada para permitir a formação de milícias na época da independência, resiste até hoje. Os americanos sempre vislumbraram um inimigo externo contra o qual lutar. Primeiro eram os ingleses, depois espanhóis, mexicanos, japoneses, comunistas, vietnamitas, e agora, os terroristas islâmicos.

Aqui no Brasil, nunca tivemos muitos inimigos externos. O máximo que conseguimos conceber é uma rivalidade futebolística com a Argentina, que quase sempre se resolve dentro das quatro linhas do gramado. O nosso inimigo sempre foi muito mais interno do que externo. Também não temos essa cultura de armas de fogo. Aqui são 0,8 armas para cada dez habitantes, o que nos coloca bem próximos da média mundial. Mas se compararmos a mortalidade por arma de fogo temos 20 mortes para cada 100.000 habitantes contra 5 mortes para cada 100.000 habitantes nos EUA. Ou seja: não é a quantidade de armas que, sozinha, define o grau de violência ao qual uma sociedade está exposta.

Posto isso, me afasto um pouco da análise social e adentro um pouco a análise psicológica das armas. Por que tantas pessoas se encantam com as armas? Por que tantas pessoas desejam armas? Por que tantas pessoas precisam de armas? Penso comigo mesmo que as armas são encantadoras. Existe um certo encanto em poder estraçalhar algo ou alguém a metros, ou mesmo centenas de metros de distância. Todos nós temos gravadas na mente, mais ou menos conscientemente, cenas que associam as armas a situações de heroísmo e bravura. Ter uma arma, e eventualmente atirar, não deixa de ter em parte essa característica lúdica e brincante ligada à fantasia.

Mas se você perguntar a alguém que tenha uma, ou mesmo muitas armas, o motivo disso, a grande maioria vai responder: segurança. Pode parecer meio óbvio, mas em geral as pessoas não compram armas para sair atirando umas nas outras. Todo mundo tem medo de alguma coisa ou de outra, portanto, um portador de armas talvez seja um pouco mais medroso apenas do que a população em geral.

A má notícia é que a posse de uma arma de fogo não deixa ninguém mais seguro. Assim como tem um monte de gente que come porque porque é ansioso e continua ansioso, além de gordo, um inseguro com uma arma de fogo é apenas um inseguro armado. Fosse essa a solução estaria eu aqui distribuindo pistolas e espingardas aos meus pacientes, e não orientando terapia ou medicação.

Notadamente as questões das armas estão ligadas ao universo masculino. Pode reparar, quase sempre são os homens que matam e os homens que morrem. E sob esse ponto de vista, impossível não notar o quanto uma arma de fogo lembra um pinto. Um pinto de ferro, que nunca falha, um pinto de segurança.

Quando escutamos marmanjos choramingando: “Eles querem tirar nossas armas!”, não podemos deixar de pensar em garotos pequenos assustados com medo que um bicho-papão imaginário lhes arranque os pintinhos.

Complicado isso tudo num país, e num mundo, onde a sensação de insegurança é cada vez maior. Um mundo onde os homens sentem-se cada vez mais ameaçados pelas demandas crescentes dos direitos das mulheres, onde a tolerância para com o outro é cada vez menor. Imagino um Brasil com uma arma por habitante como nos EUA. Praticamente um Mad Max tupiniquim. Fazendo um raciocínio inverso ao Senhor das armas me pergunto: como chegar nesse monte de gente e botá-los no divã?

http://luizsperry.blogosfera.uol.com.br ... a-de-fogo/
Puts, o textinho é um mero panfleto ideológico

Tem trechos aí tão infantis, que pelo amor de deus :affs:

Arma de fogo realmente não traz segurança não, quando alguem vier lhe agredir o melhor a ser usado é um estilingue, arma de fogo não, não traz segurança
Para pra pensar. Mesmo que você ande com arma na cintura, a chance de você morrer num assalto é muito maior do que a do assaltante que já vem preparado pra fazer isso, se tiver andando na rua você vai estar distraído, ele não. Pra piorar você está com a arma na cintura, o assaltante já vem com ela na mão.

Infantil não é o texto, infantil é defender o porte de arma como resolução do problema da violência.

Esse problema tem que ser encarado a curto prazo com melhor investimento na segurança
E a longo prazo investindo na educação e na desiguladade social
Imagem

Avatar do usuário
Cholo_CRVG
Juvenil
Juvenil
Mensagens: 574
Registrado em: 06 Jan 2017, 08:48

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cholo_CRVG » 14 Out 2017, 14:58

Só pra lembrar que o Aécio foi liberado pelo STF
Não vi ninguém indignado com isso por aqui, estranho não?
Imagem

Cheder
Grande Benemérito
Grande Benemérito
Mensagens: 9766
Registrado em: 23 Dez 2015, 22:13

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cheder » 14 Out 2017, 15:56

Cholo_CRVG escreveu:
14 Out 2017, 14:58
Só pra lembrar que o Aécio foi liberado pelo STF
Não vi ninguém indignado com isso por aqui, estranho não?
É porque todo mundo ama o Aécio aqui assim como toda a direita que não consegue viver sem ele :LIKE:

Cheder
Grande Benemérito
Grande Benemérito
Mensagens: 9766
Registrado em: 23 Dez 2015, 22:13

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cheder » 14 Out 2017, 16:08

Cholo_CRVG escreveu:
14 Out 2017, 14:30
Cheder escreveu:
13 Out 2017, 15:37
Wagnersac escreveu:
13 Out 2017, 10:15
Por que tantas pessoas se encantam com a ideia de ter uma arma de fogo?


O filme “O Senhor das Armas”, de 2005, começa com uma frase canalha e genial:

“Uma em cada doze pessoas no mundo tem armas de fogo. A questão é: como chegamos às outras onze?”

Bem, no que se refere aos EUA, eles já chegaram. São nove armas de fogo para cada dez americanos. A chamada Segunda Emenda, criada para permitir a formação de milícias na época da independência, resiste até hoje. Os americanos sempre vislumbraram um inimigo externo contra o qual lutar. Primeiro eram os ingleses, depois espanhóis, mexicanos, japoneses, comunistas, vietnamitas, e agora, os terroristas islâmicos.

Aqui no Brasil, nunca tivemos muitos inimigos externos. O máximo que conseguimos conceber é uma rivalidade futebolística com a Argentina, que quase sempre se resolve dentro das quatro linhas do gramado. O nosso inimigo sempre foi muito mais interno do que externo. Também não temos essa cultura de armas de fogo. Aqui são 0,8 armas para cada dez habitantes, o que nos coloca bem próximos da média mundial. Mas se compararmos a mortalidade por arma de fogo temos 20 mortes para cada 100.000 habitantes contra 5 mortes para cada 100.000 habitantes nos EUA. Ou seja: não é a quantidade de armas que, sozinha, define o grau de violência ao qual uma sociedade está exposta.

Posto isso, me afasto um pouco da análise social e adentro um pouco a análise psicológica das armas. Por que tantas pessoas se encantam com as armas? Por que tantas pessoas desejam armas? Por que tantas pessoas precisam de armas? Penso comigo mesmo que as armas são encantadoras. Existe um certo encanto em poder estraçalhar algo ou alguém a metros, ou mesmo centenas de metros de distância. Todos nós temos gravadas na mente, mais ou menos conscientemente, cenas que associam as armas a situações de heroísmo e bravura. Ter uma arma, e eventualmente atirar, não deixa de ter em parte essa característica lúdica e brincante ligada à fantasia.

Mas se você perguntar a alguém que tenha uma, ou mesmo muitas armas, o motivo disso, a grande maioria vai responder: segurança. Pode parecer meio óbvio, mas em geral as pessoas não compram armas para sair atirando umas nas outras. Todo mundo tem medo de alguma coisa ou de outra, portanto, um portador de armas talvez seja um pouco mais medroso apenas do que a população em geral.

A má notícia é que a posse de uma arma de fogo não deixa ninguém mais seguro. Assim como tem um monte de gente que come porque porque é ansioso e continua ansioso, além de gordo, um inseguro com uma arma de fogo é apenas um inseguro armado. Fosse essa a solução estaria eu aqui distribuindo pistolas e espingardas aos meus pacientes, e não orientando terapia ou medicação.

Notadamente as questões das armas estão ligadas ao universo masculino. Pode reparar, quase sempre são os homens que matam e os homens que morrem. E sob esse ponto de vista, impossível não notar o quanto uma arma de fogo lembra um pinto. Um pinto de ferro, que nunca falha, um pinto de segurança.

Quando escutamos marmanjos choramingando: “Eles querem tirar nossas armas!”, não podemos deixar de pensar em garotos pequenos assustados com medo que um bicho-papão imaginário lhes arranque os pintinhos.

Complicado isso tudo num país, e num mundo, onde a sensação de insegurança é cada vez maior. Um mundo onde os homens sentem-se cada vez mais ameaçados pelas demandas crescentes dos direitos das mulheres, onde a tolerância para com o outro é cada vez menor. Imagino um Brasil com uma arma por habitante como nos EUA. Praticamente um Mad Max tupiniquim. Fazendo um raciocínio inverso ao Senhor das armas me pergunto: como chegar nesse monte de gente e botá-los no divã?

http://luizsperry.blogosfera.uol.com.br ... a-de-fogo/
Puts, o textinho é um mero panfleto ideológico

Tem trechos aí tão infantis, que pelo amor de deus :affs:

Arma de fogo realmente não traz segurança não, quando alguem vier lhe agredir o melhor a ser usado é um estilingue, arma de fogo não, não traz segurança
Para pra pensar. Mesmo que você ande com arma na cintura, a chance de você morrer num assalto é muito maior do que a do assaltante que já vem preparado pra fazer isso, se tiver andando na rua você vai estar distraído, ele não. Pra piorar você está com a arma na cintura, o assaltante já vem com ela na mão.

Infantil não é o texto, infantil é defender o porte de arma como resolução do problema da violência.

Esse problema tem que ser encarado a curto prazo com melhor investimento na segurança
E a longo prazo investindo na educação e na desiguladade social
Quem disse que é solução? Jamais disse isso, inclusive fiz questão de dizer que não resolve

"Para pra pensar. Mesmo que você ande com arma na cintura, a chance de você morrer num assalto é muito maior do que a do assaltante que já vem preparado pra fazer isso, se tiver andando na rua você vai estar distraído, ele não. Pra piorar você está com a arma na cintura, o assaltante já vem com ela na mão."

Vc mostrou UMA situação das milhares possíveis, mas existem outras milhares em que o uso defensivo é necessário e poderá salvar a vida do portador da arma ou de terceiros. Não é porque teoricamente em alguns cenários (poucos) estar armado será uma desvantagem que isso serve de embasamento pra tolher o direito de todos.

Nesse cenário que vc expôs, o correto é não reagir. Mas tenha a certeza de que quem ta armado e com o devido preparo, dificilmente estará distraído e dando bobeira dessa forma.

Fico pensando aqui, vcs da esquerda não tem opinião própria não? tá proibido discordar de alguma coisa da agenda? pq todos tem a mesma opinião, com pouquíssima variação.

Se perguntar sobre desarmamento eu já sei a resposta que darão, assim como aborto, legalização das drogas, sobre Estado etc.

Avatar do usuário
vigo
Júnior
Júnior
Mensagens: 3454
Registrado em: 04 Jan 2016, 08:58

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por vigo » 14 Out 2017, 16:29

rafael.pereira escreveu:
13 Out 2017, 12:08
VASCORAGEM escreveu:
13 Out 2017, 10:50
No mundo cor de rosa da esquerda ninguém anda armado e as pessoas são felizes, principalmente nas favelas ops, comunidades (o politicamente correto é fundamental). Pena que não avisaram isso pros bandidos que lá vivem e fazem o diabo, facilitados pela corrupção generalizada das autoridades do mais alto escalão. Dessa forma, os principais defensores do desarmamento continuam protegidos por seguranças armados em sua fortalezas enquanto a população comum toma bala todo dia e morre. Esse é o Brasil que nunca vai dar certo.
Pois é, eu queria saber porque o Vagnersac está tão desesperado em não dá opção de defesa as pessoas de bem, porque os canalhas estão armados até os dentes e não vejo em seus posts reclamando sobre o armamento deles, o maior problema pra ele é se um pai de família pode proteger sua família.

Você pode solicitar o Registro de arma de fogo para ti!
Basta ir a PF, pagar a taxa, preencher um formulário e atender requisitos básicos: teste psicológico, perícia no manejo - pode-se obter em algum stand ou clube de tiro cadastrado na PF, justificativa plausível sobre os motivos que o levam a querer a mesma.

Só lembrando que você terá o Registro, para manter a arma na tua casa ou trabalho, não podendo passear com ela. E vale por 3 anos, depois tem que renovar.

É simples, basta atender os preceitos legais.

Avatar do usuário
Crazy Dog
Juvenil
Juvenil
Mensagens: 982
Registrado em: 25 Jan 2016, 22:28

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Crazy Dog » 14 Out 2017, 16:38

Cholo_CRVG escreveu:
14 Out 2017, 14:58
Só pra lembrar que o Aécio foi liberado pelo STF
Não vi ninguém indignado com isso por aqui, estranho não?
Da mesma forma que não se ver ninguém indignado com as temerices do governo. Principalmente os manipulados batedores de panelas que estão pagando a conta nesse momento. Focaram apenas em uma quadrilha, e esqueceram das demais quadrilhas que estão fazendo a festa com o dinheiro de nós contribuintes.

Avatar do usuário
Diego
Júnior
Júnior
Mensagens: 2835
Registrado em: 31 Dez 2015, 02:35
Localização: Búzios - RJ

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Diego » 14 Out 2017, 17:04

Cholo_CRVG escreveu:
14 Out 2017, 14:30
Cheder escreveu:
13 Out 2017, 15:37
Wagnersac escreveu:
13 Out 2017, 10:15
Por que tantas pessoas se encantam com a ideia de ter uma arma de fogo?


O filme “O Senhor das Armas”, de 2005, começa com uma frase canalha e genial:

“Uma em cada doze pessoas no mundo tem armas de fogo. A questão é: como chegamos às outras onze?”

Bem, no que se refere aos EUA, eles já chegaram. São nove armas de fogo para cada dez americanos. A chamada Segunda Emenda, criada para permitir a formação de milícias na época da independência, resiste até hoje. Os americanos sempre vislumbraram um inimigo externo contra o qual lutar. Primeiro eram os ingleses, depois espanhóis, mexicanos, japoneses, comunistas, vietnamitas, e agora, os terroristas islâmicos.

Aqui no Brasil, nunca tivemos muitos inimigos externos. O máximo que conseguimos conceber é uma rivalidade futebolística com a Argentina, que quase sempre se resolve dentro das quatro linhas do gramado. O nosso inimigo sempre foi muito mais interno do que externo. Também não temos essa cultura de armas de fogo. Aqui são 0,8 armas para cada dez habitantes, o que nos coloca bem próximos da média mundial. Mas se compararmos a mortalidade por arma de fogo temos 20 mortes para cada 100.000 habitantes contra 5 mortes para cada 100.000 habitantes nos EUA. Ou seja: não é a quantidade de armas que, sozinha, define o grau de violência ao qual uma sociedade está exposta.

Posto isso, me afasto um pouco da análise social e adentro um pouco a análise psicológica das armas. Por que tantas pessoas se encantam com as armas? Por que tantas pessoas desejam armas? Por que tantas pessoas precisam de armas? Penso comigo mesmo que as armas são encantadoras. Existe um certo encanto em poder estraçalhar algo ou alguém a metros, ou mesmo centenas de metros de distância. Todos nós temos gravadas na mente, mais ou menos conscientemente, cenas que associam as armas a situações de heroísmo e bravura. Ter uma arma, e eventualmente atirar, não deixa de ter em parte essa característica lúdica e brincante ligada à fantasia.

Mas se você perguntar a alguém que tenha uma, ou mesmo muitas armas, o motivo disso, a grande maioria vai responder: segurança. Pode parecer meio óbvio, mas em geral as pessoas não compram armas para sair atirando umas nas outras. Todo mundo tem medo de alguma coisa ou de outra, portanto, um portador de armas talvez seja um pouco mais medroso apenas do que a população em geral.

A má notícia é que a posse de uma arma de fogo não deixa ninguém mais seguro. Assim como tem um monte de gente que come porque porque é ansioso e continua ansioso, além de gordo, um inseguro com uma arma de fogo é apenas um inseguro armado. Fosse essa a solução estaria eu aqui distribuindo pistolas e espingardas aos meus pacientes, e não orientando terapia ou medicação.

Notadamente as questões das armas estão ligadas ao universo masculino. Pode reparar, quase sempre são os homens que matam e os homens que morrem. E sob esse ponto de vista, impossível não notar o quanto uma arma de fogo lembra um pinto. Um pinto de ferro, que nunca falha, um pinto de segurança.

Quando escutamos marmanjos choramingando: “Eles querem tirar nossas armas!”, não podemos deixar de pensar em garotos pequenos assustados com medo que um bicho-papão imaginário lhes arranque os pintinhos.

Complicado isso tudo num país, e num mundo, onde a sensação de insegurança é cada vez maior. Um mundo onde os homens sentem-se cada vez mais ameaçados pelas demandas crescentes dos direitos das mulheres, onde a tolerância para com o outro é cada vez menor. Imagino um Brasil com uma arma por habitante como nos EUA. Praticamente um Mad Max tupiniquim. Fazendo um raciocínio inverso ao Senhor das armas me pergunto: como chegar nesse monte de gente e botá-los no divã?

http://luizsperry.blogosfera.uol.com.br ... a-de-fogo/
Puts, o textinho é um mero panfleto ideológico

Tem trechos aí tão infantis, que pelo amor de deus :affs:

Arma de fogo realmente não traz segurança não, quando alguem vier lhe agredir o melhor a ser usado é um estilingue, arma de fogo não, não traz segurança
Para pra pensar. Mesmo que você ande com arma na cintura, a chance de você morrer num assalto é muito maior do que a do assaltante que já vem preparado pra fazer isso, se tiver andando na rua você vai estar distraído, ele não. Pra piorar você está com a arma na cintura, o assaltante já vem com ela na mão.

Infantil não é o texto, infantil é defender o porte de arma como resolução do problema da violência.

Esse problema tem que ser encarado a curto prazo com melhor investimento na segurança
E a longo prazo investindo na educação e na desiguladade social
Ninguém defende o porte de arma como solução para nada, assim como ninguém defende redução da maioridade penal como solução, são várias ações que no fim levam a solução, o problema é que sempre tem alguém repetindo essa bobagem de que estão dizendo que porte de armas e redução da maioridade penal são soluções, ninguém falou isso!

Granadas são proibidas na Suécia e mesmo assim se tornou o pais do mundo com mais ataques com granas em 2016 e ja bateu o recorde em 2017, proibir alguma coisa não inibe criminoso de conseguir colocar as mãos, nem legalizar acaba com o tráfico ou contrabando como a esquerda imagina.

Sweden Records 170 Percent Increase In Grenade Attacks, And It’s Not Hard To Figure Out Why
http://dailycaller.com/2017/03/03/swede ... e-out-why/

Cheder
Grande Benemérito
Grande Benemérito
Mensagens: 9766
Registrado em: 23 Dez 2015, 22:13

Re: POLÍTICA NACIONAL X

Mensagem por Cheder » 14 Out 2017, 18:12

vigo escreveu:
14 Out 2017, 16:29
rafael.pereira escreveu:
13 Out 2017, 12:08
VASCORAGEM escreveu:
13 Out 2017, 10:50
No mundo cor de rosa da esquerda ninguém anda armado e as pessoas são felizes, principalmente nas favelas ops, comunidades (o politicamente correto é fundamental). Pena que não avisaram isso pros bandidos que lá vivem e fazem o diabo, facilitados pela corrupção generalizada das autoridades do mais alto escalão. Dessa forma, os principais defensores do desarmamento continuam protegidos por seguranças armados em sua fortalezas enquanto a população comum toma bala todo dia e morre. Esse é o Brasil que nunca vai dar certo.
Pois é, eu queria saber porque o Vagnersac está tão desesperado em não dá opção de defesa as pessoas de bem, porque os canalhas estão armados até os dentes e não vejo em seus posts reclamando sobre o armamento deles, o maior problema pra ele é se um pai de família pode proteger sua família.

Você pode solicitar o Registro de arma de fogo para ti!
Basta ir a PF, pagar a taxa, preencher um formulário e atender requisitos básicos: teste psicológico, perícia no manejo - pode-se obter em algum stand ou clube de tiro cadastrado na PF, justificativa plausível sobre os motivos que o levam a querer a mesma.

Só lembrando que você terá o Registro, para manter a arma na tua casa ou trabalho, não podendo passear com ela. E vale por 3 anos, depois tem que renovar.

É simples, basta atender os preceitos legais.
Isso aí é só pra dizer que não é proibido.

Mas de fato, é praticamente impeditivo. O que acontece na real é que vc gasta uma puta grana e no final terá o registro negado por motivos políticos.

No RJ a PF chegou a criar um formulário padrão para negar TODOS os pedidos de compra de armas novas e recadastramento de registros que estão vencendo.
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Pra mim, todos as etapas deviam ser objetivas e ponto, retirando assim, o poder discricionário da PF.


Voltar para “Economia, Política e Temas Sociais”

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante